Julia de Almeida L. Kampus
Voluntária do Kit Carta há 16 anos

Presentes Sempre para o Projeto

Marcia Bernstein
Voluntária do Kit Festa

Terapia dos Florais de Bach:
Melhorando Sua Qualidade de Vida

Nada é por acaso…

Depoimento de Ruby Dodo
Voluntária da sede

Depoimento de Alina Tabacnik
Voluntária da sede e professora de artesanato

Luba Kignel
Voluntária de terça-feira

Depoimentos

Marcia Frischmann

Laíz Mirocznik

Festa na Sede do Projeto

Depoimento de Dina Neumann

Marli Andrei: a cara do Projeto

Odete Ruffo

Frida Zilberberg Ejchel
Voluntária de segunda-feira

Jennifer Sassun

Sheila… ao quadrado!

Marie Zular

Voluntário por um dia

Contribuindo para o Projeto

Liçoes positivas

União e Integração

O Sorriso

Alberto Edmond Dwek

Aprendizado constante

Marina: uma semana encantada

Homenagem a nossa voluntária Huguete Miffano

Uma visita especial

Vale a pena viver

Adriana Azar: Seis anos no Projeto

Gente ajudando gente!

Visita aos Hotéis

Kit Festa:
Ygor Leonardo Silva - 11 anos

Projeto Felicidade:
Lição de vida

Projeto:
Um aprendizado constante

Voluntária:
Yvonne C. Boschi

Huguette Mifano:
paixão pelo Projeto

O Cantinho da Ieda

Sima, a “Mascote” do Projeto

Voluntário da Gol
Por Charles Ernest Owens

Confissão de Voluntária
Por Tatiana Pierri

De Voluntária à Parceira
Denise Mirocznik Wladimirski

Um Palhaço chamado Pipoca (in memorian)

 
 

Julia de Almeida L. Kampus
Voluntária do Kit Carta há 16 anos

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Conheci o Projeto Felicidade através de Yvonne, amiga dos tempos de escola. Ela apresentou-me ao Projeto e fiquei encantada pela maneira como fui recebida: parecia que nos conhecíamos de longa data.

O Projeto Felicidade se empenha em fazer felizes crianças de classes sociais menos favorecidas com câncer, e acompanhantes, proporcionando passeios e hospedagem por uma semana: parques, sítio, passeio pela praia sem preocupações. Para que isso ocorra os voluntários são preparados por meio de palestras, passeios, viagens, reuniões.

O trabalho voluntário acrescenta muito em nossas vidas melhorando nossa saúde e trazendo motivação. Eu me candidatei a responder cartas porque gosto de escrever. Através das cartas recebidas podemos conhecer melhor o dia-a-dia das crianças e de suas familias para entendê-las melhor. Nas cartas as crianças demonstram alegria sentida nesta semana feliz. São experiências não usuais que as crianças vão guardar na memória e que lhes darão a esperança de que a vida pode ser diferente um dia!

 

 

Presentes Sempre para o Projeto

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Talvez meu depoimento de como e por que me tornei voluntária do Projeto seja muito triste para ser descrito em algumas palavras para o Boletim.

Foi em abril de 1999. Tomamos conhecimento que Leandro, nosso filho mais velho, então com 25 anos, estava com câncer e com um diagnóstico irreversível e muito cruel. Metástases já estavam pelo seu corpo tão jovem e tão lindo: lindo por fora e por dentro, pois quem teve o mérito de conviver com Leandro, sabe o quanto ele foi um menino maravilhoso, ótimo aluno, excelente amigo, um irmão maravilhoso, um filho exemplar e, apesar da pouca idade, um homem muito sábio, de poucas palavras mas de grande conteúdo.

Em 2001 o meu Leandro deixou este plano, deixou saudades, e muitas...

Foi quando conheci a Flávia e fiquei sabendo do Projeto Felicidade. Na hora não sabia se iria ter forças para ver crianças e jovens passando por problemas semelhantes ao do meu filho, umas com maiores chances, outras nem tanto. Depois de refletir muito decidi ser voluntária em nome do amor pelo meu filho, que sei que onde ele estiver ficará feliz por podermos ajudar um pouquinho aqueles para quem muitas vezes um pouquinho significa muito.

Passei a ter novos valores; ver o sorriso de uma criança com câncer é o melhor presente que a gente pode ganhar. Este é o meu melhor presente, é o grande significado da vida. No meu aniversário meus convidados já sabem: os presentes são para o Projeto!
Por Jeanete Roizman

 

 

Marcia Bernstein
Voluntária do Kit Festa

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Voluntárias: Beatriz Kauffmann e Marcia Bernstein

 

Não sei bem há quanto tempo, não sou ligada em datas, mas me lembro muito bem de estar trafegando pela rua Mello Alves, pensando que queria fazer um trabalho voluntário, quando olhei para uma placa, daquelas que ficavam em cima das de trânsito, que dizia apenas... “Projeto Felicidade” e o endereço do site.

Chegando em casa abri o site e logo me encantei com a ideia do Projeto, liguei e me inscrevi para uma entrevista. Em seguida conheci pessoas que faziam parte do Projeto e me contaram tudo. Fiz a entrevista, e precisei insistir um pouco para me chamarem. Como sou dentista, não dispunha de muito tempo para me dedicar, logo o Kit Festa me interessou, pois é um período da semana e eu poderia planejar-me.

Desde o primeiro dia em que fui à casa de uma criança para a sua festa de aniversário, me arrebatei. A alegria de nos receberem em suas casas, a felicidade de ganharem a festa na semana de seu aniversário, os presentes, o bolo, os refrigerantes e principalmente, a nossa presença. Descobrimos por vezes que para algumas crianças era a primeira vez que tinham uma festa de aniversário.

Quando saímos da sede do Projeto nunca sabemos exatamente para onde estamos indo, não sabemos quem vamos encontrar e nem que estado de saúde está a criança, logo temos que nos preparar para várias situações, mas sempre vamos com muita alegria, pois o aniversário é a celebração da vida.

Durante os meus anos no Projeto presenciei de tudo, lugares muito pobres, outros nem tanto, crianças que estavam lutando, algumas vencendo, outras não, famílias alegres, famílias deprimidas, algumas numerosas, outras pequenas, mas o prazer de nos receber e poder contar conosco naquele momento de felicidade ou ter com quem desabafar em um momento de tristeza, é o que nos mostra o quanto é importante o nosso trabalho.

Uma situação me marcou muito, foi quando fomos a uma festa e chegando lá, era uma casa de dois cômodos, só com um colchão no chão, sem geladeira, sem fogão, sem televisão ou um rádio. A criança tinha apenas um brinquedo, acho que era um carrinho e nos aguardavam ansiosamente. Quando perguntamos onde estavam os móveis da casa dela e o que comiam, a mãe nos disse que tinham acabado de se mudar e que não tinham nada ainda, que não conheciam ninguém. Estavam sozinhos e deprimidos. Com a necessidade de acender a vela do bolo, fui na porta vizinha para pegar fósforos emprestados e cantamos parabéns. Sugeri para a mãe, “agora leva um pedaço de bolo, agradeça os fósforos e se apresente”. Vimos uns meninos em cima do muro nos olhando, e como a criança tinha ganhado uma bola, convidamos as crianças para brincar com o aniversariante. Quando fomos embora o paciente já estava brincando com meia dúzia de outras crianças, e a mãe tinha feito amizade com umas quatro vizinhas, que a convidaram para jantar. Era só alegria e risadas naquela casa.

Não temos que tirar lições de vida, nem sentirmos uns ingratos, pois há pessoas em piores situações que a gente. O fato de sermos voluntários não está na necessidade de fazermos algo por nós mesmos e sim pelos outros. Todas às vezes em que chego em uma casa, o meu principal objetivo é liberar o máximo de amor, carinho e atenção para as pessoas que estão lá presentes, para que sintam que há alguém que realmente, as querem bem e que naquele momento possam receber esses sentimentos positivos de outra pessoa.

Certa vez, uma pessoa próxima de mim e que não estava trabalhando, se disse muito entediada e sugeri que ela participasse como voluntária em algum Projeto. Sua resposta foi que ela não era louca para trabalhar de graça. Eu sou uma louca desvairada e quer saber? Graças a D’us!

 

 

Terapia dos Florais de Bach:
Melhorando Sua Qualidade de Vida

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O Projeto Felicidade procura sempre um tema atual e de interesse geral para trazer a seus voluntários. A palestra do dia 16 de agosto, proferida pela Dra. Maria Adelaide Ortiz Barbosa, abordou a Terapia Floral de Bach.

Esta terapia utiliza um método simples e natural de cura através de essências obtidas de flores silvestres. O tratamento visa as desordens da personalidade do paciente, e não da sua condição física. A terapia através dos florais é composta de 38 essências, distribuídas em 7 grupos.

A palestra, realizada na sede, contou com a presença de Miriam Katz Catib, proprietária do Buffet Planet Party, que foi homenageada por todo seu empenho na realização da Festa de 15 Anos para seis meninas que já participaram do Projeto.
Na ocasião, Flávia entregou a Miriam um certificado especial por ser uma parceira que trabalha com uma incrível capacidade de realização, onde coloca toda sua alma e coração.

 

 

Nada é por acaso…

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As voluntárias Sheila e Maria Lúcia foram a S. José dos Campos visitar uma adolescente que havia sido operada. Na volta pararam para tomar um café e a funcionária reconheceu as camisetas das voluntárias, pois já havia passado pelo Projeto Felicidade como paciente do GAAC.

Bianca é uma menina de 16 anos linda e simpática. Está ótima de saúde, e pretende prestar vestibular ainda este ano. Ficou feliz em ver as voluntárias e poder recordar sua passagem pelo Projeto que sempre lhe traz felizes lembranças. Disse que até hoje a Kika fica sobre sua cama e guarda com carinho a camiseta.

 

 

Depoimento de Ruby Dodo
Voluntária da sede

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Ruby Dodo entrou para o Projeto Felicidade logo no seu início, em 2001.

Comunicativa, gosta de trabalhar com o público, relacionar-se com pessoas e foi desta forma que encontrou seu lugar para ajudar o Projeto, buscando parcerias: “Quando começo a conversar me envolvo completamente explicando o Projeto, contagiando as pessoas”.

Durante cinco anos trabalhou fazendo levantamento dos buffets infantis que poderiam receber as famílias, às segundas-feiras, numa recepção de clima de festa, com todo capricho característico deles, que encantam e divertem a todos. Ao lado de Ana Bela, outra voluntária, faziam contato, visitas, organizavam cadastros e até hoje os buffets abertos ao Projeto foram frutos de suas conquistas.

Mas como Ruby gosta de desafios, resolveu trabalhar prospectando parcerias também em outras empresas. Não é um trabalho fácil; pode ser comparado ao trabalho de uma formiguinha... “Você primeiro encontra um parceiro em potencial, corre atrás de informações, dados, quem é a pessoa responsável que poderia lhe atender... Às vezes a pessoa está viajando, ou em reunião, outras não pode atender naquele momento. Você deixa recado ou retorna a ligação. É chato mas necessário ser persistente, até ser recebido. É sem dúvida um longo caminho.

