|
|
|
|
|
| |
|
| |
| |
Julia
de Almeida L. Kampus
Voluntária
do Kit Carta há 16 anos
Presentes
Sempre para o Projeto
Marcia
Bernstein
Voluntária
do Kit Festa
Terapia
dos Florais de Bach:
Melhorando
Sua Qualidade de Vida
Nada
é por acaso…
Depoimento
de Ruby Dodo
Voluntária
da sede
Depoimento
de Alina Tabacnik
Voluntária
da sede e professora de artesanato
Luba
Kignel
Voluntária
de terça-feira
Depoimentos
Marcia
Frischmann
Laíz
Mirocznik
Festa
na Sede do Projeto
Depoimento
de Dina Neumann
Marli
Andrei: a cara do Projeto
Odete
Ruffo
Frida
Zilberberg Ejchel
Voluntária
de segunda-feira
Jennifer
Sassun
Sheila…
ao quadrado!
Marie
Zular
Voluntário
por um dia
Contribuindo
para o Projeto
Liçoes
positivas
União
e Integração
O
Sorriso
Alberto
Edmond Dwek
Aprendizado
constante
Marina:
uma semana encantada
Homenagem
a nossa voluntária Huguete Miffano
Uma
visita especial
Vale
a pena viver
Adriana
Azar: Seis anos no Projeto
Gente
ajudando gente!
Visita
aos Hotéis
Kit
Festa:
Ygor
Leonardo Silva - 11 anos
Projeto
Felicidade:
Lição
de vida
Projeto:
Um
aprendizado constante
Voluntária:
Yvonne
C. Boschi
Huguette
Mifano:
paixão
pelo Projeto
O
Cantinho da Ieda
Sima,
a “Mascote” do Projeto
Voluntário
da Gol
Por Charles
Ernest Owens
Confissão
de Voluntária
Por Tatiana
Pierri
De
Voluntária à Parceira
Denise
Mirocznik Wladimirski
Um
Palhaço chamado Pipoca (in memorian) |
| |
| |
| Julia
de Almeida L. Kampus
Voluntária
do Kit Carta há 16 anos
Conheci o Projeto Felicidade
através de Yvonne, amiga dos tempos de escola. Ela
apresentou-me ao Projeto e fiquei encantada pela maneira
como fui recebida: parecia que nos conhecíamos de
longa data.
O Projeto Felicidade se empenha em fazer felizes crianças
de classes sociais menos favorecidas com câncer, e
acompanhantes, proporcionando passeios e hospedagem por
uma semana: parques, sítio, passeio pela praia sem
preocupações. Para que isso ocorra os voluntários
são preparados por meio de palestras, passeios, viagens,
reuniões.
O trabalho voluntário acrescenta muito em nossas
vidas melhorando nossa saúde e trazendo motivação.
Eu me candidatei a responder cartas porque gosto de escrever.
Através das cartas recebidas podemos conhecer melhor
o dia-a-dia das crianças e de suas familias para
entendê-las melhor. Nas cartas as crianças
demonstram alegria sentida nesta semana feliz. São
experiências não usuais que as crianças
vão guardar na memória e que lhes darão
a esperança de que a vida pode ser diferente um dia!
|
| |
|
| |
| Presentes
Sempre para o Projeto
Talvez meu depoimento de
como e por que me tornei voluntária do Projeto seja
muito triste para ser descrito em algumas palavras para
o Boletim.
Foi em abril de 1999. Tomamos conhecimento que Leandro,
nosso filho mais velho, então com 25 anos, estava
com câncer e com um diagnóstico irreversível
e muito cruel. Metástases já estavam pelo
seu corpo tão jovem e tão lindo: lindo por
fora e por dentro, pois quem teve o mérito de conviver
com Leandro, sabe o quanto ele foi um menino maravilhoso,
ótimo aluno, excelente amigo, um irmão maravilhoso,
um filho exemplar e, apesar da pouca idade, um homem muito
sábio, de poucas palavras mas de grande conteúdo.
Em 2001 o meu Leandro deixou este plano, deixou saudades,
e muitas...
Foi quando conheci a Flávia e fiquei sabendo do Projeto
Felicidade. Na hora não sabia se iria ter forças
para ver crianças e jovens passando por problemas
semelhantes ao do meu filho, umas com maiores chances, outras
nem tanto. Depois de refletir muito decidi ser voluntária
em nome do amor pelo meu filho, que sei que onde ele estiver
ficará feliz por podermos ajudar um pouquinho aqueles
para quem muitas vezes um pouquinho significa muito.
Passei a ter novos valores; ver o sorriso de uma criança
com câncer é o melhor presente que a gente
pode ganhar. Este é o meu melhor presente, é
o grande significado da vida. No meu aniversário
meus convidados já sabem: os presentes são
para o Projeto!
Por Jeanete
Roizman
|
| |
|
| |
| Marcia
Bernstein
Voluntária
do Kit Festa
Voluntárias: Beatriz
Kauffmann e Marcia Bernstein |
Não sei bem há
quanto tempo, não sou ligada em datas, mas me lembro
muito bem de estar trafegando pela rua Mello Alves, pensando
que queria fazer um trabalho voluntário, quando olhei
para uma placa, daquelas que ficavam em cima das de trânsito,
que dizia apenas... “Projeto Felicidade” e o
endereço do site.
Chegando em casa abri o site e logo me encantei com a ideia
do Projeto, liguei e me inscrevi para uma entrevista. Em
seguida conheci pessoas que faziam parte do Projeto e me
contaram tudo. Fiz a entrevista, e precisei insistir um
pouco para me chamarem. Como sou dentista, não dispunha
de muito tempo para me dedicar, logo o Kit Festa me interessou,
pois é um período da semana e eu poderia planejar-me.
Desde o primeiro dia em que fui à casa de uma criança
para a sua festa de aniversário, me arrebatei. A
alegria de nos receberem em suas casas, a felicidade de
ganharem a festa na semana de seu aniversário, os
presentes, o bolo, os refrigerantes e principalmente, a
nossa presença. Descobrimos por vezes que para algumas
crianças era a primeira vez que tinham uma festa
de aniversário.
Quando saímos da sede do Projeto nunca sabemos exatamente
para onde estamos indo, não sabemos quem vamos encontrar
e nem que estado de saúde está a criança,
logo temos que nos preparar para várias situações,
mas sempre vamos com muita alegria, pois o aniversário
é a celebração da vida.
Durante os meus anos no Projeto presenciei de tudo, lugares
muito pobres, outros nem tanto, crianças que estavam
lutando, algumas vencendo, outras não, famílias
alegres, famílias deprimidas, algumas numerosas,
outras pequenas, mas o prazer de nos receber e poder contar
conosco naquele momento de felicidade ou ter com quem desabafar
em um momento de tristeza, é o que nos mostra o quanto
é importante o nosso trabalho.
Uma situação me marcou muito, foi quando fomos
a uma festa e chegando lá, era uma casa de dois cômodos,
só com um colchão no chão, sem geladeira,
sem fogão, sem televisão ou um rádio.
A criança tinha apenas um brinquedo, acho que era
um carrinho e nos aguardavam ansiosamente. Quando perguntamos
onde estavam os móveis da casa dela e o que comiam,
a mãe nos disse que tinham acabado de se mudar e
que não tinham nada ainda, que não conheciam
ninguém. Estavam sozinhos e deprimidos. Com a necessidade
de acender a vela do bolo, fui na porta vizinha para pegar
fósforos emprestados e cantamos parabéns.
Sugeri para a mãe, “agora leva um pedaço
de bolo, agradeça os fósforos e se apresente”.
Vimos uns meninos em cima do muro nos olhando, e como a
criança tinha ganhado uma bola, convidamos as crianças
para brincar com o aniversariante. Quando fomos embora o
paciente já estava brincando com meia dúzia
de outras crianças, e a mãe tinha feito amizade
com umas quatro vizinhas, que a convidaram para jantar.
Era só alegria e risadas naquela casa.
Não temos que tirar lições de vida,
nem sentirmos uns ingratos, pois há pessoas em piores
situações que a gente. O fato de sermos voluntários
não está na necessidade de fazermos algo por
nós mesmos e sim pelos outros. Todas às vezes
em que chego em uma casa, o meu principal objetivo é
liberar o máximo de amor, carinho e atenção
para as pessoas que estão lá presentes, para
que sintam que há alguém que realmente, as
querem bem e que naquele momento possam receber esses sentimentos
positivos de outra pessoa.
Certa vez, uma pessoa próxima de mim e que não
estava trabalhando, se disse muito entediada e sugeri que
ela participasse como voluntária em algum Projeto.
Sua resposta foi que ela não era louca para trabalhar
de graça. Eu sou uma louca desvairada e quer saber?
Graças a D’us!
|
| |
|
| |
| Terapia
dos Florais de Bach:
Melhorando
Sua Qualidade de Vida
O Projeto Felicidade procura
sempre um tema atual e de interesse geral para trazer a
seus voluntários. A palestra do dia 16 de agosto,
proferida pela Dra. Maria Adelaide Ortiz Barbosa, abordou
a Terapia Floral de Bach.
Esta terapia utiliza um método simples e natural
de cura através de essências obtidas de flores
silvestres. O tratamento visa as desordens da personalidade
do paciente, e não da sua condição
física. A terapia através dos florais é
composta de 38 essências, distribuídas em 7
grupos.
A palestra, realizada na sede, contou com a presença
de Miriam Katz Catib, proprietária do Buffet Planet
Party, que foi homenageada por todo seu empenho na realização
da Festa de 15 Anos para seis meninas que já participaram
do Projeto.
Na ocasião, Flávia entregou a Miriam um certificado
especial por ser uma parceira que trabalha com uma incrível
capacidade de realização, onde coloca toda
sua alma e coração.
|
| |
|
| |
| Nada
é por acaso…
As voluntárias Sheila
e Maria Lúcia foram a S. José dos Campos visitar
uma adolescente que havia sido operada. Na volta pararam
para tomar um café e a funcionária reconheceu
as camisetas das voluntárias, pois já havia
passado pelo Projeto Felicidade como paciente do GAAC.
Bianca é uma menina de 16 anos linda e simpática.
Está ótima de saúde, e pretende prestar
vestibular ainda este ano. Ficou feliz em ver as voluntárias
e poder recordar sua passagem pelo Projeto que sempre lhe
traz felizes lembranças. Disse que até hoje
a Kika fica sobre sua cama e guarda com carinho a camiseta.
|
| |
|
| |
| Depoimento
de Ruby Dodo
Voluntária
da sede
Ruby Dodo entrou para o Projeto
Felicidade logo no seu início, em 2001.
Comunicativa, gosta de trabalhar com o público, relacionar-se
com pessoas e foi desta forma que encontrou seu lugar para
ajudar o Projeto, buscando parcerias: “Quando começo
a conversar me envolvo completamente explicando o Projeto,
contagiando as pessoas”.
Durante cinco anos trabalhou fazendo levantamento dos buffets
infantis que poderiam receber as famílias, às
segundas-feiras, numa recepção de clima de
festa, com todo capricho característico deles, que
encantam e divertem a todos. Ao lado de Ana Bela, outra
voluntária, faziam contato, visitas, organizavam
cadastros e até hoje os buffets abertos ao Projeto
foram frutos de suas conquistas.
Mas como Ruby gosta de desafios, resolveu trabalhar prospectando
parcerias também em outras empresas. Não é
um trabalho fácil; pode ser comparado ao trabalho
de uma formiguinha... “Você primeiro encontra
um parceiro em potencial, corre atrás de informações,
dados, quem é a pessoa responsável que poderia
lhe atender... Às vezes a pessoa está viajando,
ou em reunião, outras não pode atender naquele
momento. Você deixa recado ou retorna a ligação.
