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Visita
de Apoio
Criança: Wenia Rodielle
Nascimento: 24/12/1999
Voluntários: Maria Lúcia, Christina, Ione
e Luiz Roberto
Por Maria Lúcia
Visitamos Wenia Rodielle, uma menina natural de Tocantins,
que passou pelo Projeto há alguns anos e que nas
últimas vezes que veio a S. Paulo, ficou na Casa
de Apoio CAJEC/Taboão da Serra onde fomos bem recepcionados
pela Diretora da Instituição, Maria Luisa.
Wenia abriu um imenso sorriso ao nos reconhecer. Ao lado
de sua mãe, Rosângela, contaram as ótimas
recordações da semana de passeios, do kit
festa e da descrição de seu estado atual do
tratamento. Percorremos o local onde nos mostraram as futuras
instalações que estão em obras e que
abrigará crianças transplantadas.
Wenia nos mostrou seu quarto, rodeada pelos presentinhos
que o Projeto enviou, abraçada a um ursinho de pelúcia
e lendo um dos livros que logo lhe chamou a atenção,
pois ela adora ler. Ela dorme na cama de cima do beliche
e sua mãe em baixo. A mãe, com a voz embargada
e lágrimas nos olhos, lembrou que há vários
anos passa o mês de dezembro longe do marido e dos
outros dois filhos mais velhos, apesar da Casa de Apoio
e seus moradores serem como sua segunda família,
sofre por não estar com os outros filhos.
Wenia, que tem oito anos, sofre de uma rara doença,
a FOB (Fibrodisplastia ossificante progressiva), que é
congênita, dolorosa, em que o corpo forma ossos que
imobilizam as articulações, restringindo a
mobilidade e comprometendo até a função
pulmonar do paciente. Por ocasião de nosso primeiro
contato com a Wenia, quando vieram participar da semana
feliz, os cuidados com a menina durante os passeios e hospedagem
foram grandes, para que ela não se machucasse, já
que não podia correr e qualquer queda por mais simples
que fosse, poderia comprometer seu quadro. Essa doença,
por ser raríssima (acomete uma em cada dois milhões
de pessoas) e pouco conhecida por médicos, foi inicialmente
diagnosticada de forma equivocada como câncer. Wenia
submeteu-se a sessões de quimioterapia durante um
ano e meio, indevidamente. O diagnóstico correto
e precoce teria feito toda diferença em sua vida.
O próprio procedimento inicial para diagnosticar
a doença, a biópsia, já foi um trauma
que levou à formação de um osso “extra”
no local afetado. E assim, sucessivamente, calombos aparecem
e formam pedaços de ossos confundidos com os normais,
porém eles se formam no meio de músculos e
ligamentos.
Após a vinda da menina a São Paulo, no complexo
do Hospital das Clínicas em associação
a um grupo dos Estados Unidos, que fornecia informações
de pesquisas avançadas e medicação
importada, a menina iniciou o tratamento específico
de sua doença. Enquanto cresce, Wenia parece se adaptar
à sua condição, com suas restrições
físicas e tenta ter uma vida mais normal possível,
ao lado da família e amigos. Apesar de todas as restrições,
é uma menina falante, sorridente e ... feliz! Foi
assim que a vimos e nos emocionamos com essa linda menina
e sua guerreira mãe, que faz o maior esforço
para proporcionar a melhor qualidade de vida e alegria possível
à filha. Não é conhecida a cura efetiva
e nem prevenção da doença. Os médicos
já comunicaram que a doença restringe progressivamente
a capacidade de andar e até de comer. A Dra. Patrícia
Delai (Associação FOP/Brasil) conseguiu que
o medicamento específico, que antes vinha dos EUA,
fosse agora fornecido pelo Hospital das Clínicas
SP.
Desde nosso último contato com a Wenia, graças
a D’us, a doença tem estado sob controle, com
aparecimento de alguns calombos e somente aumentou o enrijecimento
crônico do pescoço, o que a mãe percebeu
durante uma única noite e que os médicos explicaram
já ser o início da ossificação.
A pressão óssea ou posição incomum
durante o sono, podem acarretar formação de
ossos, por isso a menina tem cuidados noturnos redobrados.
