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Parabéns
A iniciativa de comemorar o aniversário
das crianças foi adotada em caráter permanente
quando uma criança enviou uma carta ao Projeto agradecendo
pela semana vivida. Ao mesmo tempo comentava que seu aniversário
estava próximo, mas que não tinha coragem
de pedir um bolo para sua mãe, já que o pouco
dinheiro que ela obtinha era para comprar comida e remédio
(e que talvez mal daria para isto). Então, o primeiro
“Kit Festa” foi levado de surpresa para ela
e a idéia foi implantada no Projeto.
O Kit Festa leva balões, guloseimas, bolo, refrigerante
e presentes a todas as crianças que moram em um raio
de 80 km de distância de S. Paulo.
Existe o elemento "Surpresa" já que tudo
é combinado com antecedência com os pais ou
responsáveis pela criança, sem que ela saiba
de nada.
Ao abrir a porta..."Feliz Aniversário!"
Um gesto simples vivenciado por muitas famílias,
mas que para estas crianças ganha uma dimensão
muito mais ampla: a de que não foram esquecidas.
Turma do Kit Festa:
"Se para eles é uma surpresa
receber a gente, para nós muito mais, principalmente
por sentir que fazemos algo além da semana de Projeto,
mostrando o quanto são importantes e que sempre serão
lembradas!" |
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| Vesta
de Aniversário para Lucas: 11 anos
Ao passarmos lentamente pela rua onde
mora o Lucas, chamou-nos atenção a garagem
de um dos sobradinhos, pois estava repleta de enfeites e
um grande vaso de girassóis artificiais. Era justamente
a casa de nosso aniversariante. Logo depois vimos o Lucas,
seu irmão e um amiguinho brincando no quintal, e
ao perceber a van do Projeto, gritou pela avó para
abrir o portão. Veio então uma senhora sorridente
nos receber, convidando-nos a conhecer sua casa, que é
própria, boa, limpa e arrumada, com fotos dos netos
por todos os cômodos, inclusive algumas do Projeto
(do passeio e da festa anual), entre seus trabalhos manuais
e muitas flores artificiais.
A conversa com o aniversariante foi animada, e ele nos contou
que adorou o hotel, o buffet, as palhacinhas, o Parque da
Mônica, o Parque da Xuxa e o Hopi Hari. Ele sabe que
é um menino de sorte, pois conseguiu em seu passeio,
visitar as maiores atrações infantis que nossa
cidade oferece. Pelo entusiasmo de suas palavras, percebemos
que isso vai ficar em sua memória por muito tempo.
O Lucas é um menino muito bonito, bem falante e gosta
de estudar. Só falta à escola quando está
no hospital e durante o tratamento mais intenso teve muita
compreensão dos professores e colaboração
dos colegas. Cantamos o “Parabéns a Você”
e o Lucas abriu os presentes. Gostou de tudo.
A situação econômica da família
é razoável, pois a tia do Lucas, filha da
Dona Dora e que mora com eles, ajuda na despesa com as crianças
e a empresa onde ela trabalha auxilia doando alimentos.
É mesmo uma guerreira, pois infelizmente os pais
dos meninos não ajudam e nem visitam as crianças.
Desde que o Lucas adoeceu, foi a avó que já
o criava, quem sempre o acompanhou na luta contra a doença.
Após a cirurgia para a extração de
um tumor maligno, o Lucas teve muitas dores, perdeu duas
costelas, ficou com problemas de locomoção
durante um bom tempo, e ainda tem certa limitação
em sua vida. Os meninos ganharam bicicletas, mas o médico
do Lucas, o Dr. Sérgio Petrilli ainda não
o liberou para andar de bicicleta e nem ir à praia.