É chato mas necessário ser persistente, até
ser recebido. É sem dúvida um longo caminho.
“Muitas vezes faço questão de ir pessoalmente
até a empresa levar o material do Projeto como folhetos,
livros com depoimentos e fotos que deixo como referência.
O mais incrível é quando você é
tão bem recebido, que nem precisa passar por todo
um processo burocrático. Há empresas que já
nos conhecem, sabem quem eu sou e o que represento; doam
mensalmente ou fazem questão de participar da festa
anual do Projeto Felicidade.
“Conquistamos a simpatia e solidariedade de empresas
como livrarias, farmácias, indústrias alimentícias.
Não quero citar nomes para não correr o risco
de esquecer alguém. Mas criamos um canal maravilhoso
de comunicação. O que temos a fazer é
mantê-lo. O que vale é o elo, daqui há
um ano, dois, determinada empresa que por razões
não pode doar este ano, ainda saberá quem
somos e se tiver condições, desejará
colaborar novamente.”
Ruby acumulou experiência e fala que não há
nada mais gratificante que ouvir de um empresário,
ou funcionário, do outro lado da linha: “Ruby,
conseguimos uma doação para você!”
“Toda vez que uma empresa abre suas portas tudo o
que meu coração me diz é que valeu
a pena. Sinto-me realizada, o dever cumprido. Significa
uma vitória para mim. Mas da mesma forma que recebemos
é dever ser amável e saber agradecer. Aproveito
para agradecer a todas as empresas e pessoas que me ajudaram
e ajudam nesta corrente de bondade. Desejo que sejam amplamente
recompensadas com sucesso material e espiritual em seus
empreendimentos e em suas vidas.”
|
| |
|
| |
| Depoimento
de Alina Tabacnik
Voluntária da sede e professora de artesanato
Há dois anos entrei
para o Projeto Felicidade. Minha filha Ariela já
fazia parte dele e através dela, de suas experiências
pude saber mais a respeito de sua proposta. Como meu marido
estava doente eu não podia ficar longe, permanecendo
sempre ao seu lado. Cuidei dele ao longo de dez anos, sempre
em torno de hospitais. Naquela época eu fazia tricô
para me distrair. Quando começou o frio resolvi presentear
as crianças do Projeto com toucas de lã que
mandava através da Ariela. Foram em torno de 150
toucas; fazia três a quatro por dia.
Quando meu marido faleceu, minha filha me implorou para
que eu entrasse no Projeto, mas resisti muito pois ainda
estava de luto. E ela sempre insistia “mãe,
você vai gostar”. Até que um dia resolvi
participar e estou nele até hoje.
Amo o que faço. Sou voluntária na sede e me
sinto muito feliz no Projeto, pois faço o que gosto
que é artesanato. Mas gosto de fazer de tudo, de
participar e poder ajudar também em outras funções;
não tenho problema algum com isso. Na verdade nunca
fui professora. Aliás, a primeira vez que me chamaram
de professora foi no Projeto Felicidade. No início
estranhei e até me assustei porque não sabia
que tinha o dom para ensinar e passar o que sabia. Fiquei
muito feliz. As crianças e famílias gostam
de fazer tudo que costumo fornecer nas aulas: caixinhas,
almofadas de feltro, mosaico, biscuit, etc.
O que me chama a atencão é a felicidade quando
chegam. Sou sempre recebida pelas famílias com muita
alegria e quando os trabalhos estão prontos e levam
para casa sinto que todos estão extremamente satisfeitos
e realizados. Quando a aula é de biscuit até
as crianças correm para participar, o que me deixa
muito feliz.
|
| |
|
| |
| Luba
Kignel
Voluntária de terça-feira
Ao ser convidada para uma
reunião de amigas onde o Rabino Alpern falaria sobre
seus planos de iniciar um novo trabalho na coletividade
de S. Paulo, em benefício de crianças com
câncer, eu não me sentia emocionalmente capaz
de participar do Projeto.
Mas, ao mesmo tempo, era a grande oportunidade de fazer
um trabalho voluntário sério, com o único
objetivo de dar um pouco de felicidade a crianças
e suas famílias machucados pela dor, tratamentos
prolongados e muitas vezes distantes de suas residências.
Tenho orgulho de participar do Projeto Felicidade desde
o seu primeiro dia de trabalho, quando recebemos as primeiras
famílias. O desafio e a emoção eram
imensos.
Hoje, com 10 anos de atuação, confesso que
cada semana que acolhemos novos grupos de pacientes com
seus familiares, a sensação de desafio e emoção
permanecem em mim. Persiste o desafio de torná-los
mais felizes nesta semana, mesmo que seja durante ou após
longos tratamentos. Continuo me emocionando com o relato
de uma mãe que está muito feliz ao ver seu
filho se divertir depois de períodos de tristeza.
Ou ao ouvir de outra mãe que ela e seu filho nunca
teriam a chance de ter “uma semana dessas”,
não fosse o Projeto Felicidade.
Se de um lado é gratificante sentir que estão
valendo todos os esforços para alcançar os
objetivos do Projeto, fico admirada ao constatar que os
primeiros planos de receber famílias para passarem
cinco dias felizes com a gente não param aí.
Mas partindo daí, muitas outras atividades têm
se desenvolvido – sempre com a finalidade de dar algum
tipo de apoio às crianças assistidas e aos
seus entes queridos.
Para todo este leque de propostas e ações,
o Projeto conta com um excelente quadro de profissionais,
sem os quais nada seria possível.
Eu, que tenho sempre participado como voluntária,
reconheço o esforço de todos os colaboradores
e acrescento que além de ter ganho em crescimento
emocional, em agilidade diante de situações
inusitadas, tive a grande oportunidade de conhecer e conviver
com pessoas muito diferentes entre si, mas com um grande
denominador comum: o voluntariado.
Nos encontros que temos ao longo do ano tenho conhecido
muitos outros voluntários que atuam em outros grupos
de trabalho, e todos me passam o mesmo ideal: o de ser útil
e aprimorar-se constantemente.
Cada amiga que trabalha comigo tem a sua personalidade e
dá tudo de si para que as crianças e familiares
desfrutem o máximo do que o Projeto Felicidade pode
proporcionar.
Sinto-me privilegiada, pois ganho duplamente no Projeto:
trabalhando em benefício das crianças, ao
mesmo tempo ganhando grandes e boas amizades que só
aconteceram porque trabalho como voluntária no Projeto
Felicidade. |
| |
|
| |
| Depoimentos
Sou voluntária há
quase quatro anos. Sinto que estou enriquecendo a cada dia
com a força, a experiência e a superação
das famílias visitadas. Sempre que retorno das visitas
passo por um momento muito introspectivo, onde me desligo
de tudo e começo a rezar pelas crianças que
visitei, relembro suas feições, seu carinho
e afetividade. Rezo para que a esperança e a alegria
dessa semana estejam cada vez mais presentes em suas vidas.
Maria de Fátima
Ramiro Portes
Antes de me tornar membro deste time tão maravilhoso,
buscava formas de estar na presença de crianças.
Encontrei-me há quase dois anos ao participar desta
família inesquecivel chamada Projeto Felicidade.
No início não sabia o que encontraria pela
frente, mas quando somos solicitados encontramos luz e paz
interior em um lugar que nem imaginávamos existir.
Após meu primeiro dia, as semanas consecutivas foram
maravilhosas e edificantes. Houve dias em que saí
do hotel quase às 22h, em outros, 30 minutos após
minha chegada. Mas o que importa não é a quantidade,
mas os hóspedes – crianças e seus familiares
– serem sempre bem recebidos, pois são eles
os astros desse teatro da vida. Fiz e faria tudo de novo
e de coração, pois me emocionei muuuitas vezes,
mas sem nunca deixar transparecer. Se chorasse, era apenas
para que esta criança soubesse que naquele momento
eu estava fazendo uma prece para sua pronta recuperação.
Estes anjinhos nos fazem tão bem, que devem sempre
sorrir, pois a vida fará seus milagres.
Trabalhei neste time pela última vez antes de partir
para a França, onde com certeza encontrarei o que
fazer para estar na companhia de outros anjinhos. Agradeço
a oportunidade em poder “desabafar” e rezar
para que essa comunidade de pessoas incríveis e inesquecíveis,
continuem esse trabalho edificante e maravilhoso por toda
a eternidade!
Paulo Sérgio
Moretto
Cada semana é uma nova experiência, repleta
de emoção. Às vezes me deparo com crianças
extremamente frágeis e sensíveis, pois estão
em pleno tratamento ou simplesmente cansadas de sua curta,
mas ao mesmo tempo, sofrida jornada. Outras, com crianças
absolutamente normais que, se eu não soubesse que
lutam contra uma doença tão grave, nunca desconfiaria.
O que mais me comove sempre são as mães muito
fortes, uma verdadeira fortaleza. Reparo que a mãe
sendo positiva e alto astral, ela consegue transmitir a
força para a criança lutar e vencer. Não
são poucos os casos que sabemos em que o pai acaba
abandonando a família quando um filho adoece, sem
suportar as dificuldades. Mas a mãe é capaz
de largar seus outros três filhos em outro estado
aos cuidados da avó, muitas vezes sem nenhum amparo
financeiro ou psicológico, para vir a S. Paulo tratar
o filho doente. Mães tão corajosas que se
realizam ao ver seu filho sorrindo, feliz, e esquecendo
nem que seja por alguns dias, a dor e o verdadeiro motivo
que os trouxeram até nós. Elas se emocionam
e não se cansam de agradecer, um tanto acanhadas,
todos os cuidados, os presentes e a hospedagem num hotel
de luxo, que aos seus olhos, era um sonho inimaginável.
As crianças nos ensinam muito. São fortes
e corajosas. Logo se ambientam e o riso corre solto.
Ao proporcionar esta semana de felicidade para as famílias,
o Projeto é sempre abençoado e torna-se um
marco em suas vidas.
As crianças aprendem desde cedo que para a vida valer
a pena é preciso lutar e perseguir seus sonhos. Eles
são os verdadeiros vencedores. Agradeço à
nossa coordenadora Lica, a Marli e todos do Projeto que
me dão a oportunidade renovada a cada semana de me
superar como ser humano.
Tally Chalom Emanoil |
| |
|
| |
Marcia
Frischmann
Conheci o Projeto
Felicidade quando ainda morava em Curitiba, através
da Associação das Crianças com Neoplasia,
onde era voluntária. Comecei a participar do Felicidade
em 2005, quando nos mudamos para S. Paulo. Já fiz
um pouco de tudo: algumas visitas no Kit Festa, em projetos
especiais, com a Berta no Kit Carta. Hoje minha tarefa é
receber nos aeroportos de Cumbica e Congonhas as crianças
que vêm de outros estados na segunda-feira e novamente
acompanhá-las na sexta-feira no embarque. Isso tudo
é possível graças a uma parceria maravilhosa
entre o Projeto e a Gol Linhas Aéreas.
Na segunda-feira vou ao aeroporto vestindo a camiseta do
Projeto, sempre munida com uma lista para poder identificar
as crianças e seus acompanhantes. Mas há ocasiões
em que o voo chega adiantado e já desembarcam antes
de minha chegada. Fico procurando e, às vezes, passam
ao meu lado e não reparam na camiseta. Outra situação
é a demora da bagagem, o que me deixa um pouco apreensiva,
mas acaba dando tudo certo. A bagagem que trazem é
uma pequena bolsa de viagem para duas pessoas, mãe
e filho, passarem a semana. Quando é inverno o pessoal
do Norte vem sem agasalho.