“Muitas vezes faço questão de ir pessoalmente até a empresa levar o material do Projeto como folhetos, livros com depoimentos e fotos que deixo como referência. O mais incrível é quando você é tão bem recebido, que nem precisa passar por todo um processo burocrático. Há empresas que já nos conhecem, sabem quem eu sou e o que represento; doam mensalmente ou fazem questão de participar da festa anual do Projeto Felicidade.

“Conquistamos a simpatia e solidariedade de empresas como livrarias, farmácias, indústrias alimentícias. Não quero citar nomes para não correr o risco de esquecer alguém. Mas criamos um canal maravilhoso de comunicação. O que temos a fazer é mantê-lo. O que vale é o elo, daqui há um ano, dois, determinada empresa que por razões não pode doar este ano, ainda saberá quem somos e se tiver condições, desejará colaborar novamente.”

Ruby acumulou experiência e fala que não há nada mais gratificante que ouvir de um empresário, ou funcionário, do outro lado da linha: “Ruby, conseguimos uma doação para você!”

“Toda vez que uma empresa abre suas portas tudo o que meu coração me diz é que valeu a pena. Sinto-me realizada, o dever cumprido. Significa uma vitória para mim. Mas da mesma forma que recebemos é dever ser amável e saber agradecer. Aproveito para agradecer a todas as empresas e pessoas que me ajudaram e ajudam nesta corrente de bondade. Desejo que sejam amplamente recompensadas com sucesso material e espiritual em seus empreendimentos e em suas vidas.”

 

 

Depoimento de Alina Tabacnik
Voluntária da sede e professora de artesanato

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Há dois anos entrei para o Projeto Felicidade. Minha filha Ariela já fazia parte dele e através dela, de suas experiências pude saber mais a respeito de sua proposta. Como meu marido estava doente eu não podia ficar longe, permanecendo sempre ao seu lado. Cuidei dele ao longo de dez anos, sempre em torno de hospitais. Naquela época eu fazia tricô para me distrair. Quando começou o frio resolvi presentear as crianças do Projeto com toucas de lã que mandava através da Ariela. Foram em torno de 150 toucas; fazia três a quatro por dia.

Quando meu marido faleceu, minha filha me implorou para que eu entrasse no Projeto, mas resisti muito pois ainda estava de luto. E ela sempre insistia “mãe, você vai gostar”. Até que um dia resolvi participar e estou nele até hoje.

Amo o que faço. Sou voluntária na sede e me sinto muito feliz no Projeto, pois faço o que gosto que é artesanato. Mas gosto de fazer de tudo, de participar e poder ajudar também em outras funções; não tenho problema algum com isso. Na verdade nunca fui professora. Aliás, a primeira vez que me chamaram de professora foi no Projeto Felicidade. No início estranhei e até me assustei porque não sabia que tinha o dom para ensinar e passar o que sabia. Fiquei muito feliz. As crianças e famílias gostam de fazer tudo que costumo fornecer nas aulas: caixinhas, almofadas de feltro, mosaico, biscuit, etc.

O que me chama a atencão é a felicidade quando chegam. Sou sempre recebida pelas famílias com muita alegria e quando os trabalhos estão prontos e levam para casa sinto que todos estão extremamente satisfeitos e realizados. Quando a aula é de biscuit até as crianças correm para participar, o que me deixa muito feliz.

 

 

Luba Kignel
Voluntária de terça-feira

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Ao ser convidada para uma reunião de amigas onde o Rabino Alpern falaria sobre seus planos de iniciar um novo trabalho na coletividade de S. Paulo, em benefício de crianças com câncer, eu não me sentia emocionalmente capaz de participar do Projeto.

Mas, ao mesmo tempo, era a grande oportunidade de fazer um trabalho voluntário sério, com o único objetivo de dar um pouco de felicidade a crianças e suas famílias machucados pela dor, tratamentos prolongados e muitas vezes distantes de suas residências.

Tenho orgulho de participar do Projeto Felicidade desde o seu primeiro dia de trabalho, quando recebemos as primeiras famílias. O desafio e a emoção eram imensos.

Hoje, com 10 anos de atuação, confesso que cada semana que acolhemos novos grupos de pacientes com seus familiares, a sensação de desafio e emoção permanecem em mim. Persiste o desafio de torná-los mais felizes nesta semana, mesmo que seja durante ou após longos tratamentos. Continuo me emocionando com o relato de uma mãe que está muito feliz ao ver seu filho se divertir depois de períodos de tristeza. Ou ao ouvir de outra mãe que ela e seu filho nunca teriam a chance de ter “uma semana dessas”, não fosse o Projeto Felicidade.

Se de um lado é gratificante sentir que estão valendo todos os esforços para alcançar os objetivos do Projeto, fico admirada ao constatar que os primeiros planos de receber famílias para passarem cinco dias felizes com a gente não param aí. Mas partindo daí, muitas outras atividades têm se desenvolvido – sempre com a finalidade de dar algum tipo de apoio às crianças assistidas e aos seus entes queridos.

Para todo este leque de propostas e ações, o Projeto conta com um excelente quadro de profissionais, sem os quais nada seria possível.

Eu, que tenho sempre participado como voluntária, reconheço o esforço de todos os colaboradores e acrescento que além de ter ganho em crescimento emocional, em agilidade diante de situações inusitadas, tive a grande oportunidade de conhecer e conviver com pessoas muito diferentes entre si, mas com um grande denominador comum: o voluntariado.

Nos encontros que temos ao longo do ano tenho conhecido muitos outros voluntários que atuam em outros grupos de trabalho, e todos me passam o mesmo ideal: o de ser útil e aprimorar-se constantemente.

Cada amiga que trabalha comigo tem a sua personalidade e dá tudo de si para que as crianças e familiares desfrutem o máximo do que o Projeto Felicidade pode proporcionar.

Sinto-me privilegiada, pois ganho duplamente no Projeto: trabalhando em benefício das crianças, ao mesmo tempo ganhando grandes e boas amizades que só aconteceram porque trabalho como voluntária no Projeto Felicidade.

 

 

Depoimentos

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Sou voluntária há quase quatro anos. Sinto que estou enriquecendo a cada dia com a força, a experiência e a superação das famílias visitadas. Sempre que retorno das visitas passo por um momento muito introspectivo, onde me desligo de tudo e começo a rezar pelas crianças que visitei, relembro suas feições, seu carinho e afetividade. Rezo para que a esperança e a alegria dessa semana estejam cada vez mais presentes em suas vidas.
Maria de Fátima Ramiro Portes

Antes de me tornar membro deste time tão maravilhoso, buscava formas de estar na presença de crianças. Encontrei-me há quase dois anos ao participar desta família inesquecivel chamada Projeto Felicidade. No início não sabia o que encontraria pela frente, mas quando somos solicitados encontramos luz e paz interior em um lugar que nem imaginávamos existir.

Após meu primeiro dia, as semanas consecutivas foram maravilhosas e edificantes. Houve dias em que saí do hotel quase às 22h, em outros, 30 minutos após minha chegada. Mas o que importa não é a quantidade, mas os hóspedes – crianças e seus familiares – serem sempre bem recebidos, pois são eles os astros desse teatro da vida. Fiz e faria tudo de novo e de coração, pois me emocionei muuuitas vezes, mas sem nunca deixar transparecer. Se chorasse, era apenas para que esta criança soubesse que naquele momento eu estava fazendo uma prece para sua pronta recuperação. Estes anjinhos nos fazem tão bem, que devem sempre sorrir, pois a vida fará seus milagres.

Trabalhei neste time pela última vez antes de partir para a França, onde com certeza encontrarei o que fazer para estar na companhia de outros anjinhos. Agradeço a oportunidade em poder “desabafar” e rezar para que essa comunidade de pessoas incríveis e inesquecíveis, continuem esse trabalho edificante e maravilhoso por toda a eternidade!
Paulo Sérgio Moretto

Cada semana é uma nova experiência, repleta de emoção. Às vezes me deparo com crianças extremamente frágeis e sensíveis, pois estão em pleno tratamento ou simplesmente cansadas de sua curta, mas ao mesmo tempo, sofrida jornada. Outras, com crianças absolutamente normais que, se eu não soubesse que lutam contra uma doença tão grave, nunca desconfiaria. O que mais me comove sempre são as mães muito fortes, uma verdadeira fortaleza. Reparo que a mãe sendo positiva e alto astral, ela consegue transmitir a força para a criança lutar e vencer. Não são poucos os casos que sabemos em que o pai acaba abandonando a família quando um filho adoece, sem suportar as dificuldades. Mas a mãe é capaz de largar seus outros três filhos em outro estado aos cuidados da avó, muitas vezes sem nenhum amparo financeiro ou psicológico, para vir a S. Paulo tratar o filho doente. Mães tão corajosas que se realizam ao ver seu filho sorrindo, feliz, e esquecendo nem que seja por alguns dias, a dor e o verdadeiro motivo que os trouxeram até nós. Elas se emocionam e não se cansam de agradecer, um tanto acanhadas, todos os cuidados, os presentes e a hospedagem num hotel de luxo, que aos seus olhos, era um sonho inimaginável.

As crianças nos ensinam muito. São fortes e corajosas. Logo se ambientam e o riso corre solto.

Ao proporcionar esta semana de felicidade para as famílias, o Projeto é sempre abençoado e torna-se um marco em suas vidas.
As crianças aprendem desde cedo que para a vida valer a pena é preciso lutar e perseguir seus sonhos. Eles são os verdadeiros vencedores. Agradeço à nossa coordenadora Lica, a Marli e todos do Projeto que me dão a oportunidade renovada a cada semana de me superar como ser humano.
Tally Chalom Emanoil

 

 

Marcia Frischmann

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Conheci o Projeto Felicidade quando ainda morava em Curitiba, através da Associação das Crianças com Neoplasia, onde era voluntária. Comecei a participar do Felicidade em 2005, quando nos mudamos para S. Paulo. Já fiz um pouco de tudo: algumas visitas no Kit Festa, em projetos especiais, com a Berta no Kit Carta. Hoje minha tarefa é receber nos aeroportos de Cumbica e Congonhas as crianças que vêm de outros estados na segunda-feira e novamente acompanhá-las na sexta-feira no embarque. Isso tudo é possível graças a uma parceria maravilhosa entre o Projeto e a Gol Linhas Aéreas.

Na segunda-feira vou ao aeroporto vestindo a camiseta do Projeto, sempre munida com uma lista para poder identificar as crianças e seus acompanhantes. Mas há ocasiões em que o voo chega adiantado e já desembarcam antes de minha chegada. Fico procurando e, às vezes, passam ao meu lado e não reparam na camiseta. Outra situação é a demora da bagagem, o que me deixa um pouco apreensiva, mas acaba dando tudo certo. A bagagem que trazem é uma pequena bolsa de viagem para duas pessoas, mãe e filho, passarem a semana. Quando é inverno o pessoal do Norte vem sem agasalho.

Geralmente quando nos encontramos eles estão muito cansados, principalmente da região Nordeste, que são muitos, já que o voo é longo e eles saem de madrugada de suas casas. Mas apesar do cansaço, a ansiedade e animação para a semana que virá prevalecem com perguntas curiosas e relatos sobre a primeira viagem de avião.