O menino, dono de um sorriso afetuoso e contagiante, sempre
com o cuidado necessário, aproveita ao máximo
as atividades liberadas como freqüentar a escola, jogar
bola, brincar com os amigos e parece muito feliz. Seu irmão,
o Samuel, quando tinha três anos foi abandonado. Alertada
por conhecidos, a avó foi buscá-lo e passou
a cuidar dele também, pois já tinha o Lucas
com ela. O neto caçula, por causa desse episódio,
ficou traumatizado pelo medo do abandono e perdeu a fala
por um tempo. Hoje já se comunica quase normalmente
e faz acompanhamento psicológico. Com o grande amor
e dedicação dessa avó, sabemos que
os dois meninos vencerão seus problemas e crescerão
saudáveis e dignos. A avó reconhece que o
GRAACC tem um papel muito importante em sua vida e é
muito agradecida a todos de lá, principalmente ao
médico que operou o Lucas, o Dr. Alexandre, que apelidou
o menino de “Pipoca”. Várias vezes, durante
nossa visita, a Sra. Dora citou o nome do Dr. Sérgio
Petrilli, mostrando o quanto é boa a relação
médico/acompanhante.
O tratamento do Lucas está sendo muito bem correspondido
e ele está em manutenção quadrimestral.
Na despedida, a simpática avó nos encheu de
recadinhos e palavras bonitas destinadas ao Projeto Felicidade.
Retornamos à nossa sede para deixar mais este relato.
Por: Maria Lúcia
Fonseca Caetano – Voluntária

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Duda:
um sorriso contagiante
Festa realizada
para Maria Eduarda, “Duda”
Nascimento: 19/01/2000 - 7 anos
Por Maria Lúcia da Fonseca Caetano - Voluntária
Num bairro afastado da capital, numa casa
simples de dois andares, fomos levar uma festa de aniversário
para a Maria Eduarda. Já havíamos encontrado
seu pai na rua principal, e ele reconheceu nossa van e nos
indicou a entrada da viela onde mora. Lá estava a
mãe da Eduarda, Sra. Marcela, sorridente, gesticulando
e falando alto para chamar os vizinhos. Eles foram se aproximando
da casa e o pai subiu as escadas para buscar a menina, que
trouxe nos braços, pois a mesma não caminha.
Duda, como é chamada, foi colocada numa cadeira de
rodas e assim pudemos ver uma menina linda, de olhos azuis,
sorridente e meiga. A menina tem um pequeno problema de
dicção, mas se faz entender e compreende tudo
o que ouve, pois é muito esperta.
Quando abrimos os pacotes de presentes e doces, a mãe
colocou uma espécie de mesa atrelada à cadeira
e a menina ia pegando em suas mãos cada objeto com
sorrisos e observações de contentamento. Reconheceu
a boneca Barbie, alguns joguinhos, adorou a calça
comprida, o camisão, o conjunto de shorts, tudo em
branco com detalhes em rosa pink, sua cor preferida. Até
a numeração o Projeto Felicidade acertou,
pois era o seu manequim. Abrimos alguns joguinhos e casinha
de boneca e brincamos juntas, e ainda colorimos as revistinhas
e a Duda escolhia as cores, que conhece bem.
A menina pediu que a avó buscasse a boneca Kika que
já é sua companheira desde março do
ano passado, quando participou do passeio do Projeto. Na
época, o casal sofreu muito com a doença da
menina e estava estressado há algum tempo, mas aquela
semana de convivência familiar fez com que esquecessem
os problemas, dissipou qualquer problema conjugal e hoje
ela até está grávida de três
meses de seu segundo filho, fato que também atribui
ao Projeto.
O pai continuou freqüentando nossa sede onde fazia
o curso de inglês, que precisou interromper por necessidade
de sua presença no trabalho, mas pretende voltar,
pois acha que irá ajudá-lo a crescer na profissão,
já que a loja de bebidas importadas onde trabalha
recebe vários turistas. Também pretende fazer
um curso de somelier.
A menina nasceu linda e perfeita e aos seis meses apareceu
um tumor na barriga. Fez cirurgias, transplante autólogo,
sendo que em uma das internações entrou com
todos os sentidos no hospital e saiu sem visão e
locomoção. Duda gostou dos livrinhos, pois
está iniciando a alfabetização na escola.
Ainda tem problemas de coordenação motora,
principalmente nas mãos, e não consegue alimentar-se
sozinha.
Em nossa visita Duda sorriu e cantou músicas que
adora. A mãe viu um jornalzinho no GRAACC e mostrou
para a menina que logo identificou ser do Projeto e lá
viu foto de sua cantora preferida no show no Parque da Mônica,
em nossa festa anual. Infelizmente elas não puderam
comparecer, por causa do tratamento da menina.