Geralmente quando nos encontramos eles estão muito
cansados, principalmente da região Nordeste, que
são muitos, já que o voo é longo e
eles saem de madrugada de suas casas. Mas apesar do cansaço,
a ansiedade e animação para a semana que virá
prevalecem com perguntas curiosas e relatos sobre a primeira
viagem de avião.
Na maioria das vezes vamos direto para o hotel fazer o check-in.
Eles ficam encantados com o lugar! Explico as regras do
local e nos dirigimos para as atividades do buffet infantil.
Na sexta ao buscá-los no hotel já estão
todos prontinhos me esperando no lobby, se despedindo e
agradecendo aos funcionários que se tornaram seus
amigos. O comportamento no caminho de volta é totalmente
diferente do de segunda-feira, quando o cansaço e
silêncio falam mais alto. No trajeto para o aeroporto
é só alegria, brincadeiras e lembranças
da maravilhosa semana que tiveram.
Ao chegar vamos direto para o check-in. Na hora de despachar
a bagagem preciso pedir que ajudem a embalar os presentes,
pois voltam com mais volume do que trouxeram! Tiramos fotos
no saguão e oriento para que fiquem atentos ao número
do portão. A gente se despede com um abraço
e... boa viagem! |
| |
|
| |
Depoimento
de: Laíz Mirocznik
Voluntária de Quarta-feira
Participar do Projeto é
trazer alegria, esperança e conforto para as crianças
e suas famílias.
Faço parte do Felicidade deste 2001 (há 9
anos). É gratificante compartilhar as sensações,
as descobertas de novas experiências com as crianças
a cada semana.
Quarta-feira é o meu dia especial e junto com amigas
voluntárias vamos aos passeios e atividades como:
parques, praias, etc. Temos notado que muitas crianças
nunca tiveram oportunidade de conhecer o mar e é
uma alegria ver seus rostinhos felizes.
No início foi difícil, mas agora estamos num
estágio muito avançado de programações
e não podemos deixar de citar os hotéis parceiros
que proporcionam o melhor conforto e atendimento para as
crianças e familiares.
As vezes passamos momentos difíceis, o que mexe muito
com o emocional, mas temos momentos significativos como
a festa de encerramento que oferece a oportunidade de reencontrar
as crianças que participaram de uma semana no Projeto.
Para mim, o Projeto Felicidade colabora na recuperação
das crianças, mostrando um pouco o outro lado da
vida. Faço parte deste Projeto, com orgulho, e um
dia espero fazer a diferença. |
| |
|
| |
Festa
na Sede do Projeto
Por Maria Lúcia Fonseca
Caetano - Voluntária
Luís Edgar A. Pereira é um lindo menino de
Penedo, cidade próxima ao Rio de Janeiro, que passou
pelo Projeto Felicidade acompanhado de seu avô, Sr.
Edgar, responsável por ele na Casa de Apoio Hope
em S. Paulo.
Seu aniversário de três anos foi celebrado
na sede do Projeto Felicidade, onde Luís Edgar tornou-se
o centro das atenções. Enquanto o motorista
do Projeto foi buscá-los, preparamos a brinquedoteca
para a festa. Ao chegarem, Luís mostrou uma timidez
que durou uns dez minutos. Depois, já ambientado,
divertiu-se com vários brinquedos que estavam ali
só para ele: motoca, carrinhos de mão, teclado,
bonecos super heróis, etc. As voluntárias
Maria Lúcia, Sheila e Simone cercaram-no de mimos.
O avô, Sr. Edgar, aproveitou para conversar com a
coordenadora Marli sobre o estado de saúde do neto
e recordar os momentos felizes dos passeios. A filha do
Sr. Edgar era quase uma menina quando Luis nasceu e confiou
a guarda do menino ao avô. Por ser ainda um bebê,
por causa da leucemia e do transplante, o neto é
muito apegado ao avô, o qual chama de pai.
Colocamos um CD com canções animadas que serviram
de fundo musical. Cantamos, dançamos, pulamos, afinal,
era uma festa! Nessa hora, o Luís observava aquela
“bagunça” e tomou aquilo como um showzinho
particular onde ele era a plateia. Com direito a sanduíche,
chocolate e refrigerante, não quis nem comer o bolo,
para não perder tempo e poder brincar mais. Na hora
do “Parabéns”, a timidez voltou e ele
se refugiou no colo do avô.
O que restou do bolo foi embrulhado para que comessem mais
tarde, na Casa Hope, com seus amiguinhos. O sorriso largo
cheio de alegria veio na hora em que abriu o pacote de presentes
e guloseimas. Avô e neto devem voltar logo para a
cidade deles e vários retornos ao hospital já
estão marcados.
Após a festa, Luís explorou o andar térreo
da sede, descobrindo o escorregador no playground, o túnel
colorido por onde passou e a casinha de bonecas com cozinha
onde até serviu um “chá” para
o avô e “lavou” a louça na pia.
Luís entrou na van do Projeto, já cansado
de tanto brincar. Lá se foi mais um dia feliz para
todos nós. Ficaram algumas fotos desse carequinha
lindo e a lembrança dos momentos vividos naquele
dia tão especial, data de seu nascimento.
Algumas pessoas dizem que o melhor da festa é esperar
por ela. Eu já acho que o melhor de uma festa é
fazê-Ia acontecer.

|
| |
|
| |
Depoimento
de Dina Neumann

Voluntária de Segunda-feira (Buffet Infantil)
Nasci em Lisboa, Portugal,
e venho de uma casa exemplar. Minha família sempre
foi um exemplo de solidariedade onde o trabalho voluntário
fez parte de nossa educação.
Não fiz faculdade, mas há 40 anos a Federação
Israelita promoveu um curso de assistente social do qual
participei para prestar auxílio aos judeus que imigraram
da Hungria e do Egito.
Já trabalhei com jovens moradores de rua recolhidos
pela FEBEM, hoje Casa, conversando, orientando e dando-lhes
apoio emocional. Hoje trabalho no Hospital Samaritano todas
as terças-feiras como voluntária em dois projetos
diferentes. Pela manhã no grupo Refuá Shlema,
visitando e atendendo membros da comunidade judaica, e à
tarde no grupo AMA, que é do próprio hospital.
O AMA atende crianças de favelas que acompanham suas
mães a consultas médicas ou aulas de orientação
sobre nutrição, etc.
No Projeto Felicidade estou desde o início, há
10 anos, sempre como voluntária nas segundas-feiras,
acompanhando as famílias no check in, levando-as
ao buffet infantil até o final da tarde, quando retornam
aos hotéis onde estão hospedadas.
Uma criança de 10 anos que participou certa vez do
Projeto me marcou muito. Em estado terminal, por recomendação
médica foi liberada para usufruir seus últimos
momentos de felicidade. Chegou completamente entubada, acompanhada
pelos pais em um estado muito frágil. Permaneceu
somente três dias tendo que se retirar. Mas para nós
foi muito triste assistir aquela criança partindo,
naquele estado. Veio a falecer dois dias depois.
Adoro o Projeto, o meu trabalho e admiro muito o empenho
e dedicação de nossa diretora, Flávia,
que o mantém num nível altamente profissional.
Desejo que o Projeto continue por muito tempo, pois somos
geradores de alegria e não imaginamos o efeito enorme
e a diferença que isto faz em um único dia
de uma criança. Gostaria que muito mais gente fizesse
isto.
Ajudar sempre as pessoas para mim é a meta, a verdadeira
finalidade de todo ser humano. |
| |
|
| |
Marli
Andrei: a cara do Projeto

Em abril de 2001 iniciava-se
um novo Projeto, um desafio que assumi com o compromisso
de trabalhar um dia da semana: o Projeto Felicidade.
Qual era meu “know how”? Somente boas intenções
e um coração cheio de amor para dar. Tudo
era desconhecido, mas nada acontece por acaso em nossas
vidas.
O Projeto foi para mim uma escola em tempo integral, onde
inicialmente tive a oportunidade (junto com minhas amigas
voluntárias) de aprender a cada dia que passa que
não existem erros, mas lições, que
tivemos a grande honra de vivenciar.
Conhecemos a cada semana famílias que passavam por
momentos delicados e difíceis decorrentes do tratamento
de seus filhos portadores de câncer. Quantas histórias
de vida, quantos depoimentos de fé, de amor, casos
de abandono de um dos pais diante das dificuldades. Convivemos
com uma diversidade de experiências, ouvimos, abraçamos,
choramos, tentamos ajudar, acompanhamos essas crianças
junto com seus pais e irmãos, onde muitas vezes acertamos,
mas em algumas ocasiões os resultados não
foram exatamente o que esperávamos.
Aprendi com tudo isto que este era um processo gradual de
crescimento que me conduziu, em 2004, a passar a semana
inteira junto às famílias, como coordenadora,
ao lado dos voluntários de cada dia da semana.
É importante poder receber estas famílias
(inicialmente tímidas diante do desconhecido) e poder
conviver dia a dia com elas, poder compartilhar suas emoções,
sua felicidade durante o tempo que permanecem conosco, seu
desabafo, e até das lágrimas na hora de sua
partida. Mas felizmente continuamos nosso contato com elas
através de nossa sede, cartas, celebração
de aniversários em suas residências, algumas
reformas em suas casas e participando de vários momentos
importantes de suas vidas, posteriores ao nosso primeiro
encontro.
Sempre nos perguntam : “Como vocês conseguem
fazer este trabalho?” Respondo com toda convicção,
da mesma forma que acredito que esta opinião seja
compartilhada por todos os voluntários e funcionários
que trabalham e convivem conosco: “ Somos privilegiados
em poder fazer parte de algumas fases da vida destas pessoas
que passam pelo Projeto Felicidade, e acho que tentamos
fazer nossa parte da melhor maneira possível”.
A convivência diária no Projeto me fez mudar
a maneira de enxergar a vida, me preparou para que a cada
dia possa aprender coisas novas e me transformou num ser
humano melhor. Chorar e sofrer por solidariedade não
faz mal, nos enriquece.
Vou um pouco além; somos: Gente Feliz Ajudando Gente!
A vida é feita de momentos e a Equipe Felicidade
faz questão de estar presente em cada um destes instantes. |
| |
|
| |
Odete
Ruffo

Odete, primeira à`esquerda
Voluntária
do Kit-Festa
Tomei conhecimento do Projeto Felicidade através
da minha filha Paula, que na época trabalhava no
Hotel Blue Tree da Rua Pequetita, onde ela recepcionava
as crianças e seus familiares deixando-os bem à
vontade no novo ambiente.
Em março de 2004 fui entrevistada pela nossa Diretora
Flávia que logo foi me perguntando se eu queria fazer
o Kit Festa. Imediatamente aceitei e escolhi sem opções
as quintas-feiras, pois nesse dia não havia voluntários.
Na mesma semana já fui montar na sede o meu primeiro
Kit com o nosso saudoso Sr. Joaquim (04/03/2004).
Experiências? Sim tive muitas, fiz grandes amizades
muito gratificantes cheias de energias positivas com voluntários
da casa, muitos workshops e ótimos aprendizados com
médicos e profissionais da área, muitos passeios
promovidos pelo Projeto e mais, os encontros no Parque da
Mônica com todas as crianças. Conheci muitos
lugares distantes onde nem se imagina que possa existir
nessa S. Paulo enorme, e os motoristas que se tornaram amigos
atenciosos e cuidadosos.