Na maioria das vezes vamos direto para o hotel fazer o check-in. Eles ficam encantados com o lugar! Explico as regras do local e nos dirigimos para as atividades do buffet infantil.

Na sexta ao buscá-los no hotel já estão todos prontinhos me esperando no lobby, se despedindo e agradecendo aos funcionários que se tornaram seus amigos. O comportamento no caminho de volta é totalmente diferente do de segunda-feira, quando o cansaço e silêncio falam mais alto. No trajeto para o aeroporto é só alegria, brincadeiras e lembranças da maravilhosa semana que tiveram.

Ao chegar vamos direto para o check-in. Na hora de despachar a bagagem preciso pedir que ajudem a embalar os presentes, pois voltam com mais volume do que trouxeram! Tiramos fotos no saguão e oriento para que fiquem atentos ao número do portão. A gente se despede com um abraço e... boa viagem!

 

 

Depoimento de: Laíz Mirocznik

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Voluntária de Quarta-feira

Participar do Projeto é trazer alegria, esperança e conforto para as crianças e suas famílias.

Faço parte do Felicidade deste 2001 (há 9 anos). É gratificante compartilhar as sensações, as descobertas de novas experiências com as crianças a cada semana.

Quarta-feira é o meu dia especial e junto com amigas voluntárias vamos aos passeios e atividades como: parques, praias, etc. Temos notado que muitas crianças nunca tiveram oportunidade de conhecer o mar e é uma alegria ver seus rostinhos felizes.

No início foi difícil, mas agora estamos num estágio muito avançado de programações e não podemos deixar de citar os hotéis parceiros que proporcionam o melhor conforto e atendimento para as crianças e familiares.

As vezes passamos momentos difíceis, o que mexe muito com o emocional, mas temos momentos significativos como a festa de encerramento que oferece a oportunidade de reencontrar as crianças que participaram de uma semana no Projeto.

Para mim, o Projeto Felicidade colabora na recuperação das crianças, mostrando um pouco o outro lado da vida. Faço parte deste Projeto, com orgulho, e um dia espero fazer a diferença.

 

 

Festa na Sede do Projeto

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Por Maria Lúcia Fonseca Caetano - Voluntária

Luís Edgar A. Pereira é um lindo menino de Penedo, cidade próxima ao Rio de Janeiro, que passou pelo Projeto Felicidade acompanhado de seu avô, Sr. Edgar, responsável por ele na Casa de Apoio Hope em S. Paulo.

Seu aniversário de três anos foi celebrado na sede do Projeto Felicidade, onde Luís Edgar tornou-se o centro das atenções. Enquanto o motorista do Projeto foi buscá-los, preparamos a brinquedoteca para a festa. Ao chegarem, Luís mostrou uma timidez que durou uns dez minutos. Depois, já ambientado, divertiu-se com vários brinquedos que estavam ali só para ele: motoca, carrinhos de mão, teclado, bonecos super heróis, etc. As voluntárias Maria Lúcia, Sheila e Simone cercaram-no de mimos.

O avô, Sr. Edgar, aproveitou para conversar com a coordenadora Marli sobre o estado de saúde do neto e recordar os momentos felizes dos passeios. A filha do Sr. Edgar era quase uma menina quando Luis nasceu e confiou a guarda do menino ao avô. Por ser ainda um bebê, por causa da leucemia e do transplante, o neto é muito apegado ao avô, o qual chama de pai.

Colocamos um CD com canções animadas que serviram de fundo musical. Cantamos, dançamos, pulamos, afinal, era uma festa! Nessa hora, o Luís observava aquela “bagunça” e tomou aquilo como um showzinho particular onde ele era a plateia. Com direito a sanduíche, chocolate e refrigerante, não quis nem comer o bolo, para não perder tempo e poder brincar mais. Na hora do “Parabéns”, a timidez voltou e ele se refugiou no colo do avô.

O que restou do bolo foi embrulhado para que comessem mais tarde, na Casa Hope, com seus amiguinhos. O sorriso largo cheio de alegria veio na hora em que abriu o pacote de presentes e guloseimas. Avô e neto devem voltar logo para a cidade deles e vários retornos ao hospital já estão marcados.

Após a festa, Luís explorou o andar térreo da sede, descobrindo o escorregador no playground, o túnel colorido por onde passou e a casinha de bonecas com cozinha onde até serviu um “chá” para o avô e “lavou” a louça na pia.

Luís entrou na van do Projeto, já cansado de tanto brincar. Lá se foi mais um dia feliz para todos nós. Ficaram algumas fotos desse carequinha lindo e a lembrança dos momentos vividos naquele dia tão especial, data de seu nascimento.

Algumas pessoas dizem que o melhor da festa é esperar por ela. Eu já acho que o melhor de uma festa é fazê-Ia acontecer.

 

 

Depoimento de Dina Neumann

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Voluntária de Segunda-feira (Buffet Infantil)

Nasci em Lisboa, Portugal, e venho de uma casa exemplar. Minha família sempre foi um exemplo de solidariedade onde o trabalho voluntário fez parte de nossa educação.

Não fiz faculdade, mas há 40 anos a Federação Israelita promoveu um curso de assistente social do qual participei para prestar auxílio aos judeus que imigraram da Hungria e do Egito.

Já trabalhei com jovens moradores de rua recolhidos pela FEBEM, hoje Casa, conversando, orientando e dando-lhes apoio emocional. Hoje trabalho no Hospital Samaritano todas as terças-feiras como voluntária em dois projetos diferentes. Pela manhã no grupo Refuá Shlema, visitando e atendendo membros da comunidade judaica, e à tarde no grupo AMA, que é do próprio hospital. O AMA atende crianças de favelas que acompanham suas mães a consultas médicas ou aulas de orientação sobre nutrição, etc.

No Projeto Felicidade estou desde o início, há 10 anos, sempre como voluntária nas segundas-feiras, acompanhando as famílias no check in, levando-as ao buffet infantil até o final da tarde, quando retornam aos hotéis onde estão hospedadas.

Uma criança de 10 anos que participou certa vez do Projeto me marcou muito. Em estado terminal, por recomendação médica foi liberada para usufruir seus últimos momentos de felicidade. Chegou completamente entubada, acompanhada pelos pais em um estado muito frágil. Permaneceu somente três dias tendo que se retirar. Mas para nós foi muito triste assistir aquela criança partindo, naquele estado. Veio a falecer dois dias depois.

Adoro o Projeto, o meu trabalho e admiro muito o empenho e dedicação de nossa diretora, Flávia, que o mantém num nível altamente profissional. Desejo que o Projeto continue por muito tempo, pois somos geradores de alegria e não imaginamos o efeito enorme e a diferença que isto faz em um único dia de uma criança. Gostaria que muito mais gente fizesse isto.

Ajudar sempre as pessoas para mim é a meta, a verdadeira finalidade de todo ser humano.

 

 

Marli Andrei: a cara do Projeto

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Em abril de 2001 iniciava-se um novo Projeto, um desafio que assumi com o compromisso de trabalhar um dia da semana: o Projeto Felicidade.

Qual era meu “know how”? Somente boas intenções e um coração cheio de amor para dar. Tudo era desconhecido, mas nada acontece por acaso em nossas vidas.

O Projeto foi para mim uma escola em tempo integral, onde inicialmente tive a oportunidade (junto com minhas amigas voluntárias) de aprender a cada dia que passa que não existem erros, mas lições, que tivemos a grande honra de vivenciar.

Conhecemos a cada semana famílias que passavam por momentos delicados e difíceis decorrentes do tratamento de seus filhos portadores de câncer. Quantas histórias de vida, quantos depoimentos de fé, de amor, casos de abandono de um dos pais diante das dificuldades. Convivemos com uma diversidade de experiências, ouvimos, abraçamos, choramos, tentamos ajudar, acompanhamos essas crianças junto com seus pais e irmãos, onde muitas vezes acertamos, mas em algumas ocasiões os resultados não foram exatamente o que esperávamos.

Aprendi com tudo isto que este era um processo gradual de crescimento que me conduziu, em 2004, a passar a semana inteira junto às famílias, como coordenadora, ao lado dos voluntários de cada dia da semana.

É importante poder receber estas famílias (inicialmente tímidas diante do desconhecido) e poder conviver dia a dia com elas, poder compartilhar suas emoções, sua felicidade durante o tempo que permanecem conosco, seu desabafo, e até das lágrimas na hora de sua partida. Mas felizmente continuamos nosso contato com elas através de nossa sede, cartas, celebração de aniversários em suas residências, algumas reformas em suas casas e participando de vários momentos importantes de suas vidas, posteriores ao nosso primeiro encontro.

Sempre nos perguntam : “Como vocês conseguem fazer este trabalho?” Respondo com toda convicção, da mesma forma que acredito que esta opinião seja compartilhada por todos os voluntários e funcionários que trabalham e convivem conosco: “ Somos privilegiados em poder fazer parte de algumas fases da vida destas pessoas que passam pelo Projeto Felicidade, e acho que tentamos fazer nossa parte da melhor maneira possível”.

A convivência diária no Projeto me fez mudar a maneira de enxergar a vida, me preparou para que a cada dia possa aprender coisas novas e me transformou num ser humano melhor. Chorar e sofrer por solidariedade não faz mal, nos enriquece.

Vou um pouco além; somos: Gente Feliz Ajudando Gente! A vida é feita de momentos e a Equipe Felicidade faz questão de estar presente em cada um destes instantes.

 

 

Odete Ruffo

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Odete, primeira à`esquerda

Voluntária do Kit-Festa

Tomei conhecimento do Projeto Felicidade através da minha filha Paula, que na época trabalhava no Hotel Blue Tree da Rua Pequetita, onde ela recepcionava as crianças e seus familiares deixando-os bem à vontade no novo ambiente.

Em março de 2004 fui entrevistada pela nossa Diretora Flávia que logo foi me perguntando se eu queria fazer o Kit Festa. Imediatamente aceitei e escolhi sem opções as quintas-feiras, pois nesse dia não havia voluntários.

Na mesma semana já fui montar na sede o meu primeiro Kit com o nosso saudoso Sr. Joaquim (04/03/2004).

Experiências? Sim tive muitas, fiz grandes amizades muito gratificantes cheias de energias positivas com voluntários da casa, muitos workshops e ótimos aprendizados com médicos e profissionais da área, muitos passeios promovidos pelo Projeto e mais, os encontros no Parque da Mônica com todas as crianças. Conheci muitos lugares distantes onde nem se imagina que possa existir nessa S. Paulo enorme, e os motoristas que se tornaram amigos atenciosos e cuidadosos.

Momentos marcantes? Tive muitos, aliás, em todos os lares que visitamos (Lydia, Renata, Glória e Clara, companheiras do dia) via o semblante radiante das crianças e seus familiares abençoando o Projeto Felicidade e quem o criou. E quando eles declaravam que incluíam a todos nós, voluntários, em suas orações agradecendo a D’us, é que sempre me senti muito emocionada e gratificada pelo trabalho que me concederam no Kit Festa.