A Sra. Marcela elogia muito o GRAACC e se mostra muito agradecida
ao atendimento daquela instituição, tendo
inclusive morado lá alguns meses para acompanhar
a filha na fase mais crítica.
Após cantarmos “Parabéns a você”
Duda pediu que o primeiro pedaço de bolo fosse dado
ao pai e continuou indicando as demais pessoas, deixando
para o fim, num clima de suspense, o pedaço destinado
à mãe. Tudo isso numa brincadeira espontânea.
Com o auxílio da avó, comeu bolo e doces;
com seu bom apetite se alimenta muito bem. Todos os presentes
se divertiram enquanto o pai fotografava e filmava a festa.
Esse dia feliz ficará na lembrança não
só da Duda e sua família, mas também
registrado na memória das pessoas do Projeto Felicidade
e em nosso arquivo, através deste relatório.

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| Visita
a Willian Adriano
Voluntárias:
Lúcia, Lotte e Diva
Num bairro afastado, na divisa de Osasco,
em um barraco de uma favela encostada na rodovia, mora a
família do Willian que tem dois irmãos mais
novos e uma irmã casada com um filho, além
da mãe e do padrasto. O chão da casa é
metade de cimento e metade terra batida, coberta por pedaços
de forração de tecido, tipo carpete. Fomos
recebidos pela irmã Érica, que esqueceu de
avisar o pessoal do Projeto Felicidade que naquele dia seu
irmão teria fisioterapia no ITACI, portanto, mesmo
confirmada a nossa visita, quando chegamos o aniversariante
não estava lá.
Conversando com a família, principalmente com o padrasto
do Willian, achamos que não poderíamos simplesmente
deixar o kit festa, pois esse menino realmente precisava
de nossa visita. Eu particularmente já o conhecia
de um dos dias do passeio do Projeto em que acompanhei aquela
família e vi nela necessidades além de financeiras,
de apoio, carinho e compreensão. A estrutura social,
cultural e econômica já existente foi em muito
abalada com a doença do menino.
O Willian era uma criança sadia, adorava jogar bola
e dançar. De repente se viu sem locomoção
e isso lhe trouxe muita revolta.
O padrasto comentou que após o passeio do Projeto,
o ambiente familiar melhorou e compartilhavam vários
momentos de alegria quando contavam aos vizinhos e demais
familiares os acontecimentos da semana, a hospedagem no
Hotel Mofarrej, o carinho, atenção e até
os conselhos que os Voluntários do Projeto deram
à família.
A ínfima renda familiar vem do trabalho do padrasto
que vende água e biscoitos na estrada, que é
um homem muito trabalhador e que só dá bons
conselhos aos enteados. O Willian recebe o auxílio
doença e acha que por ser fruto de seu sofrimento,
nada deve dividir com a família. Aí os problemas
aumentam.
Quando o Willian chegou radiante vimos pelo sorriso do menino
que fizemos bem em esperar. Recordou cada dia da semana
de passeios.
A mãe contou a alegria que tinha a cada dia quando
um voluntário visitava o hotel à noite. Falou
da paz que sentiu com a natureza ao seu redor na Colônia
dos Lagos.
Contou que quando morava no nordeste era ainda mais pobre
e que nunca tinha se sentido “gente” na vida,
até aquela semana.
O Willian estuda no período da tarde e depende de
alguém para empurrar sua cadeira de rodas até
a escola. Ouvimos um diálogo dele com a irmã
Érica, dizendo que naquele dia não poderia
levá-lo à escola e que não tinha importância,
pois o Willian só teria três aulas.
O menino insistiu em ir à escola contando que além
das aulas seria entregue material escolar. Com certo jeitinho,
entramos na discussão explicando que mesmo que fosse
uma só aula, já era motivo para não
faltar. Percebemos que o Willian quer mesmo estudar.
Ele tem esperança em voltar a andar e diz que faz
de tudo para não perder uma só sessão
de fisioterapia, pois sabe da importância da mesma.
Ficamos satisfeitos em ver que o menino quer progredir em
todos os sentidos de sua vida.