Momentos marcantes? Tive muitos, aliás, em todos
os lares que visitamos (Lydia, Renata, Glória e Clara,
companheiras do dia) via o semblante radiante das crianças
e seus familiares abençoando o Projeto Felicidade
e quem o criou. E quando eles declaravam que incluíam
a todos nós, voluntários, em suas orações
agradecendo a D’us, é que sempre me senti muito
emocionada e gratificada pelo trabalho que me concederam
no Kit Festa. |
| |
|
| |
Frida
Zilberberg Ejchel

Frida noBuffet com as famílias
Voluntária
de segunda-feira
Estou no Projeto desde seu lançamento, em 23 de abril
de 2001. No início tínhamos muitas dúvidas
se iria dar certo e nos perguntávamos: “Será
que vai acontecer?” Como iríamos conseguir
a hospedagem nos hotéis, os parques, passeios, gratuitamente?
Mas a resposta veio em seguida: “não se preocupem,
vamos conseguir realizar este sonho.”
Hoje em dia vemos que tudo se realizou e o Projeto continua
cada vez melhor. Existe uma vontade tão grande de
ajudar que sempre há buffets infantis oferecendo
o local e a festa para as famílias. Com os hotéis
ocorre a mesma coisa. Hospedam em média uma a três
famílias. Fazemos o check-in, mostramos o local das
refeições, acompanhamos as famílias
ao quarto para ensinar como utilizar os aparelhos. Ficam
encantadas! A gente se esforça para que se sintam
bem à vontade.
À tarde levamos todos ao buffet infantil, parceiros
do Projeto, todos maravilhosos e impecáveis. No final
do dia, após muita atividade, vamos distribuindo
as famílias em cada hotel. É um dia bem longo,
mas vale a pena. Esqueço de tudo, faço isto
com muito gosto.
Lembro meu primeiro dia: foi maravilhoso. O hotel ficava
no centro. Bem equipado, com todo o conforto, um luxo, mas
via que não era a realidade destas famílias,
nem minha. Mas fui entender a importância que preencheriam
na vida destas famílias: serem tratadas com tanto
carinho e atenção fazia brotar nelas a auto-estima,
e seu verdadeiro valor.
Estas crianças têm uma força que não
sei de onde tiram para passar por tanto sofrimento. A gente
dá para elas um pouco e elas agradecem muitíssimo.
Conquistamos muito respeito por parte das crianças
e seus pais, não que tenhamos buscado isto, mas pelo
que o Projeto representa em suas vidas. Me apego muito a
este trabalho e amo fazer o que faço. Mesmo doente,
este dia para mim é sagrado; me tira cedo e animada
da cama. Até o final da placa de meu carro cuidei
para que o rodízio fosse de segunda, pois como passo
o dia no Projeto, não preciso dele. Também
adoro minhas amigas do Projeto; são todas muito ponta
fina.
Dos momentos marcantes acho que a surpresa da chegada é
o mais incrível. Sempre nos perguntam se iremos nos
ver no dia seguinte. Respondemos que um novo grupo de voluntários
virá “amanhã” e uma brincadeira
que a gente faz toda a segunda tornou-se clássica:
“Querem dormir na minha casa? Levo vocês.”
E recebemos sempre a mesma resposta, obviamente negativa:
“Sair do hotel? Nem pensar! Isto aqui é um
sonho!” |
| |
|
| |
Jennifer
Sassun
Jennifer Sassun há alguns meses entrou
na equipe de voluntários do Projeto Felicidade. Formada
em Design de Interiores possui três filhos de 6, 4
e 2 anos. “Quando meu filho menor entrou na escola
este ano fiquei com mais tempo para dedicar um dia da semana
ao trabalho voluntário.”
Jennifer é voluntária às quartas-feiras,
dia em que mães e filhos de Casas de Apoio participam
das oficinas na sede. A cada semana participam outras pessoas,
fazendo com que todo o processo de apresentação
seja reiniciado.
Sua irmã Shely é voluntária há
mais tempo no Projeto e influenciou Jennifer em sua escolha.
Sobre a impressão que as crianças lhe causam,
Jennifer declara: “São crianças que
apesar da situação não são mimadas
e a maioria sabe escutar. Possuem uma estrutura afetuosa
muito boa e recebem muito carinho dos pais.”
Qual o benefício de ser uma voluntária? Para
Jennifer, o de se refinar como ser humano: “Aprimoramos
nossos valores e passamos a encarar qualquer dificuldade
de forma diferente, com uma atitude mais positiva na vida.” |
| |
|
| |
Sheila…
ao quadrado!
Sheila Cruz de Ribeirão Preto participou
da semana do Projeto Felicidade em março deste ano.
Há dois meses perdeu o pai, que teve um enfarte fulminante
deixando na época a mãe grávida de
sete meses.
Aos 9 anos e cheia de vida, é uma linda menina com
muita energia, entusiasmo e alegria. Veio acompanhada de
sua prima Epifania Silva, pois a mãe acabou de ter
o bebê, não podendo ausentar-se do lar. Apesar
da necessidade do uso de muletas para sua locomoção,
Sheila aproveitou cada minuto de todas as atividades.
No meio do passeio conheceu a voluntária Sheila
Wajchenberg das quartas-feiras e resolveu formar com ela
uma dupla da “pesada”. Foi uma sintonia recíproca;
viraram parceiras neste dia de passeio. Sheila, a voluntária,
chamava a menina de “Sheila Furacão”,
pois não parava nem para renovar o fôlego.
A foto acima mostra as duas Sheilas no Parque Neo Geo. onde
ambas dançaram e cantaram juntas. A Montanha Russa
parecia um ímã gigantesco atraindo Sheila
Cruz que subia e descia por incontáveis vezes; um
voo que ficará sempre em sua lembrança ao
lado de sua xará!
Ela foi uma das crianças que mais aproveitaram a
semana… sem obstáculos! Todos os momentos das
Sheilas foram de solidariedade, amor ao próximo e
o exemplo de que, sempre que houver “Gente ajudando
gente”, nossos dias serão preenchidos de pura
Felicidade. |
| |
|
| |
Marie
Zular
Marie ao centro com a camiseta do Projeto
Voluntária das segundas-feiras
Fui convidada a participar do Projeto através de
uma amiga, Dina Neumann, há 3 anos. Sou uma voluntária
nata, desde que me conheço por gente. O voluntariado
faz parte da minha vida, sem ele não sei o que é
vida. Trabalhei 18 anos na Unibes, vários anos no
Ciam,e estou no Einstein há 12 anos, onde monto espetáculo
de teatro para atores de 75 a 103 anos. Formei-me em teatro
e inglês, mas nunca fiz teatro profissional. Adoro
lidar com o público, fazer as pessoas se sentirem
bem.
Às segundas-feiras acordo bem e digo para mim mesma
que bom poder atender meu grupo no Projeto, sentir que faço
bem aos outros. Acompanho as famílias ajudando no
check in no hotel e na festa no buffet infantil. Consigo
lidar bem com tudo, a única coisa que me toca profundamente
é quando vejo uma criança que, além
da doença, ou por causa dela, é cega.
Entre os momentos marcantes no Projeto, lembro de uma mãe
parada na porta do buffet chorando copiosamente. Dei-lhe
um abraço e tentei acalmá-la falando que hoje
era só festa. Respondeu-me que por este motivo é
que chorava: estávamos realizando o sonho de sua
filha de ir a um buffet infantil. Toda semana há
uma história para contar. Como voluntária
acredito que existe apenas uma fórmula em nosso trabalho:
dar sempre muito amor; o resto vem sozinho. |
| |
|
| |
Voluntário
por um dia
Marlene Kauffmann
Marlene Kauffmann, voluntária do Felicidade,
abriu as portas de sua residência em 11 de agosto
para um belíssimo chá com encontro entre um
grupo de senhoras e a direção do Projeto.
O convite para este evento tinha o seguinte texto: “Conseguir
o sorriso de uma criança é lindo. Consegui-lo
de uma criança triste, uma arte; Arrancar um sorriso
de uma criança doente, um milagre.” O encontro
contou com palestra e um breve relato de Flávia Bochernitsan,
sobre a dinâmica do Projeto e fatos marcantes sobre
algumas crianças que já participaram. Como
resultado, foi deixado em aberto uma oportunidade, para
aquelas que gostariam de participar da experiência
de se tornar voluntárias por um dia, na festa anual
no Parque da Mônica já confirmada para 19 de
outubro.
|
| |
|
| |
Contribuindo
para o Projeto
Simone entre Flávia e Marli, diretora e coordenadora
do Projeto
Simone Prist Steinecke faz parte do Projeto
Felicidade no qual participa como voluntária do Kit
Festa. Há dois anos auxilia na distribuição
dos cofrinhos em estabelecimentos comerciais. “Interessei-me
pelas caixinhas logo que as vi e me propus a ajudar colocando
algumas no bairro onde moro. Só na Rua Melo Alves
devem ter umas dez e no Jardins podem ser encontradas em
diversas lojas.”
Toda a arrecadação obtida é utilizada
na ampliação dos benefícios para as
crianças que participam da semana do Projeto.
Para Simone, “mais do que a contribuição
que as pessoas fazem, as caixinhas são um meio eficaz
na divulgação, já que ela dispõe
de um compartimento onde colocamos folheto explicando o
que é o Projeto Felicidade. Tenho um carinho muito
grande e especial pelas caixinhas. Pode demorar o tempo
que for necessário para preenchê-las, mas a
propaganda da instituição gerada através
delas é nosso maior retorno.”O Projeto Felicidade
possui grande credibilidade e isto é o que mais estimula
as pessoas a continuar contribuindo. É um trabalho
de formiguinha onde existe gestos marcantes como o caso
de uma loja que faz questão de colocar um folheto
do Projeto Felicidade na sacola de cada cliente que efetua
uma compra.”
Simone está sempre sorrindo, de bem com a vida e
com um fôlego que parece se multiplicar. |
| |
|
| |
Lições
positivas
Quando fui solicitada a escrever sobre minha
vivência no Projeto logo pensei “não
vou saber escrever”. Mas aos poucos foram aparecendo
imagens de vários bons momentos que presenciei e
me emociono percebendo que seria capaz de escrever um livro!
Nunca parei para pensar nas atividades que participo, simplesmente
aparecem, quando estamos abertos.
Iniciei meu voluntariado no Projeto no final de 2001, logo
após a perda de meus pais, ambos de câncer.
Estas perdas tão sofridas deixaram por longo tempo
marcas muito tristes, pela história de suas vidas
e todo o sofrimento que passaram durante a guerra e pós-guerra.
Eu pensava não ser justo uma doença que causava
tanta dor estar enfraquecendo pessoas que já passaram
por tudo aquilo. Percebi que a minha tristeza poderia ser
transformada em algo positivo para outros, quando conheci
o Projeto Felicidade e os inúmeros trabalhos que
poderia fazer para alegrar as crianças. Participei
da seleção e fui escolhida para auxiliar no
Kit Festas.
Por muito tempo montei os kits, conforme idade e sexo e
muito por minha intuição,. Fui então
convidada para coordenar o Kit Festa, que agora anda em
suas próprias pernas com o auxílio da Viviane
e Elizete. Às vezes fazemos visitas às crianças,
em suas casas ou nos hospitais, conforme solicitam por carta
ou telefone. Consegui parceria com a Uninove que participou
da última reunião da OPAS e que nos cedeu
a Professora Fernanda, da área de Nutrição,
que abraçou o Projeto e às sextas-feiras.
Neste dia ela explica aos pais como obter uma alimentação
correta e nutritiva.
Em 2003 comecei a ajudar a organizar os workshops tentando
levar palestrantes que transmitissem temas relevantes para
o crescimento dos voluntários, além de dinâmicas
de grupo com o auxílio de uma amiga, Denise Nudel.
Ano passado ajudei na organização da reforma
da casa de uma das crianças que estava em situação
precária. Recebemos uma linda carta da adolescente
e sua mãe dividindo a alegria e agradecimento de
todos os familiares pela ajuda recebida. Tudo isto contribuiu
para a melhora da auto-estima de sua filha, que realizou
naquela semana a última sessão de exames e
estava curada.