Procedimentos cirúrgicos, injeções
musculares e até tratamento dentário comprometem
o seu quadro. Quando aparecem dores, a mãe já
lhe dá doses de corticóide e ministra antiinflamatórios
para alívio de sintomas cuidadosamente, para evitar
efeitos colaterais que possam prejudicar ou causar-lhe sofrimento.
Todos esses cuidados são acompanhados com muita perseverança
e fé. Ela reza e pede a D’us para que não
desampare a filha e lhe dê forças para suportar
toda essa luta.
A doença não afeta a capacidade mental. Wenia
tem bom rendimento escolar em sua cidade e na escolinha
da Casa de Apoio. Com cuidados especiais, ela brinca e tem
vários amiguinhos. Despedimo-nos com abraços
e sorrisos pedindo a D’us que ilumine os corações,
as mentes e as mãos de cientistas e médicos,
para que possam, o mais rápido possível, anunciar
a cura dessa doença e que Wenia possa ser uma das
primeiras a entrar nessa estatística tão aguardada.

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Reencontro
feliz
O Enzo Gabriel que mora em Vila Velha/ES,
é nosso amiguinho desde outubro/06, quando participou
dos passeios do Projeto Felicidade. Faz tratamento no Hospital
do GRAACC e mantém contato com o Projeto, inclusive
visitando nossa sede quando vem ao hospital em S. Paulo.
Desta vez veio para uma cirurgia marcada, mas por haver
uma outra criança em situação mais
urgente, a mesma foi adiada por uma semana. Sua mãe,
Sra. Ana Lúcia, ficou apreensiva por ter que esperar
mais oito dias, numa cidade onde não tem moradia
nem parentes.
Para uma criança de cinco anos, deslocar-se de sua
casa, seus brinquedos, etc., para vir a um hospital é
desanimador e perfeitamente natural que fique triste e incomodado.
A mãe fez de tudo para agradar ao menino enquanto
tentavam instalar-se na casa de apoio do GRAACC.
Os abraços, as lembranças, a integração
ao grupo amenizou seu corpo fatigado e ajudou a libertar
a tensão que tinham até aquele momento. Era
uma quinta-feira, que pela programação normal
do Projeto Felicidade, não incluia aquela atividade.
“Foi D’us que nos trouxe aqui e trouxe vocês
também”, disse a mãe. Aí foi
só brincadeira nas diversas atrações
do parque.
A mãe, que já lida com a enorme adversidade
dessa situação emocional, sentiu que não
estava mais sozinha na cidade. Os dias que se seguiram até
a cirurgia foram mais fáceis de suportar, poi 88s
já se sentiam mais entre amigos e o Projeto passou
a acompanhá-los por telefone.
Após a cirurgia, que correu muito bem, o menino saiu
da UTI antes do previsto e já no quarto do hospital,
queria sair para passear.
Com autorização médica, a mãe
levou o menino ao Jardim Zoológico, pois ele adora
animais.
Dias depois, o Projeto Felicidade foi fazer uma visita de
apoio ao Enzo, na Casa Ronald MacDonald, novas instalações
da unidade do GRAACC.
A casa bem localizada é ampla, com jardim e playground
na entrada, e acolhe crianças e adolescentes residentes
em outras cidades ou estados, e seus acompanhantes, enquanto
fazem tratamento no hospital.
Encontramos outras crianças que já passaram
pelo Projeto e algumas que freqüentam nossas oficinas
e brinquedoteca, semanalmente, no dia em que recebemos essa
casa de apoio em nossa sede.
Nosso amiguinho Enzo, devido aos medicamentos, sente muita
fome e lhe apetece comer muito arroz com feijão.
É isso que ele pede, até no café da
manhã. Por causa da recente neuro-cirurgia e com
pontos na cabeça, Enzo tem pouca sustentação,
por isso fica mais tempo no carrinho, mas logo poderá
andar.
O menino já é um vencedor, pois seu período
de doença dura quatro de seus cinco anos de idade.
Depois da primeira cirurgia para extração
de um tumor, fez químio, rádio, e ficou fora
de tratamento por três anos, até que veio essa
nova cirurgia.
O desafio do tratamento tem sido para essa mãe uma
mistura de incerteza e coragem – de aflição
e desafio. Todos os passos foram acompanhados com muita
luta, fé e determinação, e também
de incontáveis momentos alegres visíveis através
do brilho dos olhos e no sorriso do Enzo, seu único
filho.