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Isabela
curte momentos de festa e alegria
Isabela de Oliveira,
9 anos
Voluntárias: Lúcia e Dirce
Festa realizada em 18 de janeiro de 2007
A Isabela passou pelo Projeto Felicidade
durante cinco dias de passeios no mês de agosto de
2006 e gostou tanto que no mesmo ano ainda participou de
dois eventos: Festa Anual das Crianças no Parque
da Mônica e Show Disney/Casas Bahia no Anhembi.
O correio também é um de nossos elos, pois
a Isadora mantém periódica correspondência
conosco. Como é uma menina de muita sorte, a Isadora
já iniciou o ano de 2007 ganhando uma festa surpresa
pelo seu 9º aniversário.
O Kit Festa foi à sua casa para levar bolo, doces,
refrigerantes, brinquedos, roupas, e o mais importante –
na bagagem havia também amor, carinho e atenção
de nossas voluntárias.
A mãe combinou com o Projeto dia e horário,
mas não avisou a Isadora, que estava na casa vizinha
quando chegamos. Assim que a mãe a chamou, vimos
uma menina linda, correndo e chamando seus amigos para verem
nosso carro e as voluntárias.
Ela não esperava a Festa Surpresa e nem ganhar tantos
presentes, mas adorou todos, e várias vezes mostrou
sua alegria enquanto estávamos lá.
A mãe da Isadora, Sra. Rachel, contou-nos que aquele
era realmente um dia feliz por duas razões: uma era
a nossa visita; a outra era a notícia recebida naquela
manhã, de que a Isadora só teria mais uma
sessão de quimioterapia do tratamento previsto no
Hospital ITACI, e a mesma seria ainda neste mês de
janeiro. Depois, a menina entrará em manutenção.
A doença foi diagnosticada há oito meses e
foram dias de muita tristeza, dor e desespero, conforme
a mãe nos contou. A menina sente sérios efeitos
colaterais após as quimioterapias e não tem
apetite algum. Na escola onde estuda na segunda série
era boa aluna até ficar doente, e como ficou abalada
também emocionalmente pela perda de cabelos, mesmo
com insistência da professora, deixou de estudar.
Logo que conheceu o Projeto Felicidade Isabela ganhou ânimo
e voltou para a escola, e mesmo tendo perdido várias
aulas, prestou exame para tentar recuperar o ano. Nesse
exame ela teve ótimo desempenho e foi aprovada para
cursar a 3ª série na escola do SESI.
Os folhetos referentes aos cursos ministrados na sede do
Projeto Felicidade vieram a calhar, pois sua mãe
já havia mostrado interesse com o marido, e agora
com as informações impressas, ela pretende
se inscrever para participar dos mesmos.
A Isadora ainda se preocupa com a aparência, por isso
não tira o boné da cabeça de maneira
alguma, apesar de ser linda e já ter cabelos curtos
e bonitos. Ela quer o registro dos momentos felizes que
passamos em sua festa, por isso vai escrever ao Projeto
para pedir cópia das fotos que tiramos.
Na casa alugada, nos fundos de outra, mas em boas condições
de moradia, localizada num bairro próximo ao centro,
havia além da aniversariante, o seu irmão,
mãe, vizinhos, duas voluntárias, o motorista
e o fotógrafo do Projeto Felicidade.
Comemos, bebemos e nos divertimos, pois a Isadora levou
todos os brinquedos para seu quarto e nos convidou para
brincar com ela. Jogamos, brincamos com a boneca Barbie,
a casinha da Barbie, bichinhos, etc.
Quando terminou nossa visita, as meninas ficaram no quarto
da Isadora e seu irmão levou os meninos para o quarto
dele para brincarem com os jogos. Até a cachorrinha
estava feliz e corria pela casa abanando o rabinho.
Maria Lúcia
da Fonseca Caetano - Voluntária
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Em agosto deste ano eu e Lídia
visitamos Roberta. Além de nossa convivência
com a menina durante o passeio de cinco dias, ela já
havia recebido nossa visita em seu aniversário. E
assim continuou nosso contato, já que a Roberta,
sua mãe e irmãos freqüentam nossa sede
onde fazem cursos e usam a brinquedoteca.
Hoje viemos para uma visita de apoio, pois a Roberta brevemente
fará uma cirurgia neurológica e, como anda
desmotivada, sem vontade até de se alimentar, a mãe
pediu nossa ajuda. Foram dias de muito estresse, pois além
da doença, passaram por problemas com o convênio
médico; e mesmo com a intervenção da
própria médica do Hospital Darcy Vargas, Dra.