Conheci o professor Ricardo Monezzi, da PUC, pesquisador
da Unifesp, que se identificou com o Projeto e participou
de um workshop aplicando um questionário a 57 voluntários
a fim de demonstrar que a qualidade de vida de quem é
voluntário é melhor.
Continuo divulgando o Projeto com a colocação
de cofrinhos de doações e buscando parcerias.
Desde o início e com o passar do tempo fui conhecendo
pessoas maravilhosas que doam um pouco de seu tempo para
alegrar de alguma forma as crianças e suas famílias,
com comprometimento e confiança. Identifico-me cada
vez mais com a proposta do Projeto Felicidade, com os participantes
e suas histórias, com as crianças e suas famílias.
O Projeto já faz parte integrante de minha vida e
pude ver e aprender que a felicidade não está
determinada a durar por certo tempo, nem somente a um tipo
de realidade, mas que em qualquer dia de alegria e em diferentes
realidades podem-se criar muitas felicidades!
“As mais belas descobertas ocorrem quando as mesmas
coisas são vistas com um novo olhar.” Parabéns
Projeto Felicidade por este trabalho belíssimo e
dirigido com tanta seriedade.
Lídia Mett Fridman
|
| |
|
| |
União
e Integração
Denise (esq.), Shirley e Lika
Desde o início quando entrei no Projeto
fui voluntária às sextas-feiras. Vi um anúncio
no jornal, fiz a entrevista e fui desde o começo
sempre muito bem acolhida.
O Projeto é um benefício para nós voluntários;
nossos problemas ficam pequeninos diante de tudo isto que
experimentamos aqui.
Nossa diretora Flávia e a coordenadora Marli, além
de todos que participam, promovem uma união e integração
onde nos tornamos muito amigas e trabalhamos juntas, de
mãos dadas. Se não houvesse este acolhimento,
não iríamos conseguir atingir nossas metas.
A turma da sexta-feira é muito unida, sentimo-nos
iguais e não há conflitos. Procuro nunca faltar
neste dia, adiantando minhas tarefas na quinta-feira. Não
falho, pois sei como é importante manter o compromisso
para todos nós.
Perdi meu marido em um acidente que provocou sua morte súbita.
Se não fosse o Projeto não estaria firme como
estou hoje, pois ele me ajudou muito a superar esta enorme
perda em minha vida.
O Projeto Felicidade é uma nuvem boa que me abrigou
da tempestade em momentos difíceis. Na minha vida
não existe solidão, mas solidariedade.
Para os que ainda não estão engajados em algum
trabalho deste tipo, meu conselho é que se tornem
voluntários para entender melhor o mundo. |
| |
|
| |
O
Sorriso
Toda terça- feira é especial.
Todos ansiosos para pegar a estrada…A chegada na colônia
de S. Lourenço da Serra é sempre uma festa.
A beleza do lugar encanta a todos!
De manhã: pedalinho, charrete, os bichinhos, o parquinho…
Longas conversas em frente ao lago. Histórias maravilhosas
de esperança e fé.
Depois do almoço, um breve descanso… A mesa
com as pedras, contas e fios está pronta e as mães,
avós, tias e até pais se unem para começarmos
a aula de bijuteria da Tia Marli.
Quando olham os chaveiros que vamos fazer, os comentários
são sempre os mesmos: “É muito difícil”,
“não entra na minha cabeça”, ou
“eu não vou conseguir”.
E a aula começa…
A cada pedra colocada, os rostos começam a se modificar.
Todos querem mostrar como seu trabalho está ficando
lindo.
E, ao final, quando o chaveiro está pronto, vem a
recompensa naqueles sorrisos de satisfação
de ter vencido o desafio, de observar que “foi fácil”,
“entrou na minha cabeça”, “eu consegui!”.
Naquele momento foram vitoriosos. Quando a primeira pessoa
sorri, comento que estava esperando por ela. E, como mágica,
uma a uma começa a sorrir o mesmo sorriso: o do coração.
Quando terminam estão com outra feição,
absolutamente encantados com o resultado de seu trabalho.
Na nossa despedida, no final do dia, levam consigo os chaveiros
e pulseiras como um troféu.
Sempre agradecidos, vão embora levando aquele sorriso
que compartilharam entre si, de que foram capazes de realizar
algo que para eles era quase impossível.
São vencedores de mais uma batalha em suas vidas.
Por Ione Cristina M. Sertori
Voluntária da terça- feira |
| |
|
| |
Alberto
Edmond Dwek
Alberto Edmond Dwek
Alberto atuou na área
bancária, morou dois anos em Nova York e hoje se
dedica ao trabalho voluntário.
“Comecei no Projeto através do Rabino Alpern
e sua esposa Yael. Fiquei muito interessado e acabei fazendo
contato com a Flávia, diretora Geral do Felicidade
onde me tornei voluntário há quase dois anos.”
Alberto também é voluntário do Ten
Yad, às quartas-feiras, no Breshopping ajudando a
triar doações e colocar preços através
dos códigos de barra.
“Sempre gostei de me ocupar e realizar muitas coisas.
É uma satisfação enorme poder estar
ajudando as pessoas.”
Quanto a seus sentimentos em relação a sexta-feira,
dia em que é voluntário no Projeto, fala que
é marcado pelos últimos momentos destas famílias,
após uma semana de felicidade. Alberto diz que normalmente
sente uma certa tristeza ao vê-las partir:
“Cada uma tem uma história para contar, só
quem passa por isso sabe. Como somos voluntários
apenas neste dia, sem ter acompanhado estas pessoas ao longo
da semana, como é o caso da Marli, nossa coordenadora,
a gente não conhece tão bem cada uma, mas
sente algo forte, uma energia positiva, elas voltam renovadas.”
Alberto conta que certa vez, ao sair do Projeto vestindo
a camiseta e entrando em um supermercado, uma senhora se
dirigiu sorridente ao seu encontro. Queria lhe agradecer
pelo Projeto onde já participou com seu filho comentando
que ele havia superado a doença e estava bem.
São estes pequenos gestos e encontros que Alberto
encerra seu comentário sobre ser voluntário:
“É muito gratificante!” |
| |
|
| |
Aprendizado
constante
Ana Cláudia Mattar
Conheci o Projeto através
de uma reportagem em um jornal e imediatamente me “candidatei”,
porque trabalhar como voluntária com crianças
com câncer era uma forma de agradecimento pela saúde
das minhas filhas.
Comecei trabalhando às quartas-feiras. Com o tempo
foi fixado o passeio ao Parque da Mônica. Era ótimo,
íamos para os hotéis, conversávamos
com as famílias enquanto o ônibus não
chegava. Criamos vínculos. O grupo de voluntárias
do começo é hoje um grupo de amigas, nos entendemos
só com o olhar... Quando está difícil
para uma, logo vem outra ocupar sua “posição”,
mas sempre com atenção e carinho com as famílias.
Após três anos, mudei para quinta-feira, dia
de Hopi Hari. Era encantador ver a carinha das crianças
diante daquele parque enorme com todas as possibilidades
que ele oferecia. Era puro prazer!
No começo desse ano fui chamada pela coordenadora
Marli para substituir a voluntária Geórgia
que trabalhava na sede com as mães de casas de apoio
ensinando artesanato. Hoje às terças e quintas
me dedico a esta atividade, recebendo e dando atenção
àquelas mães tão carentes de tudo.
Deixam suas famílias em suas cidades e vêm
acompanhando sozinhas seus filhos no tratamento, sem ter
por perto, muitas vezes, ninguém com quem dividir
seus medos e suas dores. Estou lá, sempre pronta
para um abraço, um colo e principalmente para dar
força para que continuem sempre, pois é um
caminho muito difícil e longo.
Juntas aprendemos muitas coisas; é uma troca muito
rica de experiências. Ensino artesanato e elas me
ensinam a ver a vida sob outro ângulo, cheio de dor,
mas com muita esperança e força. Só
tenho a agradecer, por que essa doença chegou também
na minha casa e hoje posso dizer que, com tudo que aprendi
aqui, passamos por ela tão fortes e cheios de esperanças
quanto aquelas mães.
Muito obrigada!
Ana Cláudia
|
| |
|
| |
| Marina:
uma semana encantada
Marina Youko Massaoka
Nasci numa colônia japonesa
denominada 1ª Aliança, a 630km de S. Paulo, no município
de Mirandópolis.
Acredito que a minha forte vontade de ajudar ao próximo
provém das minhas raizes orientais, cuja cultura
valoriza muito o respeito e a solidariedade.
Dediquei 10 anos de minha vida como voluntária de
crianças carentes da periferia de S. Paulo atuando
na área pedagógica.
Acenei para o Projeto Felicidade para trabalhar como voluntária
em convocação anunciada no jornal Nippo-Brasil
e tive a felicidade de ser aceita. Encaro esta missão
com muita seriedade a fim de que as crianças tenham
uma semana encantada, e que a lembrança destes momentos
mágicos amenizem um pouco as agruras de sua dor.
Palavra de gratidão não é preciso,
basta sentir a felicidade irradiada pelas crianças
para perceber o quanto isso me faz bem: é a minha
recompensa! |
| |
|
| |
Homenagem
a nossa voluntária
Huguette Miffano
Desde o início, me
apaixonei pelo Projeto. O que me motivou foi um sentimento
de justiça, eu tinha de dar um pouco do que o Bom
D’us, na Sua generosidade, deu-me tanto.
Aprendi como enfrentar momentos difíceis, aprendi
o que é apoio, coragem, humildade, aceitação,
gratidão, amor e porque não dizer Felicidade.
Que bela lição de vida... Como é rico
o convívio com minhas companheiras voluntárias.
É amizade pura com “A” maiúsculo.
Obrigada Projeto, valeu!
Homenagem a nossa voluntária Huguete Miffano, de
abençoada memória.
Huga amiga,
Sinônimo de sabedoria, paz interna, felicidade....irradiava
LUZ e plenitude!Junto com as crianças, o meu maior
presente dentro do Projeto! Foram segundas-feiras inesquecíveis...
cheias de alegria, diversão e muito “papinho”
como costumávamos nos referir às nossas longas
conversas. Lembro-me da alegria das crianças quando
a Huga pedia para elas que adivinhassem o que havia dentro
da caixa de madeira, das histórias que contava, das
brincadeiras carinhosas, e na saída nunca ia embora
sem um beijo e um abraço beeemmmm apertado! Sinto
muito sua falta!
Fabiola Bacelar Lwow
Vou falar um pouco sobre a Huguete, e não sobre a
D. Huguete. Ela sempre reclamava quando alguém a
chamava de dona. era simplesmente Huguete. Nas poucas vezes
em que tive o privilégio de conversar com ela, foram
momentos que ficarão para sempre comigo.Ela trazia
muita força e alegria. Sempre dispensava a todos
muita atenção. Huguete, com certeza, representou
muito bem a essência do Projeto Felicidade.
Eliane Kondi Hamadani
Esta foto, que sem querer encontrei e, quando olhei para
ela lembrei-me da gostosa companhia que tínhamos.
Huguete era sempre sorriso, disposição e alegria.
Parecia uma borboleta que nos encantava com suas cores,
leveza e independência. Sempre tinha que enganá-la
para poder levá-la em casa. Nunca nos contava sua
idade, mas estava sempre pronta a nos acompanhar, não
só para alegrar as crianças, mas para nossos
cafés e encontros ao final das visitas aos hotéis.
Não sei como homenageá-la, pois sinto-me homenageada
por tê-la conhecido e podido conviver por alguns anos!
Eliane Streicher Chatah (Lica)
Querida Amiga Huga!