Com esse clima alegre nos despedimos. A mãe disse
saber que pode contar com o Projeto para dividir a tristeza,
ter nosso apoio e novamente dividir a alegria da cura do
menino.

Ana Lúcia e Enzo
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Nosso
apoio à Janayna (falecida em 2007)
Visitei Janayna no Hospital das Clínicas
de Ribeirão Preto – USO/GACC onde foi internada
para duas cirurgias de retirada de tumores nos pulmões.
Mas uma terceira cirurgia foi necessária; os médicos
decidiram amputar sua perna, origem do câncer que
havia chegado aos pulmões. O Projeto então
se preocupou em tentar ajudar Janayna a recuperar sua auto-estima,
prioritária na resposta ao tratamento.
A doença de Janayna foi descoberta em plena adolescência,
fase de desenvolvimento físico e emocional e de grandes
questionamentos. Mas Janinha, como é carinhosamente
chamada pelos amigos, aprendeu a ser uma guerreira cheia
de esperanças, portadora de um sorriso contagiante
e de palavras que sempre elevam o ânimo de todos ao
seu redor. Como ela mesma diz, aprendeu “a tirar o
sofrimento de letra”.
Ao chegar na cidade soube que ela havia ido pela manhã
ao hospital para coleta de sangue e acabou sendo internada.
Fui direto para o Hospitalar da USP onde fui gentilmente
recebida pela Assistente Social, Tânia Liotti que
falou que Janayna estava arredia tendo sido internada contra
sua vontade. Vi uma menina deitada na cama com os olhos
marejados, triste e apática. Desabafou que aquela
internação inesperada tinha prejudicado seus
planos de receber o Projeto em sua casa. Argumentei que
o que importava era saber que ela estava sendo bem atendida,
que havia recebido os recados e beijos enviados pelas voluntárias
e direção do Projeto, e que era bom constatar
o quanto é amada por sua família e profissionais
que cuidam dela. Começou a mudar de humor mostrando-se
contente com a visita. Tentou desculpar-se por ter causado
má impressão. Imaginem essa menina maravilhosa,
ainda naquela situação, se teria motivos de
se desculpar de qualquer coisa!
Entendi perfeitamente seu comportamento, pois por mais otimista,
o fato de terem tirado uma parte dela, foi o ápice
de seu sofrimento. Janayna se prepara para ser Voluntária
do HC Criança; quer contribuir com seu tempo e experiência
para ajudar outras crianças.
Era visível a dor enquanto a medicação
era aplicada. Ficamos de mãos dadas e ela aos poucos
foi contando coisas de sua vida como se nós duas
estivéssemos num outro local, talvez um parque, banco
de praça, ou numa sala de visitas. Contou que terminou
o curso colegial e que teve que interromper o cursinho pré-vestibular
Falou sobre sua procura por notícias do Projeto na
internet, do quanto fala de nós para todos, do quanto
tudo foi tão divertido. Contou que era atleta na
escola, participava de jogos, teatro amador, de grandes
festas, e dos sonhos interrompidos pelo aparecimento da
doença e agora pela amputação da perna.
Reconheceu o amor que seus dois irmãos e os pais
lhe dedicam se revezando no hospital para que a única
filha e caçula não fique sozinha. Mostrou
ser movida por sentimentos puros e solidários. Falou
da mudança de alguns de seus sonhos, mas que os novos
também vão lhe dar prazer em realizá-los
no tempo certo. Abrimos os presentes que o Projeto lhe enviou
sem poupar agradecimentos.
Permanecemos juntas durante horas que pareceram minutos
e eu não conseguia deixar aquela jovem, mesmo sabendo
que começava a anoitecer com chuva lá fora
e que naquele horário eu já deveria ter saído
do hospital. Parti daquele cenário que sempre vai
me lembrar dor, porém vai lembrar também que
o pior já passou, agora é esperar pela cura
da nossa protagonista real, a Janayna que nos alegrará
contando a realização de cada um de seus sonhos.