Maria Lídia, a empresa se negou a cobrir a cirurgia.
A médica, já conhecida por nós por
seu grande desempenho e espírito humanitário,
entrou em contato com o Hospital Albert Einstein que fará
a cirurgia. A mala da Roberta já está arrumada
e a mãe fica ansiosa cada vez que o telefone toca
achando que é o hospital para marcar o dia.
Talvez pela fase da doença e porque nessa idade já
entenda os riscos de seu tratamento, a Roberta passa por
uma fase difícil e de tristeza. A mãe se esforça
no preparo de diferentes receitas que a família devora
mas para Roberta, nada apetece. Explicamos o quanto é
importante que ela se alimente, principalmente para enfrentar
a cirurgia e sua recuperação. O desânimo
também está na vida escolar, pois Roberta
nos confessou que não gosta de ir à escola.
Poucas coisas lhe dão alegria, entre elas participar
da festa anual no Parque da Mônica e frequentar os
cursos com sua família na sede do Projeto, principalmente
o de informática.
Levamos à Roberta o bauzinho de madeira que pintou
e havia deixado na sede para que secasse. A mãe também
deixou uma bandeja inacabada no Projeto e assim que a Roberta
estiver restabelecida, a família continuará
freqüentando a sede.
Por ocasião da semana em que participou de nossos
passeios Roberta estava muito debilitada e por este motivo
não conseguiu se divertir nos brinquedos do Hopi
Hari. Desde então, pelas fotos que viu, pelas manifestações
dos irmãos e demais pacientes, ela tem muita vontade
de retornar ao parque, desta vez para aproveitar as atrações.
Após essa visita onde deixamos alguns presentes,
voltamos otimistas torcendo para que tudo dê certo
para Roberta e sua família, que é mais uma
de nossas assistidas.
Por Maria Lúcia
da Fonseca Caetano – Voluntária |
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Jonathan,
12 anos
Voluntárias: Lúcia
e Sheila
Fevereiro de 2006
Após o período
de férias do Projeto, já estávamos
com saudades dos olhinhos brilhantes, dos rostinhos sorridentes
e já precisávamos renovar em nós um
pouco dessa fonte viva de energia que todas as crianças
possuem.
Nossa primeira visita do ano foi a uma ampla casa, localizada
numa das mais importantes avenidas de Osasco, onde fomos
recepcionados por uma carinhosa avó, a Sra. Lázara,
que logo chamou Jonathan. A família é composta
pelo menino, a avó e a mãe que não
foi à festa, pois estava trabalhando.
Logo se percebe que Jonathan é a única criança
da casa e o quanto é paparicado, com a sala repleta
de fotos do menino, em várias fases de sua vida,
inclusive com a camiseta do Projeto Felicidade, onde ele
aparece com um largo sorriso. Ao lado há um certificado
de conclusão de um curso de desenho patrocinado pela
Prefeitura Municipal, e segundo a avó, o Jonathan
mostrou ter talento para o desenho.
O Jonathan teve LLA (Leucemia Linfóide Aguda) com
sete anos e depois de intenso tratamento já não
toma remédios. A manutenção é
semestral no ITACI e seu último retorno foi em setembro
do ano passado.
Conversamos, cantamos e na hora do bolo, o Projeto Felicidade
parecia ter adivinhado que o aniversariante não gostava
de bolo de chocolate, já que levamos um delicioso
bolo de creme com chantili. Após o bolo, fomos convidados
a conhecer o quintal que fica na parte posterior da casa,
que é alugada pela família.
Vimos então uma inacreditável área
verde com um pomar e uma horta, de onde a família
tira parte dos alimentos fresquinhos que consome. Admiramos
a natureza presente ali, em pleno coração
de uma movimentada cidade, no meio de altos prédios
e comércio. Tranqüilidade e paz que certamente
acompanharão o crescimento e a cura de nosso aniversariante.