Viver feliz, de bom humor e sem o peso da própria
vida é o que mais vou me lembrar quando alguma coisa
me perturbar.
E como a Fabíola escreveu quando dei a notícia
[de seu falecimento] teremos “um Anjo no Céu
a nos proteger”!
Seu riso e humor contagiantes levando a vida e alegrando,
não só as crianças, mas a mim, quantas
vezes. Obrigada por permitir escrever um pedacinho da minha
vida ao seu lado.
Salete Giannella
Estive com a Huguete apenas uma vez, durante uma visita,
mas foi uma grande aula de bom humor e de amor pelo Projeto
e pelas crianças. Ela tinha o dom de cativar e envolver
as pessoas com alegria e otimismo. Sempre me lembrarei dela
em cada nova visita de segunda-feira, tentando passar para
as famílias pelo menos um pouco do amor à
vida que ela transmitia.
Rejane Coimbra
Uma palavra boa, um abraço amigo; isso é a
Huguette. Saudades...
Sheila Wajchenberg
|
| |
|
| |
Uma
visita especial

Voluntárias:
Maria Lúcia e Adriana
Vitória Carolina tem 8 anos e não participou
do Projeto Felicidade, embora tivesse este sonho. Todas
as possibilidades dos médicos e equipamentos para
salvar sua vida foram esgotadas.
Sua médica, a Dra. Maria Lydia, viu estampada nos
pais a dor causada pela notícia e decidiu que o melhor
seria o retorno ao lar para a família compartilhar
momentos juntos. Aconselhou a mãe a entrar em contato
com o Projeto solicitando uma visita. Mesmo debilitada,
a alegria de Vitória foi total em seu primeiro dia
em casa, após três meses internada no Hospital
Darcy Vagas, com leucemia, já em fase terminal. Levamos
um kit com bolo e presentinhos para a casa de Vitória
para recepcioná-la com um abraço, levar apoio,
conforto, força e esperança... tentar provocar
sorrisos, por mais difícil que isso fosse.
Encontramos Vitória
muito abatida e um pouco deslocada, pois havia ficado longe
de seu lar e tudo estava sendo uma redescoberta.
Após dias em dieta
especial e muita medicação, ela acordou com
vontade de tomar o café da manhã na cozinha,
com pão e maionese. O pai, com o olhar triste, mas
com um sorriso contido, por poder realizar o desejo singelo
da filha, saiu para as compras. Já havia balões
na sala para a festa de “Feliz Regresso”. A
mãe fez isso durante a noite, pois não havia
conseguido dormir. Ajudamos Vitória a explorar o
kit de guloseimas e presentinhos. Colocamos um tapetinho
no centro da sala e em nossa imaginação era
um tapete voador que a levaria por lugares cheios de beleza
e magia; ou um trono, onde nossa princesinha se sentou.
Nós, seus súditos, a rodeamos e iniciamos
nossa animação (neste caso mais comedida),
numa atuação cheia de bobagens, apitos, danças,
e mímicas. Contamos com grande ajuda de seu irmãozinho,
falante e animado pela presença da irmã que
retornara após tanto tempo. A mãe colocou
um CD de música para animar o ambiente. Vitória
acompanhava tudo sorrindo.
Comeu um pouco do apetitoso
pão com maionese que seu pai trouxera. Nos pais se
estampava um misto de alegria pela volta da menina e imensa
tristeza pelo quadro médico conhecido.Chegaram primos
e tias e a mãe aproveitou um momento em que se encontrava
sozinha conosco e segredou que a menina não conhecia
sua real condição e que ela e o marido estavam
desolados, não sabendo onde achariam forças
para continuar mantendo a esperança na cura da filha.
Contou que a leucemia aguda havia aparecido há menos
de seis meses, e que no início os sintomas não
eram freqüentes, e sim comuns a outras doenças
infantis, até que logo depois de já quase
ter dominado o organismo da pequena, veio o terrível
diagnóstico. Após o breve desabafo logo voltamos
para junto de Vitória. Continuamos a brincar na sala,
até que a conversa dirigiu-se para uma espécie
de promessa de voltarmos à sua casa em dezembro,
ocasião de seu 9º aniversário. A menina então,
tocou meu braço e fez um sinal de negação
com a cabeça. Fingi não entender e perguntei
se ela gostaria que voltássemos. Ela então,
sem palavras, mas com os olhos tristes, voltando a segurar
meu braço, mostrou-me que gostaria de voltar a ver
o Projeto, porém, não deixou dúvidas
de que sabia que isso não iria acontecer. Percebi
que ela não queria que sua família soubesse
o que sentia, para poupá-los. Isso me tocou profundamente,
embora eu não demonstrasse para os outros que voltavam
à sala, e muito menos para a menina.
Nessa altura, percebemos que
Vitória já estava muito cansada e deixamos
a casa e aquela família com sua dor e convivência
íntima. Era um momento deles. Nosso abraço
de despedida dos pais foi forte, calmo, cheio de alento,
porém silencioso, pois não havia palavras
que pudessem abrandar aquele sofrimento.
Foi uma volta muito diferente
de nossa rotina barulhenta e repleta de comentários;
desta vez viemos caladas e assim permanecemos. Certamente
a menina não saiu de nossos pensamentos de esperança
em D’us. E nem o sofrimento psicológico dos
pais, que nesses casos, assume diversas formas, entre elas
a ansiedade, a impotência e a depressão.
Dias depois Vitória
faleceu e sua mãe ligou para o Projeto: desta vez
para agradecer a visita afirmando que fez bem à toda
a família, principalmente à Vitória. |
| |
|
| |
Vale
a pena viver
Norma
– Voluntária das quartas-feiras (Visita aos
hotéis)
Muitas vezes lendo os depoimentos ficava imaginando o que
escreveria um dia.
Hoje aqui estou eu escrevendo sobre uma experiência
única e muito difícil de ser relatada em palavras.
Ser voluntária do Projeto Felicidade é muito
mais do que levar alegria para as crianças. Ser voluntária
é conhecer um pouco mais sobre mim mesma.
A cada visita um aprendizado, uma lição de
superação.
Através destas crianças tive a oportunidades
de conhecer mães maravilhosas que foram capazes de
encontrar força para transformar com carinho, doçura
e confiança o sofrimento em coragem.
Pais, que eram capazes de mover o mundo para acolherem seus
filhos em uma segurança permeada de insegurança.
Crianças que transformam a mais profunda dor em alegria.
Crianças que em algum lugar dentro de si próprias
conseguem encontrar coragem e garra para se convencerem
de que viver vale a pena. Famílias que se unem, outras
que se desestruturam, mas ainda assim resistem firmes indo
atrás de um único objetivo: A cura.
Aprendi que a cura se apresenta através do verdadeiro
amor que brota no coração destes pequenos
grandes guerreiros. Agradeço ao Projeto Felicidade
pela oportunidade de fazer parte desta causa, porém
a minha eterna gratidão será sempre para estes
pais, mães e crianças que me ensinam a confiar
sempre na VIDA. |
| |
|
| |
Adriana
Azar: Seis anos no Projeto
Comecei a trabalhar no Projeto
logo no início, setembro de 2001. Lembro que procurava
um lugar para ser voluntária, quando uma prima me
disse: “Tem um projeto que é a sua cara, acho
que você deveria tentar ser voluntária lá.”
Ela estava certa!
Logo no primeiro dia me senti uma criança, como todas
aquelas que lá se encontravam no Parque da Mônica.
Corri, brinquei, dei carinho e recebi daquelas famílias
algo que não se descreve em palavras. Começou
ali meu casamento com o Projeto.
Nestes seis anos muitas coisas aconteceram… O início
do Kit Festa, onde voluntárias e eu chorávamos
ou ríamos juntas. E o início na quinta-feira:
Hopi Hari. Ali no parque me transformo na grande crianca
que tem dentro de mim, brincando e sentindo emoções
que sempre são diferentes. Um dia nunca é
igual ao outro: aprendendo sempre!
No Projeto eu me encontrei como pessoa. Quando acho que
estou forte, vejo que elas são mais ainda e me fortifico.
Dou um carinho, recebo um maior ainda. No final do dia olhando
todos dormindo no ônibus, me sinto grata por terem
se divertido muito e penso comigo mesma: acho que consegui
cumprir a minha missão.
O meu casamento com o Projeto Felicidade é um caminho
de duas mãos: aprendizagem no dia-a-dia, agir quando
é preciso, e o mais importante, o amor que dou recebo
de todos, inclusive voluntárias, coordenação,
diretoria e todos os companheiros do Projeto. O Projeto
me fez conhecer um novo EU, onde a palavra Felicidade nunca
se apagará e será sempre a mais importante. |
| |
|
| |
Gente
ajudando gente!
Maria Salete - segunda pessoa da direita para esquerda
“D’us é
maior do que tudo que você está vendo e Ele
é muito mais do que paredes”. Recebi este recado
em um sonho como um chamado e só com o meu trabalho
no Projeto Felicidade percebi que somos nós que fazemos
“paredes” ao Amor Maior que é tão
simples.
Iniciei no Projeto quando ainda trabalhava no Hotel Delphin
Guarujá e a Danielle, diretora, me pediu que a ajudasse,
pois iríamos receber as crianças às
terças- feiras para um passeio na praia, seguido
de almoço.
Durante uma reunião no Hilton, ainda no Centro, conheci
a Flávia e o Rabino Alpern que apresentaram o que
seria o Projeto e a importância das parcerias e dos
voluntários.
Na equipe das cartas fiquei poucos meses e com um convite
da Flávia há quatro anos sou voluntária
das segundas-feiras, nos hotéis, no período
da noite.
Carinho, atenção e alegria são o que
damos e recebemos com o nosso trabalho. Ao final deste dia
as crianças estão muito cansadas porque chegaram
de viagem e brincaram durante toda à tarde no Buffet,
mas temos uma missão importante: a de recebê-las
bem para que tenham uma boa semana.
O serviço nos hotéis, que para muitos de nós
é algo comum, para as crianças e familiares
requer uma atenção especial, pois nesta nova
oportunidade terão de usar a TV, o chuveiro ou banheira,
elevador, ar condicionado, fazer os pedidos no restaurante,
entre outros.
O mais importante neste meu depoimento é a minha
transformação. Quero que todos saibam o quanto
mudei neste tempo trabalhando no Projeto e agora sei o que
D’us quis me pedir no sonho. Sou hoje uma pessoa que
recebeu tanto amor e carinho das crianças e suas
famílias que derrubei “tijolo por tijolo das
minhas paredes”; perdi preconceitos e intimidação,
amadureci e sinto que ganhei muito mais do que já
dei. Hoje pretendo com as aulas que estou tendo também
poder ajudar as crianças e seus pais a ler. Novo
Projeto do Projeto! Quero agradecer a todos que trabalham
e fazem possível o Projeto Felicidade! |
| |
|
| |
Visita
aos Hotéis
Eu estou no Projeto há
alguns meses e quando entrei sabia que não seria
um trabalho simples, mas também não imaginava
que seria tão gratificante.
A primeira visita que fiz foi para uma menina de 15 anos
e foi bem rapidinha. A segunda visita já foi mais
difícil, pois o menino de 15 anos tinha amputado
uma das pernas há pouco tempo. Foi a primeira vez
que percebi a dor imensa que existia nos olhos dos pais
que o acompanhavam. Aqueles olhos vazios, sofridos e impotentes.
Desde então tenho presenciado em cada visita, semana
após semana, que os pais tentam aproveitar ao máximo
os passeios e tudo de bom que o Projeto lhes proporciona.