 

 

Frida Zilberberg Ejchel

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Frida noBuffet com as famílias

Voluntária de segunda-feira

Estou no Projeto desde seu lançamento, em 23 de abril de 2001. No início tínhamos muitas dúvidas se iria dar certo e nos perguntávamos: “Será que vai acontecer?” Como iríamos conseguir a hospedagem nos hotéis, os parques, passeios, gratuitamente? Mas a resposta veio em seguida: “não se preocupem, vamos conseguir realizar este sonho.”

Hoje em dia vemos que tudo se realizou e o Projeto continua cada vez melhor. Existe uma vontade tão grande de ajudar que sempre há buffets infantis oferecendo o local e a festa para as famílias. Com os hotéis ocorre a mesma coisa. Hospedam em média uma a três famílias. Fazemos o check-in, mostramos o local das refeições, acompanhamos as famílias ao quarto para ensinar como utilizar os aparelhos. Ficam encantadas! A gente se esforça para que se sintam bem à vontade.

À tarde levamos todos ao buffet infantil, parceiros do Projeto, todos maravilhosos e impecáveis. No final do dia, após muita atividade, vamos distribuindo as famílias em cada hotel. É um dia bem longo, mas vale a pena. Esqueço de tudo, faço isto com muito gosto.

Lembro meu primeiro dia: foi maravilhoso. O hotel ficava no centro. Bem equipado, com todo o conforto, um luxo, mas via que não era a realidade destas famílias, nem minha. Mas fui entender a importância que preencheriam na vida destas famílias: serem tratadas com tanto carinho e atenção fazia brotar nelas a auto-estima, e seu verdadeiro valor.

Estas crianças têm uma força que não sei de onde tiram para passar por tanto sofrimento. A gente dá para elas um pouco e elas agradecem muitíssimo.

Conquistamos muito respeito por parte das crianças e seus pais, não que tenhamos buscado isto, mas pelo que o Projeto representa em suas vidas. Me apego muito a este trabalho e amo fazer o que faço. Mesmo doente, este dia para mim é sagrado; me tira cedo e animada da cama. Até o final da placa de meu carro cuidei para que o rodízio fosse de segunda, pois como passo o dia no Projeto, não preciso dele. Também adoro minhas amigas do Projeto; são todas muito ponta fina.

Dos momentos marcantes acho que a surpresa da chegada é o mais incrível. Sempre nos perguntam se iremos nos ver no dia seguinte. Respondemos que um novo grupo de voluntários virá “amanhã” e uma brincadeira que a gente faz toda a segunda tornou-se clássica: “Querem dormir na minha casa? Levo vocês.” E recebemos sempre a mesma resposta, obviamente negativa: “Sair do hotel? Nem pensar! Isto aqui é um sonho!”

 

 

Jennifer Sassun

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Jennifer Sassun há alguns meses entrou na equipe de voluntários do Projeto Felicidade. Formada em Design de Interiores possui três filhos de 6, 4 e 2 anos. “Quando meu filho menor entrou na escola este ano fiquei com mais tempo para dedicar um dia da semana ao trabalho voluntário.”

Jennifer é voluntária às quartas-feiras, dia em que mães e filhos de Casas de Apoio participam das oficinas na sede. A cada semana participam outras pessoas, fazendo com que todo o processo de apresentação seja reiniciado.

Sua irmã Shely é voluntária há mais tempo no Projeto e influenciou Jennifer em sua escolha.

Sobre a impressão que as crianças lhe causam, Jennifer declara: “São crianças que apesar da situação não são mimadas e a maioria sabe escutar. Possuem uma estrutura afetuosa muito boa e recebem muito carinho dos pais.”

Qual o benefício de ser uma voluntária? Para Jennifer, o de se refinar como ser humano: “Aprimoramos nossos valores e passamos a encarar qualquer dificuldade de forma diferente, com uma atitude mais positiva na vida.”

 

 

Sheila… ao quadrado!

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Sheila Cruz de Ribeirão Preto participou da semana do Projeto Felicidade em março deste ano. Há dois meses perdeu o pai, que teve um enfarte fulminante deixando na época a mãe grávida de sete meses.

Aos 9 anos e cheia de vida, é uma linda menina com muita energia, entusiasmo e alegria. Veio acompanhada de sua prima Epifania Silva, pois a mãe acabou de ter o bebê, não podendo ausentar-se do lar. Apesar da necessidade do uso de muletas para sua locomoção, Sheila aproveitou cada minuto de todas as atividades.

No meio do passeio conheceu a voluntária Sheila

Wajchenberg das quartas-feiras e resolveu formar com ela uma dupla da “pesada”. Foi uma sintonia recíproca; viraram parceiras neste dia de passeio. Sheila, a voluntária, chamava a menina de “Sheila Furacão”, pois não parava nem para renovar o fôlego.

A foto acima mostra as duas Sheilas no Parque Neo Geo. onde ambas dançaram e cantaram juntas. A Montanha Russa parecia um ímã gigantesco atraindo Sheila Cruz que subia e descia por incontáveis vezes; um voo que ficará sempre em sua lembrança ao lado de sua xará!

Ela foi uma das crianças que mais aproveitaram a semana… sem obstáculos! Todos os momentos das Sheilas foram de solidariedade, amor ao próximo e o exemplo de que, sempre que houver “Gente ajudando gente”, nossos dias serão preenchidos de pura Felicidade.

 

 

Marie Zular

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Marie ao centro com a camiseta do Projeto

Voluntária das segundas-feiras

Fui convidada a participar do Projeto através de uma amiga, Dina Neumann, há 3 anos. Sou uma voluntária nata, desde que me conheço por gente. O voluntariado faz parte da minha vida, sem ele não sei o que é vida. Trabalhei 18 anos na Unibes, vários anos no Ciam,e estou no Einstein há 12 anos, onde monto espetáculo de teatro para atores de 75 a 103 anos. Formei-me em teatro e inglês, mas nunca fiz teatro profissional. Adoro lidar com o público, fazer as pessoas se sentirem bem.

Às segundas-feiras acordo bem e digo para mim mesma que bom poder atender meu grupo no Projeto, sentir que faço bem aos outros. Acompanho as famílias ajudando no check in no hotel e na festa no buffet infantil. Consigo lidar bem com tudo, a única coisa que me toca profundamente é quando vejo uma criança que, além da doença, ou por causa dela, é cega.

Entre os momentos marcantes no Projeto, lembro de uma mãe parada na porta do buffet chorando copiosamente. Dei-lhe um abraço e tentei acalmá-la falando que hoje era só festa. Respondeu-me que por este motivo é que chorava: estávamos realizando o sonho de sua filha de ir a um buffet infantil. Toda semana há uma história para contar. Como voluntária acredito que existe apenas uma fórmula em nosso trabalho: dar sempre muito amor; o resto vem sozinho.

 

 

Voluntário por um dia

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Marlene Kauffmann

Marlene Kauffmann, voluntária do Felicidade, abriu as portas de sua residência em 11 de agosto para um belíssimo chá com encontro entre um grupo de senhoras e a direção do Projeto. O convite para este evento tinha o seguinte texto: “Conseguir o sorriso de uma criança é lindo. Consegui-lo de uma criança triste, uma arte; Arrancar um sorriso de uma criança doente, um milagre.” O encontro contou com palestra e um breve relato de Flávia Bochernitsan, sobre a dinâmica do Projeto e fatos marcantes sobre algumas crianças que já participaram. Como resultado, foi deixado em aberto uma oportunidade, para aquelas que gostariam de participar da experiência de se tornar voluntárias por um dia, na festa anual no Parque da Mônica já confirmada para 19 de outubro.

 

 

Contribuindo para o Projeto

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Simone entre Flávia e Marli, diretora e coordenadora do Projeto

Simone Prist Steinecke faz parte do Projeto Felicidade no qual participa como voluntária do Kit Festa. Há dois anos auxilia na distribuição dos cofrinhos em estabelecimentos comerciais. “Interessei-me pelas caixinhas logo que as vi e me propus a ajudar colocando algumas no bairro onde moro. Só na Rua Melo Alves devem ter umas dez e no Jardins podem ser encontradas em diversas lojas.”

Toda a arrecadação obtida é utilizada na ampliação dos benefícios para as crianças que participam da semana do Projeto.

Para Simone, “mais do que a contribuição que as pessoas fazem, as caixinhas são um meio eficaz na divulgação, já que ela dispõe de um compartimento onde colocamos folheto explicando o que é o Projeto Felicidade. Tenho um carinho muito grande e especial pelas caixinhas. Pode demorar o tempo que for necessário para preenchê-las, mas a propaganda da instituição gerada através delas é nosso maior retorno.”O Projeto Felicidade possui grande credibilidade e isto é o que mais estimula as pessoas a continuar contribuindo. É um trabalho de formiguinha onde existe gestos marcantes como o caso de uma loja que faz questão de colocar um folheto do Projeto Felicidade na sacola de cada cliente que efetua uma compra.”

Simone está sempre sorrindo, de bem com a vida e com um fôlego que parece se multiplicar.

 

 

Lições positivas

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Quando fui solicitada a escrever sobre minha vivência no Projeto logo pensei “não vou saber escrever”. Mas aos poucos foram aparecendo imagens de vários bons momentos que presenciei e me emociono percebendo que seria capaz de escrever um livro! Nunca parei para pensar nas atividades que participo, simplesmente aparecem, quando estamos abertos.

Iniciei meu voluntariado no Projeto no final de 2001, logo após a perda de meus pais, ambos de câncer. Estas perdas tão sofridas deixaram por longo tempo marcas muito tristes, pela história de suas vidas e todo o sofrimento que passaram durante a guerra e pós-guerra. Eu pensava não ser justo uma doença que causava tanta dor estar enfraquecendo pessoas que já passaram por tudo aquilo. Percebi que a minha tristeza poderia ser transformada em algo positivo para outros, quando conheci o Projeto Felicidade e os inúmeros trabalhos que poderia fazer para alegrar as crianças. Participei da seleção e fui escolhida para auxiliar no Kit Festas.

Por muito tempo montei os kits, conforme idade e sexo e muito por minha intuição,. Fui então convidada para coordenar o Kit Festa, que agora anda em suas próprias pernas com o auxílio da Viviane e Elizete. Às vezes fazemos visitas às crianças, em suas casas ou nos hospitais, conforme solicitam por carta ou telefone. Consegui parceria com a Uninove que participou da última reunião da OPAS e que nos cedeu a Professora Fernanda, da área de Nutrição, que abraçou o Projeto e às sextas-feiras. Neste dia ela explica aos pais como obter uma alimentação correta e nutritiva.

Em 2003 comecei a ajudar a organizar os workshops tentando levar palestrantes que transmitissem temas relevantes para o crescimento dos voluntários, além de dinâmicas de grupo com o auxílio de uma amiga, Denise Nudel.
Ano passado ajudei na organização da reforma da casa de uma das crianças que estava em situação precária. Recebemos uma linda carta da adolescente e sua mãe dividindo a alegria e agradecimento de todos os familiares pela ajuda recebida. Tudo isto contribuiu para a melhora da auto-estima de sua filha, que realizou naquela semana a última sessão de exames e estava curada.
Conheci o professor Ricardo Monezzi, da PUC, pesquisador da Unifesp, que se identificou com o Projeto e participou de um workshop aplicando um questionário a 57 voluntários a fim de demonstrar que a qualidade de vida de quem é voluntário é melhor.