Apesar do longo caminho até o aeroporto, onde eu
pensava ter perdido o avião, e não sabia se
haveria outro vôo naquele dia, não sei explicar,
mas mais uma vez D’us me ajudou, pois o vôo
estava atrasado, parecia esperar por mim, - como se tudo
e todos tivessem conspirado a nosso favor.
Maria Lúcia Fonseca Caetano – Voluntária

Janayna (esq.)com sua amiga
Andréia
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Visita
a hospitais
A ação do Projeto Felicidade
vai muito além de uma semana de felicidade para as
crianças e famílias que participam dele. Além
da troca de correspondência que fortalece o elo constante
de amizade e carinho, as festas de aniversário levadas
aos lares, ou o esperado encontro anual no Parque, o Projeto
faz visitas aos hospitais onde se encontram internadas.
Jéssica tem 10 anos e é uma das crianças
que recebem a visita do Projeto. Chegou de Manaus em setembro
de 2004 para fazer tratamento em S. Paulo, já que
sua cidade não possui hospital estadual especializado
em oncologia pediátrica.
Na região central de seu cérebro foi descoberto
um tumor que já estava afetando a hipófise
e sua visão. Jéssica e sua mãe, Florinéia,
tiveram que deixar um bebê de 8 meses com o pai para
vir para cá. Ficou internada durante 10 meses. Quando
obteve sua primeira alta de alguns dias participou da semana
de “Felicidade” no Projeto, de 16 à 20
de maio de 2005. Voltou a Manaus por 45 dias, retornando
novamente a S. Paulo para mais alguns meses de internação.
Sempre que Jéssica se encontra internada em S. Paulo,
o Projeto vai visitá-la, fortalecendo seu otimismo
na cura da doença, sempre acompanhando sua trajetória.
Hoje ela vem a cada dois meses para fazer exames. Espera-se
que em breve a manutenção do tratamento passe
a ser feita a cada seis meses e depois, uma vez ao ano.
Sempre que solicitadas, seja por meio de cartas ou telefonemas,
as voluntárias vão aos hospitais. Presentes,
carinho, e bom humor são os ingredientes que levam
na bagagem, além de um abraço, uma boa palavra
e um sorriso de solidariedade que nestas horas fazem toda
a diferença.

Kaique e Carlos Gustavo, que
se encontram internados no Hospital Albert Einstein,
após terem feito um transplante de medula, receberam
as voluntárias Dirce e Lydia.
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Visita
a Luana
Visita realizada
para Luana Rose, 8 anos, dia 25 de setembro,
em Francisco Morato
Era uma casa modesta. A mãe nos
esperava no portão e de pronto nos contou que Luana
estava muito ansiosa nos esperando, apesar de sua perna esquerda
quebrada (durante uma fisioterapia, pode???).
Ao entrarmos vimos uma menininha linda, morena, olhar meigo,
sentada no sofa. Seus olhinhos brilharam quando nos viu. Tremia
de alegria.
Dos presentes que levamos, selecionados pela Tia Marli, dois
lhe chamaram a atenção.
O livro “A Professora Maluquinha”, do Ziraldo,
pois, segundo ela, sua professora estava lendo-o em classe
e agora ela poderia fazê-lo também em casa, conhecer
a história por completo.
A boneca Barbie, que foi o céu para Luana, principalmente
quando colocamos a pilha e seu vestido começou a girar,
refletindo o brilho nos olhos de Luana.
A mãe, Márcia, nos contou que Luana coloca na
cama todos os brinquedos que ganha, inclusive já caiu
dela durante a noite por causa disso.
Com Luana nos braços, a mãe nos mostrou sua
casa, construída nos fundos da casa da avó.
O quartinho de Luana é dividido com a irmã.
Os brinquedos estão lá, tudo bem limpo e arrumado.
Fomos muito bem recebidas, tinha até café com
bolo feito pela avó.
É uma família bem unida, dando muita força
para a pequena guerreira.
Sentimos que fizemos nossa parte, nesse momento que ela precisa
de muito amor e carinho para sua recuperação.
Retornamos na certeza de ter cooperado um pouco com essa melhora.
Foi uma experiência marcante em nossas vidas e jamais
vamos esquecer aquele rostinho e aquele sorriso.
Voluntárias:
Ione Cristina Sertori e
Cleuza Di Napoli Rodrigues

Luana e Cleuza
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Veja
abaixo nossos projetos: |
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