Os pais, muitas vezes mais do que os filhos. é que
precisam da semana de felicidade para dar-lhes uma injeção
de ânimo para poderem aguentar a continuação
do processo de reabilitação. Ao verem como
o filho se diverte tanto e consegue, mesmo que por alguns
momentos, esquecer a dor do tratamento e as internações,
ganham forças renovadas para segurar a mão
do filho e dizer que tudo vai dar certo e acabar bem.
Quando visito as famílias nos hotéis tento
ao máximo acalmar os pais e animá-los para
que continuem fortificando os filhos.
Sinto como estão quebrados e extremamente frágeis.
Quando nos dedicamos a eles noto como obtemos um resultado
muito mais gratificante em relação às
crianças, pois é através dos pais,
principalmente das mães, que as crianças tiram
forças para poder continuar.
Nossas crianças são guerreiras dignas de qualquer
troféu porém, são seus pais os treinadores
que sempre ao seu lado os mantêm entre os primeiros
colocados dentre os vencedores.
Tally Chalom
voluntária das noites de segunda-feira. |
| |
|
| |
Kit
Festa:
Ygor Leonardo Silva - 11 anos
Festa realizada dia 13 de junho
No centro, Ygor ao lado de Maria Lúcia, voluntária
do Kit Festa
Ao chegar ao município
de Mauá, em frente à casa do Ygor, vimos sua
mãe, Veroni, perto do portão. Ela chegara
há pouco para espreitar nossa chegada, pois temia
que fôssemos embora; não havia campainha. Ela
nos disse que não havia contado ao Ygor sobre nossa
visita, pois queria fazer-lhe uma surpresa. Logo gritou
o nome do menino, dizendo que o carteiro estava ali trazendo
uma carta do Projeto Felicidade. Surgiu um menino muito
bonito, todo esbaforido pela pressa. Imaginamos qual seria
sua reação se soubesse que em lugar de uma
carta, estávamos ali pessoalmente trazendo bolo,
refrigerantes, doces e presentes para comemorar seu aniversário...
A casa era muito llimpa e arrumada onde havia um clima de
muita união e bom humor. No quarto de Ygor haviam
diversos desenhos colados na parede unidos cada um a uma
letra colorida, formando a frase: ‘ YGOR O VENCEDOR
‘. Foi sua mãe quem fez esse trabalho para
mostrar o quanto o filho já passou por duras batalhas
e saiu vitorioso. A história do menino começou
há oito anos, com um tumor na órbita, que
foi extraído. Após quatro anos a doença
voltou e teve que submeter-se a uma segunda cirurgia com
um pós-operatório traumático, pois
mais velho, já entendia melhor, o que acabou agravando
seu estado psicológico., com crises de tremor, e
pânico tendo que afastar-se da escola. A doença
do Ygor não tem dado trégua. Há pouco
tempo apareceu um problema no quadril e o médico
pediu um raio-X da bacia, na área esclerótica.
Em alguns dias deve sair o resultado do exame, e o menino
está apreensivo temendo que seja outro tumor maligno.
Sua mãe agradece a D’us pela parte boa; apesar
da doença ter lhe trazido muitas tristezas, o nascimento
de seu caçulinha também lhe trouxe muitas
bênçãos. Moravam em uma casa pequena
e muito afastada, que foi totalmente consumida por um incêndio.
Na hora foi um grande golpe, pois não tinham condições
de reconstruí-la. Mas o importante é que ninguém
se feriu e acabaram construindo uma casa maior ao lado dos
avós, com ajuda de alguém que trocou o terreno
por material de construção.
A mãe agradece a D’us e às pessoas que
os tem ajudado, inclusive ao Projeto Felicidade.
Na festa, o Ygor abriu os presentes, conversou alegremente
e foi brincar com os irmãos e primos. A mãe
quer muito que o Ygor agende aulas, pois sabe que qualquer
terapia ocupacional que ele desenvolva na sede vai lhe fazer
muito bem.
Maria Lucia
Fonseca Caetano – Voluntária |
| |
|
| |
Projeto
Felicidade:
Lição de vida
Marta deixa"escorregar" seu lado criança!
Estou no Projeto Felicidade
desde o seu início. Fiquei sabendo que estavam convocando
voluntários, me interessei e estou nele até
hoje. No início fiquei um pouco apreensiva porque
não sabia como iria reagir quanto aos meus sentimentos
e emoções porque já havia perdido meu
pai de câncer.
Mas ao longo destes anos aprendi que meu trabalho como voluntária,
atendendo crianças tão carentes e ao mesmo
tempo doentes de uma causa tão séria, tornou-me
uma pessoa mais forte e mais humilde.
Ao ver famílias que sofrem tanto e precisam de muito
apoio e carinho, como mãe comecei a dar mais valor
a tudo de bom ou mesmo de ruim que pode me afetar no dia
a dia.
O Projeto Felicidade começou pequeno, mas com uma
garra tão grande por parte daqueles que o projetaram
que hoje, graças a D’us, as parcerias que se
foram agregando alcançou a nível nacional
uma importância mais que vital a todos que já
tiveram a sorte de participar e aos que ainda irão
conhecer e se beneficiar desta grande ajuda que significa
para as crianças e respectivas famílias.
Tenho enorme gratidão por tudo que este trabalho
me trouxe de bom e de exemplos, mas também deixo
aqui meu “muito obrigada” a todos que me acolheram
desde o início como voluntária e hoje, como
líder do meu grupo.
Sou voluntária às terças-feiras e este
passou a ser o dia mais importante da semana, principalmente
agora que o Projeto, além de ter uma sede própria,
ganhou também uma sede campestre em S. Lourenço
da Serra onde as crianças podem brincar e se divertir
ao ar livre.
As voluntárias não medem esforços para
que todos sintam-se bem e felizes.
Espero poder me dedicar ao Projeto por muitos e muitos anos,
pois acredito nele com todo meu coração.
Por Marta Enia Schor Fiszman
Voluntária - Líder das Terças-feiras |
| |
|
| |
Projeto:
Um aprendizado constante
Clara Teperman Aizemberg
Cheguei ao Projeto através
de uma publicação no Estadão. Há
mais ou menos uns quatro anos, onde era a responsável
pela convocação e em dar as diretrizes do
trabalho para as voluntárias de quinta-feira.
Na maioria das vezes, nós levamos as crianças
e suas famílias ao Hopi-Hari, que é a diversão
máxima da semana para eles. Mesmo quando existe alguma
restrição de certos brinquedos para algumas
crianças, conseguimos juntos – a equipe e a
família – alternativas de diversão.
É um dia de euforia e muita alegria!
Considero o Projeto maravilhoso. Sempre foi e continua sendo.
Logicamente cresceu muito e tenho a cada semana a sensaçãode
ser mais um sonho se tornando realidade. Quando comento
com as pessoas com quem me relaciono sobre o Projeto, sempre
ouço reações do tipo: “Que coisa
maravilhosa, isso acontece mesmo?”
A cada semana vivenciamos experiências diferentes.
É um aprendizado para nós, além da
alegria de ver a felicidade estampada no rosto das crianças
e seus familiares.
Uma imagem que ficou gravada na minha memória e que
aconteceu logo nas primeiras semanas do nosso trabalho,
foi a de uma família muito, muito simples entrando,
se hospedando e sendo bem recebida num hotel 5 estrelas.
É algo excepcional para a realidade brasileira.
Isto me emociona até hoje: o respeito e a troca de
carinho entre todos os envolvidos no Projeto, as crianças
e suas famílias. Sinto muito orgulho da nossa equipe
e do nosso trabalho. Quero agradecer à direção
e coordenação pelo esforço e dedicação
e ao Projeto pela felicidade que me traz!
Clara Teperman Aizemberg |
| |
|
| |
Voluntária:
Yvonne C. Boschi
Yvonne C. Boschi
“Eu sentia vontade de
poder doar-me em prol de pessoas com câncer. Talvez
tenha sido pela minha experiência de convívio
com esta doença dentro de casa, que tinha deixado
muitas cicatrizes.
No início de 2001, lendo o Estado de S. Paulo, encontrei
um anúncio procurando voluntários que pudessem
se dedicar a um projeto que atenderia crianças com
câncer.
Telefonei e marcaram uma entrevista. No início foram
realizadas atividades que buscavam observar o perfil de
cada um.
O primeiro hospital a ser atendido foi o Instituto da Criança,
hoje Itaci. Todos estavam muito emocionados e eu mais ainda,
pois não sabia se conseguiria suprir as expectativas
destas crianças.
No começo atendíamos apenas um hospital, hoje
são cerca de 30, entre capital, interior e outros
estados.
Toda semana há um fato marcante, e se formos relatá-lo
teríamos páginas e páginas de casos
lindos e às vezes tristes.
Na segunda-feira quando chegamos nos hotéis, o brilho
nos olhos das crianças é indescritível,
no café da manhã ficam deslumbrados com a
variedade de iguarias servidas.
Sinto que cada família que passou por nós
sentiu o efeito do amor, carinho, atenção,
enfim…da Felicidade.
A semana no Projeto deixa uma marca que nunca mais será
esquecida pelas crianças e seus familiares.
Cada semana é uma vitória obtida onde dificuldades
foram vencidas e o convívio com as demais voluntárias,
que hoje parecem ser de uma única família,
aprimoraram cada vez mais o Projeto Felicidade.
Hoje, após cinco anos e meio, tenho um sentimento
de realização: consegui sentir-me completa!” |
| |
|
| |
Huguette
Mifano:
paixão pelo Projeto
Huguette Miffano
Huguette Miffano, voluntária
que visita as famílias nos hotéis
“Deste o início, me apaixonei pelo Projeto.
O que me motivou foi um sentimento de justiça, eu
tinha de dar um pouco do que o Bom D’us, na Sua generosidade,
deu-me tanto. Ao longo do caminho, durante esses cinco anos,
meu pequeno ‘dar’ se transformou num grande
‘receber’. Aprendi como enfrentar momentos difíceis,
aprendi o que é apoio, coragem, humildade, aceitação,
gratidão, amor e porque não dizer Felicidade.
Que bela lição de vida!
O ápice dos nossos encontros é aquele abraço
que peço que seja bem, bem forte, quando me dou por
inteira e recebo o melhor de nossas crianças e de
suas famílias. É uma via de mão dupla!
Abri para elas o meu nome, usado só pela minha família,
e agora que as adotei sou Huga, também para elas.
Como é rico o convívio com minhas companheiras
voluntárias. É amizade pura com “A”
maiúsculo.
Obrigada Projeto! Valeu!”
|
| |
|
| |
O
Cantinho da Ieda
Ieda, segurando o pincel, ladeada pelas voluntárias
da sexta-feira,
no Cantinho, que leva seu nome
Ieda Azeredo Noguchi está
no Projeto desde o início. Ela logo se prontificou
a ficar “onde mais precisavam de gente”.
Ieda, hoje é a líder de seu grupo, o que ela
diz não fazer diferença, já que todas
sabem o que fazer neste dia e são sempre prestativas
como Shirley, Denise, Patrícia, Márcia, Sandra,
Ariela, Leny e Sima, que formam a turma de voluntárias
da sexta-feira; àquelas que dão o último
carinho, fazem o último aceno, e distribuem presentes
antes das famílias retornarem aos seus lares, mais
felizes e realizadas.
Sexta-feira é dia de recordar os momentos vividos
na semana no Projeto, com brincadeiras e representação
teatral encenadas pelas palhaças Cláudia e
Luciana. Enquanto as crianças utilizam as salas de
pintura, brinquedoteca, computação, biblioteca,
os adultos fazem porta-retratos e caixas de presente para
levarem para casa.
“Os trabalhos manuais têm um reflexo fantástico.
Todos se mostram muito entusiasmados quando conseguem fazer
as coisas”, diz Ieda, que constatou o fato ao ver
uma mãe exclamar, após ter acabado de fazer
um porta-retrato: “Até que eu não sou
tão burra!”