Continuo divulgando o Projeto com a colocação de cofrinhos de doações e buscando parcerias. Desde o início e com o passar do tempo fui conhecendo pessoas maravilhosas que doam um pouco de seu tempo para alegrar de alguma forma as crianças e suas famílias, com comprometimento e confiança. Identifico-me cada vez mais com a proposta do Projeto Felicidade, com os participantes e suas histórias, com as crianças e suas famílias. O Projeto já faz parte integrante de minha vida e pude ver e aprender que a felicidade não está determinada a durar por certo tempo, nem somente a um tipo de realidade, mas que em qualquer dia de alegria e em diferentes realidades podem-se criar muitas felicidades!
“As mais belas descobertas ocorrem quando as mesmas coisas são vistas com um novo olhar.” Parabéns Projeto Felicidade por este trabalho belíssimo e dirigido com tanta seriedade.

Lídia Mett Fridman

 

 

União e Integração

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Denise (esq.), Shirley e Lika

Desde o início quando entrei no Projeto fui voluntária às sextas-feiras. Vi um anúncio no jornal, fiz a entrevista e fui desde o começo sempre muito bem acolhida.

O Projeto é um benefício para nós voluntários; nossos problemas ficam pequeninos diante de tudo isto que experimentamos aqui.

Nossa diretora Flávia e a coordenadora Marli, além de todos que participam, promovem uma união e integração onde nos tornamos muito amigas e trabalhamos juntas, de mãos dadas. Se não houvesse este acolhimento, não iríamos conseguir atingir nossas metas.

A turma da sexta-feira é muito unida, sentimo-nos iguais e não há conflitos. Procuro nunca faltar neste dia, adiantando minhas tarefas na quinta-feira. Não falho, pois sei como é importante manter o compromisso para todos nós.
Perdi meu marido em um acidente que provocou sua morte súbita. Se não fosse o Projeto não estaria firme como estou hoje, pois ele me ajudou muito a superar esta enorme perda em minha vida.

O Projeto Felicidade é uma nuvem boa que me abrigou da tempestade em momentos difíceis. Na minha vida não existe solidão, mas solidariedade.

Para os que ainda não estão engajados em algum trabalho deste tipo, meu conselho é que se tornem voluntários para entender melhor o mundo.

 

 

O Sorriso

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Toda terça- feira é especial. Todos ansiosos para pegar a estrada…A chegada na colônia de S. Lourenço da Serra é sempre uma festa. A beleza do lugar encanta a todos!

De manhã: pedalinho, charrete, os bichinhos, o parquinho… Longas conversas em frente ao lago. Histórias maravilhosas de esperança e fé.

Depois do almoço, um breve descanso… A mesa com as pedras, contas e fios está pronta e as mães, avós, tias e até pais se unem para começarmos a aula de bijuteria da Tia Marli.
Quando olham os chaveiros que vamos fazer, os comentários são sempre os mesmos: “É muito difícil”, “não entra na minha cabeça”, ou “eu não vou conseguir”.

E a aula começa…

A cada pedra colocada, os rostos começam a se modificar. Todos querem mostrar como seu trabalho está ficando lindo.

E, ao final, quando o chaveiro está pronto, vem a recompensa naqueles sorrisos de satisfação de ter vencido o desafio, de observar que “foi fácil”, “entrou na minha cabeça”, “eu consegui!”.
Naquele momento foram vitoriosos. Quando a primeira pessoa sorri, comento que estava esperando por ela. E, como mágica, uma a uma começa a sorrir o mesmo sorriso: o do coração.

Quando terminam estão com outra feição, absolutamente encantados com o resultado de seu trabalho.
Na nossa despedida, no final do dia, levam consigo os chaveiros e pulseiras como um troféu.

Sempre agradecidos, vão embora levando aquele sorriso que compartilharam entre si, de que foram capazes de realizar algo que para eles era quase impossível.

São vencedores de mais uma batalha em suas vidas.

Por Ione Cristina M. Sertori
Voluntária da terça- feira

 

 

Alberto Edmond Dwek

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Alberto Edmond Dwek

Alberto atuou na área bancária, morou dois anos em Nova York e hoje se dedica ao trabalho voluntário.

“Comecei no Projeto através do Rabino Alpern e sua esposa Yael. Fiquei muito interessado e acabei fazendo contato com a Flávia, diretora Geral do Felicidade onde me tornei voluntário há quase dois anos.”

Alberto também é voluntário do Ten Yad, às quartas-feiras, no Breshopping ajudando a triar doações e colocar preços através dos códigos de barra.

“Sempre gostei de me ocupar e realizar muitas coisas. É uma satisfação enorme poder estar ajudando as pessoas.”

Quanto a seus sentimentos em relação a sexta-feira, dia em que é voluntário no Projeto, fala que é marcado pelos últimos momentos destas famílias, após uma semana de felicidade. Alberto diz que normalmente sente uma certa tristeza ao vê-las partir:

“Cada uma tem uma história para contar, só quem passa por isso sabe. Como somos voluntários apenas neste dia, sem ter acompanhado estas pessoas ao longo da semana, como é o caso da Marli, nossa coordenadora, a gente não conhece tão bem cada uma, mas sente algo forte, uma energia positiva, elas voltam renovadas.”

Alberto conta que certa vez, ao sair do Projeto vestindo a camiseta e entrando em um supermercado, uma senhora se dirigiu sorridente ao seu encontro. Queria lhe agradecer pelo Projeto onde já participou com seu filho comentando que ele havia superado a doença e estava bem.

São estes pequenos gestos e encontros que Alberto encerra seu comentário sobre ser voluntário: “É muito gratificante!”

 

 

Aprendizado constante

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Ana Cláudia Mattar

Conheci o Projeto através de uma reportagem em um jornal e imediatamente me “candidatei”, porque trabalhar como voluntária com crianças com câncer era uma forma de agradecimento pela saúde das minhas filhas.

Comecei trabalhando às quartas-feiras. Com o tempo foi fixado o passeio ao Parque da Mônica. Era ótimo, íamos para os hotéis, conversávamos com as famílias enquanto o ônibus não chegava. Criamos vínculos. O grupo de voluntárias do começo é hoje um grupo de amigas, nos entendemos só com o olhar... Quando está difícil para uma, logo vem outra ocupar sua “posição”, mas sempre com atenção e carinho com as famílias.

Após três anos, mudei para quinta-feira, dia de Hopi Hari. Era encantador ver a carinha das crianças diante daquele parque enorme com todas as possibilidades que ele oferecia. Era puro prazer!

No começo desse ano fui chamada pela coordenadora Marli para substituir a voluntária Geórgia que trabalhava na sede com as mães de casas de apoio ensinando artesanato. Hoje às terças e quintas me dedico a esta atividade, recebendo e dando atenção àquelas mães tão carentes de tudo. Deixam suas famílias em suas cidades e vêm acompanhando sozinhas seus filhos no tratamento, sem ter por perto, muitas vezes, ninguém com quem dividir seus medos e suas dores. Estou lá, sempre pronta para um abraço, um colo e principalmente para dar força para que continuem sempre, pois é um caminho muito difícil e longo.

Juntas aprendemos muitas coisas; é uma troca muito rica de experiências. Ensino artesanato e elas me ensinam a ver a vida sob outro ângulo, cheio de dor, mas com muita esperança e força. Só tenho a agradecer, por que essa doença chegou também na minha casa e hoje posso dizer que, com tudo que aprendi aqui, passamos por ela tão fortes e cheios de esperanças quanto aquelas mães.

Muito obrigada!
Ana Cláudia

 

 

Marina: uma semana encantada

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Marina Youko Massaoka

Nasci numa colônia japonesa denominada 1ª Aliança, a 630km de S. Paulo, no município de Mirandópolis.
Acredito que a minha forte vontade de ajudar ao próximo provém das minhas raizes orientais, cuja cultura valoriza muito o respeito e a solidariedade.

Dediquei 10 anos de minha vida como voluntária de crianças carentes da periferia de S. Paulo atuando na área pedagógica.
Acenei para o Projeto Felicidade para trabalhar como voluntária em convocação anunciada no jornal Nippo-Brasil e tive a felicidade de ser aceita. Encaro esta missão com muita seriedade a fim de que as crianças tenham uma semana encantada, e que a lembrança destes momentos mágicos amenizem um pouco as agruras de sua dor.

Palavra de gratidão não é preciso, basta sentir a felicidade irradiada pelas crianças para perceber o quanto isso me faz bem: é a minha recompensa!

 

 

Homenagem a nossa voluntária

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Huguette Miffano

Desde o início, me apaixonei pelo Projeto. O que me motivou foi um sentimento de justiça, eu tinha de dar um pouco do que o Bom D’us, na Sua generosidade, deu-me tanto.

Aprendi como enfrentar momentos difíceis, aprendi o que é apoio, coragem, humildade, aceitação, gratidão, amor e porque não dizer Felicidade. Que bela lição de vida... Como é rico o convívio com minhas companheiras voluntárias. É amizade pura com “A” maiúsculo. Obrigada Projeto, valeu!

Homenagem a nossa voluntária Huguete Miffano, de abençoada memória.

Huga amiga,
Sinônimo de sabedoria, paz interna, felicidade....irradiava LUZ e plenitude!Junto com as crianças, o meu maior presente dentro do Projeto! Foram segundas-feiras inesquecíveis... cheias de alegria, diversão e muito “papinho” como costumávamos nos referir às nossas longas conversas. Lembro-me da alegria das crianças quando a Huga pedia para elas que adivinhassem o que havia dentro da caixa de madeira, das histórias que contava, das brincadeiras carinhosas, e na saída nunca ia embora sem um beijo e um abraço beeemmmm apertado! Sinto muito sua falta!
Fabiola Bacelar Lwow

Vou falar um pouco sobre a Huguete, e não sobre a D. Huguete. Ela sempre reclamava quando alguém a chamava de dona. era simplesmente Huguete. Nas poucas vezes em que tive o privilégio de conversar com ela, foram momentos que ficarão para sempre comigo.Ela trazia muita força e alegria. Sempre dispensava a todos muita atenção. Huguete, com certeza, representou muito bem a essência do Projeto Felicidade.
Eliane Kondi Hamadani

Esta foto, que sem querer encontrei e, quando olhei para ela lembrei-me da gostosa companhia que tínhamos. Huguete era sempre sorriso, disposição e alegria. Parecia uma borboleta que nos encantava com suas cores, leveza e independência. Sempre tinha que enganá-la para poder levá-la em casa. Nunca nos contava sua idade, mas estava sempre pronta a nos acompanhar, não só para alegrar as crianças, mas para nossos cafés e encontros ao final das visitas aos hotéis. Não sei como homenageá-la, pois sinto-me homenageada por tê-la conhecido e podido conviver por alguns anos!
Eliane Streicher Chatah (Lica)

Querida Amiga Huga!
Viver feliz, de bom humor e sem o peso da própria vida é o que mais vou me lembrar quando alguma coisa me perturbar.
E como a Fabíola escreveu quando dei a notícia [de seu falecimento] teremos “um Anjo no Céu a nos proteger”!
Seu riso e humor contagiantes levando a vida e alegrando, não só as crianças, mas a mim, quantas vezes. Obrigada por permitir escrever um pedacinho da minha vida ao seu lado.
Salete Giannella

Estive com a Huguete apenas uma vez, durante uma visita, mas foi uma grande aula de bom humor e de amor pelo Projeto e pelas crianças. Ela tinha o dom de cativar e envolver as pessoas com alegria e otimismo. Sempre me lembrarei dela em cada nova visita de segunda-feira, tentando passar para as famílias pelo menos um pouco do amor à vida que ela transmitia.
Rejane Coimbra

Uma palavra boa, um abraço amigo; isso é a Huguette. Saudades...
Sheila Wajchenberg

 

 

Uma visita especial

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Voluntárias: Maria Lúcia e Adriana

Vitória Carolina tem 8 anos e não participou do Projeto Felicidade, embora tivesse este sonho. Todas as possibilidades dos médicos e equipamentos para salvar sua vida foram esgotadas.