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Vitor,
8 anos
Voluntários: Lúcia e Joaquim
Fevereiro de 2006
Ao descermos da van, vimos uma senhora chorando
que nos convidou a entrar. Era a avó do Vitor, a
Sra. Tiana. Chorava de emoção, dizendo que
é muito sensível e que nossa presença
em sua casa recordava momentos felizes do Projeto Felicidade,
mas também lembrava o motivo pelo qual nos conheceu:
a doença do Vitor.
Vitor é um menino super simpático e bonito.
Mora com os avós, já que dispõem
de mais tempo para acompanhar seu tratamento. A avó
referiu-se ao Vitor como seu “companheirinho",
pois são muito unidos. Na casa nos aguardavam alguns
vizinhos, amiguinhos, a mãe, todos os irmãos
do Vitor e uma tia. A avó nos mostrou fotos, várias
do passeio no Projeto. Nessas fotos o Vitor aparecia sem
cabelos, hoje só tem uma pequena falha na nuca, mas
uma farta cabeleira.
Desta vez cantamos duplamente a música “Parabéns
a você”, pois além do Vitor, lá
estava sua irmã gêmea, a Isabela. Cada um dos
aniversariantes ganhou seu kit de presentes.
Percebemos pela maneira que a mãe falava com ela
e pelos comentários das outras crianças presentes,
que a Isabela é uma garota cujo olhar pede mais atenção
e carinho, talvez porque é cobrada dela mais responsabilidade
que seus 8 anos permitem.
A menina mora com a mãe, o padrasto e mais três
irmãos (uma de 6 anos, um de 2 anos e um bebê
de 6 meses) numa casa perto dali. O sonho dela é
morar também com a avó e o Vitor, mas a mãe
precisa de sua ajuda para cuidar dos irmãos e nos
serviços da casa, pois trabalha fora, num posto de
gasolina. Essa menina linda tem um sorriso meigo ou triste
(não consegui identificar). Talvez por ter uma ligação
muito grande sendo gêmea do Vitor, quando o irmão
ficou doente, a Isabela apresentou alguns sintomas e comportamento
que foram diagnosticados como de ordem psicológica,
sendo que os médicos aconselharam um tratamento especializado.
Às vezes ela também vai ao hospital para consultas,
tendo sido inclusive atendida pelo Dr. Sergio Petrilli,
o medico do Vitor.
Em relação ao hospital do GRAACC, a Sra. Tiana
só tem elogios. Começa na faxineira e vai
até o Doutor esse carinho e educação.
“Agradeço a D’us em primeiro lugar, aos
médicos em segundo, e ao Projeto Felicidade em terceiro,
pela atenção, apoio, alegria e força
para lutar e ver meu neto curado”. O Vitor que vai
ao hospital a cada dois meses é apaixonado por todos
de lá.
Uma tia do Vitor, presente na festa, nos contou que por
ser cabeleireira, ao cortar os cabelos do sobrinho quando
ele tinha cinco anos, notou um caroço que lhe chamou
a atenção. Após indagar à família
se ele havia caído ou batido a cabeça, e ouvindo
uma resposta negativa, comentou com a avó do menino
que o levou imediatamente ao médico, descobrindo
o tumor. Essa avó guerreira largou tudo, inclusive
seu trabalho, para acompanhar a fase mais penosa do tratamento.
Hoje ela só trabalha duas vezes por semana como faxineira
e leva o Vitor com ela, enquanto seu marido trabalha como
motorista de ônibus para manter a casa, sendo que
mesmo pobres, esses avós ajudam na criação
dos netos.
A casa da Sra.Tiana está em reforma, por isso muitas
roupas, objetos e brinquedos estão encaixotados.
O único brinquedo do Vitor que está fora das
caixas é o boneco Kiko, pois é seu inseparável
amiguinho.
A Sra. Tiana nos contou que se sentiu como se fosse a própria
Hebe Camargo, pelo tratamento de luxo e mordomia recebido
na semana de Projeto.
Nossa despedida foi acompanhada de promessas: O Vitor se
comprometeu a escrever para nos manter informados sobre
suas conquistas de saúde e pessoais. Prometemos enviar
as fotos da festa e convite para a festa anual.
Finalmente conseguimos deixar aquela casa com mais uma surpresa,
desta vez para nós. A avó do Vitor apareceu
com dois vasinhos de flores, e os ofereceu a mim e ao voluntário
Joaquim. |
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Veja
abaixo nossos projetos: |
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