O Projeto, segundo ela, consegue recuperar a auto-estima
deles de uma forma muito natural. Ieda, que já foi
voluntária por seis anos na biblioteca da escola
de suas filhas, fala que o trabalho voluntário faz
muita diferença na vida das pessoas: “Me tornei
uma pessoa melhor. A gente aprende a ver as coisas de outra
maneira, se torna mais solicita. Aprendi a ser mais humilde
e a aceitar as pessoas como elas são.”
Quando desce para a praia, Boracéia (Bertioga), 1:30h
de S. Paulo, para passar a semana, Ieda sobe na quinta-feira,
comparece ao Projeto na sexta e retorna no dia seguinte
para o seu lazer, ao lado da família.
Numa cena fora do script, Ieda chegou certa sexta-feira
na sede, pronta para fazer os porta-retratos com os pais,
que já a acompanhavam. Passou o maior pito por não
achar colas e tesouras, todo o material que tinha sempre
bem organizado. Botou todo mundo para correr. Mas a solução
logo foi encontrada e o Projeto criou o “Cantinho
da Ieda”, onde tudo está guardado em seu devido
lugar, do jeitinho que a Ieda gosta.
O que talvez ela não saiba é que ganhou seu
espaço, não devido ao pito que passou, mas
pelo lugar tão especial que ela ocupa dentro do Projeto. |
| |
|
| |
Sima,
a “Mascote” do Projeto
O que se faz na Terceira Idade?
Busca-se o neto na escola, se torce por ele no jogo de basquete,
vai-se às compras, ou ao banco para pagar as contas,
tudo isto e mais “um pouco” é o que Sima
Sztejnsznajd, uma senhora encantadora de 80 anos, faz ao
longo do dia.
A fim de tornar seu dia mais produtivo e gratificante, repleta
de bagagem cultural e artesanal, e com quem se pode passar
horas a fio sem sentir, Sima resolveu doar seu tempo e repassar
sua experiência e conhecimentos tornando-se voluntária
do Projeto Felicidade.
Sima já trabalhou como secretária executiva
e como tradutora de obras em idish. Fala que seu núcleo
familiar é muito pequeno. Filha única de um
casal idoso, tem três filhos e cinco netos. Chegou
a completar 49 anos de casada, mas ficou viúva.
Dedicou parte de sua energia ao trabalho voluntário
na Unibes por 25 anos e também ajudou o Ciam. Foi
na Unibes que desenvolveu trabalhos manuais para complementação
de renda às pessoas de classes menos favorecidas.
Como chegou ao
Projeto
Morando em Higienópolis resolveu doar pessoalmente
brinquedos e livros ao Projeto Felicidade. Ao entregá-los
resolveu arriscar perguntando se havia alguma vaga para
voluntária. Marcou entrevista e acabou se sobressaindo,
tornando-se voluntária. “Senti que poderia
trabalhar e aqui tem muito espaço”.
Sima se sente privilegiada por ter vivido nas décadas
de 40, 50 e 60, anos áureos da cultura brasileira
e por ter convivido com pessoas muito queridas. Entre elas,
o amigo, escritor e dramaturgo Júlio Gouveia e sua
esposa, Tatiana Belinky, célebres pela adaptação
das obras de Monteiro Lobato para o programa Sítio
do Pica-pau Amarelo. Lembra bem uma das frases do amigo:
“Cada idoso que morre é uma enciclopédia
que se incendeia”.
Seu conselho para as pessoas que beiram a sua idade é:
“Mexa-se! Faça-se necessário em algum
canto. Não se incendeiem antes do tempo.”
Quanto ao seu trabalho no Projeto que passa a contribuir
três vezes por semana, acrescenta: “Estou me
sentindo viva, contente porque o ambiente é bom e
me relaciono bem com as pessoas.
Ao mesmo tempo emocionada por ter se tornado centro das
atenções e mimos, o que segundo ela: “Me
deixa meio vexada…” |
| |
|
| |
Voluntário
da Gol
Charles Ernest
Owens
Comissário de bordo da Gol Linhas Aéreas Inteligentes

Dia de visita na Gol: carinho, festa e diversão
Ontem mais uma vez tive o
grande prazer de participar do Projeto Felicidade.
Quando cheguei em casa, à noite, reparei que eu não
estava cansado, apesar de ter tido um dia com muita atividade.
Lembrei-me que o meu dia havia começado bem cedo.
Apesar de termos marcado de nos encontrar às 6:30h
na quadra da Gol para arrumarmos tudo para a festa, às
6:05h eu já estava parado na porta da empresa esperando
dar a hora para poder entrar.
Aí lembrei que cheguei cedo porque eu havia colocado
o despertador para tocar às 5:00h, mas às
4:15h eu já estava acordado, ansioso para começar
as atividades desse dia tão especial que é
o dia do Projeto Felicidade na Gol.
O Projeto tem acrescentado muito à minha vida. A
cada edição em que participo, sinto que ganho
muito mais do que consigo dar.
Já tive a oportunidade de ir à festa de encerramento
na sede do Projeto Felicidade e ver a alegria das crianças
e dos acompanhantes pela semana que tiveram. Ver o sorriso
destas crianças e seus acompanhantes é o melhor
prêmio que se pode ganhar. Tenho muito orgulho de
trabalhar para uma empresa que se preocupa com problemas
sociais e faz parceria com uma entidade como o Projeto Felicidade,
que tem como objetivo proporcionar uma semana de felicidade
para crianças em tratamento médico, que poderá
ser o principal motivo da cura dessas crianças, como
também ser alguns dos últimos momentos felizes
delas. Rezo sempre para que o mundo tenha cada vez mais
pessoas como vocês, Voluntários do Projeto
Felicidade e Voluntários da Gol. |
| |
|
| |
Confissão
de Voluntária
Uma carta para
Marli Andrei
(coordenadora)

Por Tatiana Pierri
Há exatamente uma semana,
o Projeto Felicidade me ofereceu a grande oportunidade de
dar o grande, senão o mais importante, passo da minha
vida!
Em uma quarta-feira, junto com a voluntária Adriana,
descobri a maior e mais emocionante atitude que qualquer
ser humano poderia ter, que é nada mais, nada menos
que: dividir! Dividir afeto, carinho, solidariedade, sorriso,
abraços apertados, beijos, emoção e
por fim felicidade!
Descobri o quanto é fácil dar amor a quem
merece, um amor gratuito, sem malícia, sem cobrança…
um amor puro, um amor de criança! Estou emocionada
até hoje e extremamente comprometida com este Projeto,
que se vocês permitirem assim, pelo resto da minha
vida quero continuar!
Amei cada segundo que passei com a Adriana, que por sinal
é um ser humano excepcional, amei cada segundo que
estivemos no hotel, e cada sorriso que recebemos!
Marli, você não imagina o quão emocionada
fiquei também em receber sua ligação
e escutar suas palavras graciosas e acolhedoras como: “Seja
bem vinda ao Projeto Felicidade!”
Sei que demorei para agradecer… mas fiquei ensaiando
até hoje em como retribuir tamanha felicidade! Obrigada
a todos do Projeto, obrigada a você, obrigada aos
“pequenos”
“grandes” seres humanos que proporcionaram a
mim o meu grande Projeto Felicidade! Agradeço muito!
Agora sinto um orgulho imenso em dizer à vocês…
Sou sua voluntária! Conte comigo sempre! Abraços
apertados (com toda emoção que aqui estou) |
| |
|
| |
De
Voluntária à Parceira
Denise Mirocznik Wladimirski
Engenheira Civil
Diretora Administrativa da Golf & Gym
Academia de Golf e Ginástica Ltda

Quando a Golf & Gym passou a
fazer parte do Projeto Felicidade e o que a motivou a isto?
Desde o início do Projeto, pois eu já era
voluntária.
De que forma se dá a interação
entre os funcionários da empresa e as crianças
do Projeto?
É muito gratificante dos dois lados. Temos professores
que já trabalharam com animação, e
mesmo os que nunca o fizeram, não sabiam o que fazer
para agradá-los. Outra coisa, o astral de tra-balho
aqui, sem parecer demagogia, brilhou. Parecia que todos
estavam iluminados.
Há dificuldades observadas durante o jogo
destas crianças, ou elas brincam e se divertem como
as outras?
Nenhuma, muito pelo contrário, são super educadas
e agradecidas. Pedíamos para fazer fila no mini-golfe,
onde fizemos um campeonato de brincadeira, e cada um esperava
a sua vez de dar as tacadas. E olha que havia em torno de
25 crianças em idades variadas.

Em sua opinião,
o que elas mais apreciam durante o tempo que passam na Golf
& Gym?
Justamente o golfe, por ser uma atividade totalmente nova
para eles. Estavam encantados.
Lembra de alguma cena que a tenha marcado durante a permanência
das famílias do Projeto na Golf & Gym?
Não é correto realçar a deficiência,
mas foi marcante para todos como um menino se apoiava em
sua muleta com uma mão e segurava o taco com a outra.
E olha que ele se saiu muito bem!
Quais são suas expectativas da Golf & Gym nesta
parceria?
A nossa expectativa é poder continu-ar oferecendo
o nosso espaço, seja para as crianças brincarem
ou para eventos, e que sempre possamos contribuir para ver
um sorriso no rosto destas crianças, que apesar de
pequenas já são tão sofridas.
Como o esporte influi no astral des-tas crianças?
Faz com que se sintam mais "saudáveis",
mais iguais a outras crianças.

Qual a relevância
da participação de sua empresa em um projeto
como este?
Mais do que tudo, o bem que fazemos a estas crianças
é pouco se comparado ao bem que elas nos fazem. E
isto inclui desde os faxineiros que ajudam a limpar as quadras
após a saída das crianças, até
os professores e recepcionistas. Não sabiam mais
o que poderiam fazer para agradá-las. É realmente
um trabalho em equipe. |
| |
|
| |
Um
Palhaço chamado Pipoca (in memorian)
O câncer de Thiago foi diagnosticado
há dois anos e três meses. Dormia muito, vomitava
e tinha dores de cabeça muito fortes. Uma médica
diagnosticou vermes, mas foi levado a outros médicos
que o examinaram e constataram um tumor extenso no cérebro
disseminado na meninge, o que trouxe o diagnóstico
definitivo junto com um constante tratamento à base
de rádio e quimioterapia aos quais se submete em
curtos intervalos. Para Vilma, a mãe de Pipoca: “
Ele não se abate com a doença ou sofrimento.
Acredita que vai ficar bom. Ele às vezes está
muito cansado, mas nunca triste.”
Thiago se entusiasmou com a performance de Luciana e Cláudia,
as duas palhaças do Projeto que recebem e se despedem
das crianças com brincadeiras e lembranças
da semana encenadas na sede. Vestiu roupa, nariz e espírito
de palhaço: o Palhaço Pipoca. Toda sexta-feira
lá está ele divertindo as crianças.
Para sua mãe: “Esta atuação do
Thiago como palhaço é uma terapia! Ele leva
muito a sério seu dever de divertir outras crianças.
Não importa seu estado de saúde; ele sempre
quer vir.”
Thiago tem um lema que o mantém firme: “Tenho
muita fé em D’us.” E acredita que vai
ficar curado.
Para a médica que acompanha o caso de Thiago: “Ele
é incrível; possui uma tremenda força
de vontade e não vi nada igual em meus 20 anos na
área oncológica”.
Para as voluntárias e suas colegas de trabalho, as
palhaças …: “Ele é incrível;
uma lição de vida para todas nós!” |
| |
| |
Confira
abaixo as matérias e fotos: |
|
| |
| |
|
|
|