Sua médica, a Dra. Maria Lydia, viu estampada nos pais a dor causada pela notícia e decidiu que o melhor seria o retorno ao lar para a família compartilhar momentos juntos. Aconselhou a mãe a entrar em contato com o Projeto solicitando uma visita. Mesmo debilitada, a alegria de Vitória foi total em seu primeiro dia em casa, após três meses internada no Hospital Darcy Vagas, com leucemia, já em fase terminal. Levamos um kit com bolo e presentinhos para a casa de Vitória para recepcioná-la com um abraço, levar apoio, conforto, força e esperança... tentar provocar sorrisos, por mais difícil que isso fosse.

Encontramos Vitória muito abatida e um pouco deslocada, pois havia ficado longe de seu lar e tudo estava sendo uma redescoberta.

Após dias em dieta especial e muita medicação, ela acordou com vontade de tomar o café da manhã na cozinha, com pão e maionese. O pai, com o olhar triste, mas com um sorriso contido, por poder realizar o desejo singelo da filha, saiu para as compras. Já havia balões na sala para a festa de “Feliz Regresso”. A mãe fez isso durante a noite, pois não havia conseguido dormir. Ajudamos Vitória a explorar o kit de guloseimas e presentinhos. Colocamos um tapetinho no centro da sala e em nossa imaginação era um tapete voador que a levaria por lugares cheios de beleza e magia; ou um trono, onde nossa princesinha se sentou. Nós, seus súditos, a rodeamos e iniciamos nossa animação (neste caso mais comedida), numa atuação cheia de bobagens, apitos, danças, e mímicas. Contamos com grande ajuda de seu irmãozinho, falante e animado pela presença da irmã que retornara após tanto tempo. A mãe colocou um CD de música para animar o ambiente. Vitória acompanhava tudo sorrindo.

Comeu um pouco do apetitoso pão com maionese que seu pai trouxera. Nos pais se estampava um misto de alegria pela volta da menina e imensa tristeza pelo quadro médico conhecido.Chegaram primos e tias e a mãe aproveitou um momento em que se encontrava sozinha conosco e segredou que a menina não conhecia sua real condição e que ela e o marido estavam desolados, não sabendo onde achariam forças para continuar mantendo a esperança na cura da filha. Contou que a leucemia aguda havia aparecido há menos de seis meses, e que no início os sintomas não eram freqüentes, e sim comuns a outras doenças infantis, até que logo depois de já quase ter dominado o organismo da pequena, veio o terrível diagnóstico. Após o breve desabafo logo voltamos para junto de Vitória. Continuamos a brincar na sala, até que a conversa dirigiu-se para uma espécie de promessa de voltarmos à sua casa em dezembro, ocasião de seu 9º aniversário. A menina então, tocou meu braço e fez um sinal de negação com a cabeça. Fingi não entender e perguntei se ela gostaria que voltássemos. Ela então, sem palavras, mas com os olhos tristes, voltando a segurar meu braço, mostrou-me que gostaria de voltar a ver o Projeto, porém, não deixou dúvidas de que sabia que isso não iria acontecer. Percebi que ela não queria que sua família soubesse o que sentia, para poupá-los. Isso me tocou profundamente, embora eu não demonstrasse para os outros que voltavam à sala, e muito menos para a menina.

Nessa altura, percebemos que Vitória já estava muito cansada e deixamos a casa e aquela família com sua dor e convivência íntima. Era um momento deles. Nosso abraço de despedida dos pais foi forte, calmo, cheio de alento, porém silencioso, pois não havia palavras que pudessem abrandar aquele sofrimento.

Foi uma volta muito diferente de nossa rotina barulhenta e repleta de comentários; desta vez viemos caladas e assim permanecemos. Certamente a menina não saiu de nossos pensamentos de esperança em D’us. E nem o sofrimento psicológico dos pais, que nesses casos, assume diversas formas, entre elas a ansiedade, a impotência e a depressão.

Dias depois Vitória faleceu e sua mãe ligou para o Projeto: desta vez para agradecer a visita afirmando que fez bem à toda a família, principalmente à Vitória.

 

 

Vale a pena viver

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Norma – Voluntária das quartas-feiras (Visita aos hotéis)

Muitas vezes lendo os depoimentos ficava imaginando o que escreveria um dia.

Hoje aqui estou eu escrevendo sobre uma experiência única e muito difícil de ser relatada em palavras.

Ser voluntária do Projeto Felicidade é muito mais do que levar alegria para as crianças. Ser voluntária é conhecer um pouco mais sobre mim mesma.

A cada visita um aprendizado, uma lição de superação.

Através destas crianças tive a oportunidades de conhecer mães maravilhosas que foram capazes de encontrar força para transformar com carinho, doçura e confiança o sofrimento em coragem.

Pais, que eram capazes de mover o mundo para acolherem seus filhos em uma segurança permeada de insegurança.

Crianças que transformam a mais profunda dor em alegria.

Crianças que em algum lugar dentro de si próprias conseguem encontrar coragem e garra para se convencerem de que viver vale a pena. Famílias que se unem, outras que se desestruturam, mas ainda assim resistem firmes indo atrás de um único objetivo: A cura.

Aprendi que a cura se apresenta através do verdadeiro amor que brota no coração destes pequenos grandes guerreiros. Agradeço ao Projeto Felicidade pela oportunidade de fazer parte desta causa, porém a minha eterna gratidão será sempre para estes pais, mães e crianças que me ensinam a confiar sempre na VIDA.

 

 

Adriana Azar: Seis anos no Projeto

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Comecei a trabalhar no Projeto logo no início, setembro de 2001. Lembro que procurava um lugar para ser voluntária, quando uma prima me disse: “Tem um projeto que é a sua cara, acho que você deveria tentar ser voluntária lá.” Ela estava certa!

Logo no primeiro dia me senti uma criança, como todas aquelas que lá se encontravam no Parque da Mônica. Corri, brinquei, dei carinho e recebi daquelas famílias algo que não se descreve em palavras. Começou ali meu casamento com o Projeto.

Nestes seis anos muitas coisas aconteceram… O início do Kit Festa, onde voluntárias e eu chorávamos ou ríamos juntas. E o início na quinta-feira: Hopi Hari. Ali no parque me transformo na grande crianca que tem dentro de mim, brincando e sentindo emoções que sempre são diferentes. Um dia nunca é igual ao outro: aprendendo sempre!

No Projeto eu me encontrei como pessoa. Quando acho que estou forte, vejo que elas são mais ainda e me fortifico. Dou um carinho, recebo um maior ainda. No final do dia olhando todos dormindo no ônibus, me sinto grata por terem se divertido muito e penso comigo mesma: acho que consegui cumprir a minha missão.

O meu casamento com o Projeto Felicidade é um caminho de duas mãos: aprendizagem no dia-a-dia, agir quando é preciso, e o mais importante, o amor que dou recebo de todos, inclusive voluntárias, coordenação, diretoria e todos os companheiros do Projeto. O Projeto me fez conhecer um novo EU, onde a palavra Felicidade nunca se apagará e será sempre a mais importante.

 

 

Gente ajudando gente!

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Maria Salete - segunda pessoa da direita para esquerda

“D’us é maior do que tudo que você está vendo e Ele é muito mais do que paredes”. Recebi este recado em um sonho como um chamado e só com o meu trabalho no Projeto Felicidade percebi que somos nós que fazemos “paredes” ao Amor Maior que é tão simples.

Iniciei no Projeto quando ainda trabalhava no Hotel Delphin Guarujá e a Danielle, diretora, me pediu que a ajudasse, pois iríamos receber as crianças às terças- feiras para um passeio na praia, seguido de almoço.

Durante uma reunião no Hilton, ainda no Centro, conheci a Flávia e o Rabino Alpern que apresentaram o que seria o Projeto e a importância das parcerias e dos voluntários.

Na equipe das cartas fiquei poucos meses e com um convite da Flávia há quatro anos sou voluntária das segundas-feiras, nos hotéis, no período da noite.

Carinho, atenção e alegria são o que damos e recebemos com o nosso trabalho. Ao final deste dia as crianças estão muito cansadas porque chegaram de viagem e brincaram durante toda à tarde no Buffet, mas temos uma missão importante: a de recebê-las bem para que tenham uma boa semana.

O serviço nos hotéis, que para muitos de nós é algo comum, para as crianças e familiares requer uma atenção especial, pois nesta nova oportunidade terão de usar a TV, o chuveiro ou banheira, elevador, ar condicionado, fazer os pedidos no restaurante, entre outros.

O mais importante neste meu depoimento é a minha transformação. Quero que todos saibam o quanto mudei neste tempo trabalhando no Projeto e agora sei o que D’us quis me pedir no sonho. Sou hoje uma pessoa que recebeu tanto amor e carinho das crianças e suas famílias que derrubei “tijolo por tijolo das minhas paredes”; perdi preconceitos e intimidação, amadureci e sinto que ganhei muito mais do que já dei. Hoje pretendo com as aulas que estou tendo também poder ajudar as crianças e seus pais a ler. Novo Projeto do Projeto! Quero agradecer a todos que trabalham e fazem possível o Projeto Felicidade!

 

 

Visita aos Hotéis

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Eu estou no Projeto há alguns meses e quando entrei sabia que não seria um trabalho simples, mas também não imaginava que seria tão gratificante.

A primeira visita que fiz foi para uma menina de 15 anos e foi bem rapidinha. A segunda visita já foi mais difícil, pois o menino de 15 anos tinha amputado uma das pernas há pouco tempo. Foi a primeira vez que percebi a dor imensa que existia nos olhos dos pais que o acompanhavam. Aqueles olhos vazios, sofridos e impotentes. Desde então tenho presenciado em cada visita, semana após semana, que os pais tentam aproveitar ao máximo os passeios e tudo de bom que o Projeto lhes proporciona.

Os pais, muitas vezes mais do que os filhos. é que precisam da semana de felicidade para dar-lhes uma injeção de ânimo para poderem aguentar a continuação do processo de reabilitação. Ao verem como o filho se diverte tanto e consegue, mesmo que por alguns momentos, esquecer a dor do tratamento e as internações, ganham forças renovadas para segurar a mão do filho e dizer que tudo vai dar certo e acabar bem.

