Felicidade: estatísticas otimistas

Universitários de diversas áreas têm escolhido o Projeto Felicidade como tema de graduação. Trouxemos aqui uma pequena amostra do trabalho de Bruna que descreve a contribuição do Projeto Felicidade no processo de recuperação do paciente onco-pediátrico do Hospital Amaral Carvalho, da cidade de Jaú.

Bruna Carolina Bonalume
Formada no Curso de Serviço Social pela UNIFAC -
FIB’S Faculdades Integradas de Botucatu
“Serviço Social e Câncer Infantil:
a Felicidade como Prescrição”.

Amostragem
A pesquisa foi realizada com 51 acompanhantes dos pacientes que participaram do Projeto no período de 2004 ao primeiro semestre de 2006, e executada nos meses de junho e julho de 2006 sendo utilizada uma amostra não-probabilística intencional.

Perfil:

Verificou-se que 41,17% dos pacientes participantes do Projeto estão na faixa etária entre 6 e 10 anos, sendo que destes 21,57% são do sexo masculino e 19,61% do sexo feminino. Dos acompanhantes entrevistados 86,28% são mães dos pacientes e apenas 7,84% são pais. 37,27% são da cidade de Bauru e 23,53% de Botucatu. 54,92% dos entrevistados não trabalham e 9,80% estão trabalhando no comércio, são autônomos ou são funcionários públicos. Quanto a renda familiar mensal constatou-se que 50,99% dos entrevistados recebem de 2 a 4 salários mínimos onde destes 27,46% das famílias são compostas por 2 a 4 membros e ainda 31,37% possuem renda de até 1 salário mínimo.

Sentimentos:
Observou-se que 74,52% dos entrevistados relatam que o sentimento em relação ao diagnóstico do paciente é o medo da perda e 7,84% referem-se à insegurança e revolta, respectivamente. Destes, 66,67% continuam com o mesmo sentimento de quando diagnosticada a doença, dizem que a dificuldade de mudança está no medo de não ocorrer a cura. Constatou-se que 33,33% dos entrevistados superaram o sentimento em relação a doença tendo como fator o apego à religião e 25,64% atribuem à segurança no tratamento. Verificou-se que das mudanças ocorridas no convívio familiar 54,91% provocaram a união da família e em apenas 3,92% provocou o afastamento. 42,86% deixaram de freqüentar a escola e 31,65% deixaram de realizar passeios. 44,83% dos entrevistados deixaram de trabalhar em virtude do tratamento.

O Projeto como Prescrição:
34,40% dos entrevistados e pacientes gostaram dos passeios em parques temáticos. 28,43% manifestaram que o Projeto Felicidade contribui para o fortalecimento da auto-estima, para 24,52% dá força, esperança e confiança para continuar o tratamento e para 21,57% estimula a motivação. 41,28% declaram que o Projeto fortaleceu a família. Algumas declarações colhidas por Bruna durante as entrevistas: “Foi o máximo, não tem o que dizer, foi maravilhoso. Meu filho estava feliz e isto me deixava feliz”; “É tudo maravilhoso, nunca imaginei que tivesse tanta gente boa, tanta gente envolvida”; “Meu filho passou a acreditar que a viagem era um presente dele para a gente, principalmente para mim que estou ao lado dele, ele ficou muito feliz com isso, voltou mais animado e mais confiante”; “Foi importante porque meu filho estava passando por uma fase muito difícil, estava desanimado, não tinha alegria e já não queria continuar o tratamento, então a doutora prescreveu durante a consulta ‘Projeto Felicidade’ ...na volta parecia que tinha tomado uma injeção de ânimo, melhorou muito, até meu outro filho que antes ficava com ciúmes passou a compreender melhor o tratamento.”

Bruna registrou que o contato do Projeto com as famílias após a semana é muito importante: “Minha filha sabe que estão lembrando dela. Faz aniversário no dia 3 de maio e no dia 3 de maio abri a caixinha do correio e tava lá a cartinha com um cartãozinho do Projeto: ‘Mãe, eles não esqueceram de mim!’”

Para outro: “Não foi uma viagem e acabou, não, porque isso vai fazer parte da vida da gente. Enquanto eu viver vou lembrar”.

 
 
 
Imprimir Voltar Topo


 
      Contato Cadastro      
Projeto Oficinas Depoimentos Fotos Notícias Parceiros Voluntariado Colônia