Quando visito as famílias nos hotéis tento ao máximo acalmar os pais e animá-los para que continuem fortificando os filhos.
Sinto como estão quebrados e extremamente frágeis. Quando nos dedicamos a eles noto como obtemos um resultado muito mais gratificante em relação às crianças, pois é através dos pais, principalmente das mães, que as crianças tiram forças para poder continuar.

Nossas crianças são guerreiras dignas de qualquer troféu porém, são seus pais os treinadores que sempre ao seu lado os mantêm entre os primeiros colocados dentre os vencedores.
Tally Chalom
voluntária das noites de segunda-feira.

 

 

Kit Festa:
Ygor Leonardo Silva - 11 anos
Festa realizada dia 13 de junho

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No centro, Ygor ao lado de Maria Lúcia, voluntária do Kit Festa

Ao chegar ao município de Mauá, em frente à casa do Ygor, vimos sua mãe, Veroni, perto do portão. Ela chegara há pouco para espreitar nossa chegada, pois temia que fôssemos embora; não havia campainha. Ela nos disse que não havia contado ao Ygor sobre nossa visita, pois queria fazer-lhe uma surpresa. Logo gritou o nome do menino, dizendo que o carteiro estava ali trazendo uma carta do Projeto Felicidade. Surgiu um menino muito bonito, todo esbaforido pela pressa. Imaginamos qual seria sua reação se soubesse que em lugar de uma carta, estávamos ali pessoalmente trazendo bolo, refrigerantes, doces e presentes para comemorar seu aniversário...

A casa era muito llimpa e arrumada onde havia um clima de muita união e bom humor. No quarto de Ygor haviam diversos desenhos colados na parede unidos cada um a uma letra colorida, formando a frase: ‘ YGOR O VENCEDOR ‘. Foi sua mãe quem fez esse trabalho para mostrar o quanto o filho já passou por duras batalhas e saiu vitorioso. A história do menino começou há oito anos, com um tumor na órbita, que foi extraído. Após quatro anos a doença voltou e teve que submeter-se a uma segunda cirurgia com um pós-operatório traumático, pois mais velho, já entendia melhor, o que acabou agravando seu estado psicológico., com crises de tremor, e pânico tendo que afastar-se da escola. A doença do Ygor não tem dado trégua. Há pouco tempo apareceu um problema no quadril e o médico pediu um raio-X da bacia, na área esclerótica. Em alguns dias deve sair o resultado do exame, e o menino está apreensivo temendo que seja outro tumor maligno.

Sua mãe agradece a D’us pela parte boa; apesar da doença ter lhe trazido muitas tristezas, o nascimento de seu caçulinha também lhe trouxe muitas bênçãos. Moravam em uma casa pequena e muito afastada, que foi totalmente consumida por um incêndio. Na hora foi um grande golpe, pois não tinham condições de reconstruí-la. Mas o importante é que ninguém se feriu e acabaram construindo uma casa maior ao lado dos avós, com ajuda de alguém que trocou o terreno por material de construção.

A mãe agradece a D’us e às pessoas que os tem ajudado, inclusive ao Projeto Felicidade.

Na festa, o Ygor abriu os presentes, conversou alegremente e foi brincar com os irmãos e primos. A mãe quer muito que o Ygor agende aulas, pois sabe que qualquer terapia ocupacional que ele desenvolva na sede vai lhe fazer muito bem.
Maria Lucia Fonseca Caetano – Voluntária

 

 

Projeto Felicidade:
Lição de vida

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Marta deixa"escorregar" seu lado criança!

Estou no Projeto Felicidade desde o seu início. Fiquei sabendo que estavam convocando voluntários, me interessei e estou nele até hoje. No início fiquei um pouco apreensiva porque não sabia como iria reagir quanto aos meus sentimentos e emoções porque já havia perdido meu pai de câncer.

Mas ao longo destes anos aprendi que meu trabalho como voluntária, atendendo crianças tão carentes e ao mesmo tempo doentes de uma causa tão séria, tornou-me uma pessoa mais forte e mais humilde.

Ao ver famílias que sofrem tanto e precisam de muito apoio e carinho, como mãe comecei a dar mais valor a tudo de bom ou mesmo de ruim que pode me afetar no dia a dia.

O Projeto Felicidade começou pequeno, mas com uma garra tão grande por parte daqueles que o projetaram que hoje, graças a D’us, as parcerias que se foram agregando alcançou a nível nacional uma importância mais que vital a todos que já tiveram a sorte de participar e aos que ainda irão conhecer e se beneficiar desta grande ajuda que significa para as crianças e respectivas famílias.

Tenho enorme gratidão por tudo que este trabalho me trouxe de bom e de exemplos, mas também deixo aqui meu “muito obrigada” a todos que me acolheram desde o início como voluntária e hoje, como líder do meu grupo.

Sou voluntária às terças-feiras e este passou a ser o dia mais importante da semana, principalmente agora que o Projeto, além de ter uma sede própria, ganhou também uma sede campestre em S. Lourenço da Serra onde as crianças podem brincar e se divertir ao ar livre.

As voluntárias não medem esforços para que todos sintam-se bem e felizes.

Espero poder me dedicar ao Projeto por muitos e muitos anos, pois acredito nele com todo meu coração.

Por Marta Enia Schor Fiszman
Voluntária - Líder das Terças-feiras

 

 

Projeto:
Um aprendizado constante

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Clara Teperman Aizemberg

Cheguei ao Projeto através de uma publicação no Estadão. Há mais ou menos uns quatro anos, onde era a responsável pela convocação e em dar as diretrizes do trabalho para as voluntárias de quinta-feira.

Na maioria das vezes, nós levamos as crianças e suas famílias ao Hopi-Hari, que é a diversão máxima da semana para eles. Mesmo quando existe alguma restrição de certos brinquedos para algumas crianças, conseguimos juntos – a equipe e a família – alternativas de diversão. É um dia de euforia e muita alegria!

Considero o Projeto maravilhoso. Sempre foi e continua sendo. Logicamente cresceu muito e tenho a cada semana a sensaçãode ser mais um sonho se tornando realidade. Quando comento com as pessoas com quem me relaciono sobre o Projeto, sempre ouço reações do tipo: “Que coisa maravilhosa, isso acontece mesmo?”

A cada semana vivenciamos experiências diferentes. É um aprendizado para nós, além da alegria de ver a felicidade estampada no rosto das crianças e seus familiares.

Uma imagem que ficou gravada na minha memória e que aconteceu logo nas primeiras semanas do nosso trabalho, foi a de uma família muito, muito simples entrando, se hospedando e sendo bem recebida num hotel 5 estrelas. É algo excepcional para a realidade brasileira.

Isto me emociona até hoje: o respeito e a troca de carinho entre todos os envolvidos no Projeto, as crianças e suas famílias. Sinto muito orgulho da nossa equipe e do nosso trabalho. Quero agradecer à direção e coordenação pelo esforço e dedicação e ao Projeto pela felicidade que me traz!

Clara Teperman Aizemberg

 

 

Voluntária:
Yvonne C. Boschi

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Yvonne C. Boschi

“Eu sentia vontade de poder doar-me em prol de pessoas com câncer. Talvez tenha sido pela minha experiência de convívio com esta doença dentro de casa, que tinha deixado muitas cicatrizes.

No início de 2001, lendo o Estado de S. Paulo, encontrei um anúncio procurando voluntários que pudessem se dedicar a um projeto que atenderia crianças com câncer.

Telefonei e marcaram uma entrevista. No início foram realizadas atividades que buscavam observar o perfil de cada um.
O primeiro hospital a ser atendido foi o Instituto da Criança, hoje Itaci. Todos estavam muito emocionados e eu mais ainda, pois não sabia se conseguiria suprir as expectativas destas crianças.

No começo atendíamos apenas um hospital, hoje são cerca de 30, entre capital, interior e outros estados.

Toda semana há um fato marcante, e se formos relatá-lo teríamos páginas e páginas de casos lindos e às vezes tristes.

Na segunda-feira quando chegamos nos hotéis, o brilho nos olhos das crianças é indescritível, no café da manhã ficam deslumbrados com a variedade de iguarias servidas.

Sinto que cada família que passou por nós sentiu o efeito do amor, carinho, atenção, enfim…da Felicidade.

A semana no Projeto deixa uma marca que nunca mais será esquecida pelas crianças e seus familiares.

Cada semana é uma vitória obtida onde dificuldades foram vencidas e o convívio com as demais voluntárias, que hoje parecem ser de uma única família, aprimoraram cada vez mais o Projeto Felicidade.

Hoje, após cinco anos e meio, tenho um sentimento de realização: consegui sentir-me completa!”

 

 

Huguette Mifano:
paixão pelo Projeto

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Huguette Miffano

Huguette Miffano, voluntária que visita as famílias nos hotéis

“Deste o início, me apaixonei pelo Projeto. O que me motivou foi um sentimento de justiça, eu tinha de dar um pouco do que o Bom D’us, na Sua generosidade, deu-me tanto. Ao longo do caminho, durante esses cinco anos, meu pequeno ‘dar’ se transformou num grande ‘receber’. Aprendi como enfrentar momentos difíceis, aprendi o que é apoio, coragem, humildade, aceitação, gratidão, amor e porque não dizer Felicidade. Que bela lição de vida!

O ápice dos nossos encontros é aquele abraço que peço que seja bem, bem forte, quando me dou por inteira e recebo o melhor de nossas crianças e de suas famílias. É uma via de mão dupla!

Abri para elas o meu nome, usado só pela minha família, e agora que as adotei sou Huga, também para elas. Como é rico o convívio com minhas companheiras voluntárias. É amizade pura com “A” maiúsculo.

Obrigada Projeto! Valeu!”

 

 

O Cantinho da Ieda

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Ieda, segurando o pincel, ladeada pelas voluntárias da sexta-feira,
no Cantinho, que leva seu nome

Ieda Azeredo Noguchi está no Projeto desde o início. Ela logo se prontificou a ficar “onde mais precisavam de gente”.

Ieda, hoje é a líder de seu grupo, o que ela diz não fazer diferença, já que todas sabem o que fazer neste dia e são sempre prestativas como Shirley, Denise, Patrícia, Márcia, Sandra, Ariela, Leny e Sima, que formam a turma de voluntárias da sexta-feira; àquelas que dão o último carinho, fazem o último aceno, e distribuem presentes antes das famílias retornarem aos seus lares, mais felizes e realizadas.

Sexta-feira é dia de recordar os momentos vividos na semana no Projeto, com brincadeiras e representação teatral encenadas pelas palhaças Cláudia e Luciana. Enquanto as crianças utilizam as salas de pintura, brinquedoteca, computação, biblioteca, os adultos fazem porta-retratos e caixas de presente para levarem para casa.

“Os trabalhos manuais têm um reflexo fantástico. Todos se mostram muito entusiasmados quando conseguem fazer as coisas”, diz Ieda, que constatou o fato ao ver uma mãe exclamar, após ter acabado de fazer um porta-retrato: “Até que eu não sou tão burra!”

O Projeto, segundo ela, consegue recuperar a auto-estima deles de uma forma muito natural. Ieda, que já foi voluntária por seis anos na biblioteca da escola de suas filhas, fala que o trabalho voluntário faz muita diferença na vida das pessoas: “Me tornei uma pessoa melhor. A gente aprende a ver as coisas de outra maneira, se torna mais solicita. Aprendi a ser mais humilde e a aceitar as pessoas como elas são.”

Quando desce para a praia, Boracéia (Bertioga), 1:30h de S. Paulo, para passar a semana, Ieda sobe na quinta-feira, comparece ao Projeto na sexta e retorna no dia seguinte para o seu lazer, ao lado da família.

Numa cena fora do script, Ieda chegou certa sexta-feira na sede, pronta para fazer os porta-retratos com os pais, que já a acompanhavam. Passou o maior pito por não achar colas e tesouras, todo o material que tinha sempre bem organizado. Botou todo mundo para correr. Mas a solução logo foi encontrada e o Projeto criou o “Cantinho da Ieda”, onde tudo está guardado em seu devido lugar, do jeitinho que a Ieda gosta.

O que talvez ela não saiba é que ganhou seu espaço, não devido ao pito que passou, mas pelo lugar tão especial que ela ocupa dentro do Projeto.

 

 

Sima, a “Mascote” do Projeto

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O que se faz na Terceira Idade? Busca-se o neto na escola, se torce por ele no jogo de basquete, vai-se às compras, ou ao banco para pagar as contas, tudo isto e mais “um pouco” é o que Sima Sztejnsznajd, uma senhora encantadora de 80 anos, faz ao longo do dia.
A fim de tornar seu dia mais produtivo e gratificante, repleta de bagagem cultural e artesanal, e com quem se pode passar horas a fio sem sentir, Sima resolveu doar seu tempo e repassar sua experiência e conhecimentos tornando-se voluntária do Projeto Felicidade.
Sima já trabalhou como secretária executiva e como tradutora de obras em idish. Fala que seu núcleo familiar é muito pequeno. Filha única de um casal idoso, tem três filhos e cinco netos. Chegou a completar 49 anos de casada, mas ficou viúva.
Dedicou parte de sua energia ao trabalho voluntário na Unibes por 25 anos e também ajudou o Ciam. Foi na Unibes que desenvolveu trabalhos manuais para complementação de renda às pessoas de classes menos favorecidas.

Como chegou ao Projeto
Morando em Higienópolis resolveu doar pessoalmente brinquedos e livros ao Projeto Felicidade. Ao entregá-los resolveu arriscar perguntando se havia alguma vaga para voluntária. Marcou entrevista e acabou se sobressaindo, tornando-se voluntária. “Senti que poderia trabalhar e aqui tem muito espaço”.
Sima se sente privilegiada por ter vivido nas décadas de 40, 50 e 60, anos áureos da cultura brasileira e por ter convivido com pessoas muito queridas. Entre elas, o amigo, escritor e dramaturgo Júlio Gouveia e sua esposa, Tatiana Belinky, célebres pela adaptação das obras de Monteiro Lobato para o programa Sítio do Pica-pau Amarelo. Lembra bem uma das frases do amigo: “Cada idoso que morre é uma enciclopédia que se incendeia”.
Seu conselho para as pessoas que beiram a sua idade é: “Mexa-se! Faça-se necessário em algum canto. Não se incendeiem antes do tempo.”
Quanto ao seu trabalho no Projeto que passa a contribuir três vezes por semana, acrescenta: “Estou me sentindo viva, contente porque o ambiente é bom e me relaciono bem com as pessoas.
Ao mesmo tempo emocionada por ter se tornado centro das atenções e mimos, o que segundo ela: “Me deixa meio vexada…”

 

 

Voluntário da Gol
Charles Ernest Owens
Comissário de bordo da Gol Linhas Aéreas Inteligentes

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Dia de visita na Gol: carinho, festa e diversão

Ontem mais uma vez tive o grande prazer de participar do Projeto Felicidade.

Quando cheguei em casa, à noite, reparei que eu não estava cansado, apesar de ter tido um dia com muita atividade. Lembrei-me que o meu dia havia começado bem cedo. Apesar de termos marcado de nos encontrar às 6:30h na quadra da Gol para arrumarmos tudo para a festa, às 6:05h eu já estava parado na porta da empresa esperando dar a hora para poder entrar.

Aí lembrei que cheguei cedo porque eu havia colocado o despertador para tocar às 5:00h, mas às 4:15h eu já estava acordado, ansioso para começar as atividades desse dia tão especial que é o dia do Projeto Felicidade na Gol.

O Projeto tem acrescentado muito à minha vida. A cada edição em que participo, sinto que ganho muito mais do que consigo dar.

Já tive a oportunidade de ir à festa de encerramento na sede do Projeto Felicidade e ver a alegria das crianças e dos acompanhantes pela semana que tiveram. Ver o sorriso destas crianças e seus acompanhantes é o melhor prêmio que se pode ganhar. Tenho muito orgulho de trabalhar para uma empresa que se preocupa com problemas sociais e faz parceria com uma entidade como o Projeto Felicidade, que tem como objetivo proporcionar uma semana de felicidade para crianças em tratamento médico, que poderá ser o principal motivo da cura dessas crianças, como também ser alguns dos últimos momentos felizes delas. Rezo sempre para que o mundo tenha cada vez mais pessoas como vocês, Voluntários do Projeto Felicidade e Voluntários da Gol.

 

 

Confissão de Voluntária

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Uma carta para
Marli Andrei
(coordenadora)


Por Tatiana Pierri

Há exatamente uma semana, o Projeto Felicidade me ofereceu a grande oportunidade de dar o grande, senão o mais importante, passo da minha vida!

Em uma quarta-feira, junto com a voluntária Adriana, descobri a maior e mais emocionante atitude que qualquer ser humano poderia ter, que é nada mais, nada menos que: dividir! Dividir afeto, carinho, solidariedade, sorriso, abraços apertados, beijos, emoção e por fim felicidade!

Descobri o quanto é fácil dar amor a quem merece, um amor gratuito, sem malícia, sem cobrança… um amor puro, um amor de criança! Estou emocionada até hoje e extremamente comprometida com este Projeto, que se vocês permitirem assim, pelo resto da minha vida quero continuar!

Amei cada segundo que passei com a Adriana, que por sinal é um ser humano excepcional, amei cada segundo que estivemos no hotel, e cada sorriso que recebemos!

Marli, você não imagina o quão emocionada fiquei também em receber sua ligação e escutar suas palavras graciosas e acolhedoras como: “Seja bem vinda ao Projeto Felicidade!”

Sei que demorei para agradecer… mas fiquei ensaiando até hoje em como retribuir tamanha felicidade! Obrigada a todos do Projeto, obrigada a você, obrigada aos “pequenos”

“grandes” seres humanos que proporcionaram a mim o meu grande Projeto Felicidade! Agradeço muito!

Agora sinto um orgulho imenso em dizer à vocês… Sou sua voluntária! Conte comigo sempre! Abraços apertados (com toda emoção que aqui estou)

 

 

De Voluntária à Parceira

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Denise Mirocznik Wladimirski
Engenheira Civil
Diretora Administrativa da Golf & Gym
Academia de Golf e Ginástica Ltda

 

Quando a Golf & Gym passou a fazer parte do Projeto Felicidade e o que a motivou a isto?
Desde o início do Projeto, pois eu já era voluntária.


De que forma se dá a interação entre os funcionários da empresa e as crianças do Projeto?

É muito gratificante dos dois lados. Temos professores que já trabalharam com animação, e mesmo os que nunca o fizeram, não sabiam o que fazer para agradá-los. Outra coisa, o astral de tra-balho aqui, sem parecer demagogia, brilhou. Parecia que todos estavam iluminados.


Há dificuldades observadas durante o jogo destas crianças, ou elas brincam e se divertem como as outras?


Nenhuma, muito pelo contrário, são super educadas e agradecidas. Pedíamos para fazer fila no mini-golfe, onde fizemos um campeonato de brincadeira, e cada um esperava a sua vez de dar as tacadas. E olha que havia em torno de 25 crianças em idades variadas.

Em sua opinião, o que elas mais apreciam durante o tempo que passam na Golf & Gym?

Justamente o golfe, por ser uma atividade totalmente nova para eles. Estavam encantados.

Lembra de alguma cena que a tenha marcado durante a permanência das famílias do Projeto na Golf & Gym?


Não é correto realçar a deficiência, mas foi marcante para todos como um menino se apoiava em sua muleta com uma mão e segurava o taco com a outra. E olha que ele se saiu muito bem!

Quais são suas expectativas da Golf & Gym nesta parceria?


A nossa expectativa é poder continu-ar oferecendo o nosso espaço, seja para as crianças brincarem ou para eventos, e que sempre possamos contribuir para ver um sorriso no rosto destas crianças, que apesar de pequenas já são tão sofridas.

Como o esporte influi no astral des-tas crianças?

Faz com que se sintam mais "saudáveis", mais iguais a outras crianças.

Qual a relevância da participação de sua empresa em um projeto como este?

Mais do que tudo, o bem que fazemos a estas crianças é pouco se comparado ao bem que elas nos fazem. E isto inclui desde os faxineiros que ajudam a limpar as quadras após a saída das crianças, até os professores e recepcionistas. Não sabiam mais o que poderiam fazer para agradá-las. É realmente um trabalho em equipe.

 

 

Um Palhaço chamado Pipoca (in memorian)

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O câncer de Thiago foi diagnosticado há dois anos e três meses. Dormia muito, vomitava e tinha dores de cabeça muito fortes. Uma médica diagnosticou vermes, mas foi levado a outros médicos que o examinaram e constataram um tumor extenso no cérebro disseminado na meninge, o que trouxe o diagnóstico definitivo junto com um constante tratamento à base de rádio e quimioterapia aos quais se submete em curtos intervalos. Para Vilma, a mãe de Pipoca: “ Ele não se abate com a doença ou sofrimento. Acredita que vai ficar bom. Ele às vezes está muito cansado, mas nunca triste.”

Thiago se entusiasmou com a performance de Luciana e Cláudia, as duas palhaças do Projeto que recebem e se despedem das crianças com brincadeiras e lembranças da semana encenadas na sede. Vestiu roupa, nariz e espírito de palhaço: o Palhaço Pipoca. Toda sexta-feira lá está ele divertindo as crianças. Para sua mãe: “Esta atuação do Thiago como palhaço é uma terapia! Ele leva muito a sério seu dever de divertir outras crianças. Não importa seu estado de saúde; ele sempre quer vir.”

Thiago tem um lema que o mantém firme: “Tenho muita fé em D’us.” E acredita que vai ficar curado.

Para a médica que acompanha o caso de Thiago: “Ele é incrível; possui uma tremenda força de vontade e não vi nada igual em meus 20 anos na área oncológica”.

Para as voluntárias e suas colegas de trabalho, as palhaças …: “Ele é incrível; uma lição de vida para todas nós!”

 
 
Confira abaixo as matérias e fotos:
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