O Sorriso

Alberto Edmond Dwek

Aprendizado constante

Marina: uma semana encantada

Homenagem a nossa voluntária Huguete Miffano

Uma visita especial

Vale a pena viver

Adriana Azar: Seis anos no Projeto

Gente ajudando gente!

Visita aos Hotéis

Kit Festa:
Ygor Leonardo Silva - 11 anos

Projeto Felicidade:
Lição de vida

Projeto:
Um aprendizado constante

Voluntária:
Yvonne C. Boschi

Huguette Mifano:
paixão pelo Projeto

O Cantinho da Ieda

Sima, a “Mascote” do Projeto

Voluntário da Gol
Por Charles Ernest Owens

Confissão de Voluntária
Por Tatiana Pierri

De Voluntária à Parceira
Denise Mirocznik Wladimirski

Um Palhaço chamado Pipoca (in memorian)

 
 

O Sorriso

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Toda terça- feira é especial. Todos ansiosos para pegar a estrada…A chegada na colônia de S. Lourenço da Serra é sempre uma festa. A beleza do lugar encanta a todos!

De manhã: pedalinho, charrete, os bichinhos, o parquinho… Longas conversas em frente ao lago. Histórias maravilhosas de esperança e fé.

Depois do almoço, um breve descanso… A mesa com as pedras, contas e fios está pronta e as mães, avós, tias e até pais se unem para começarmos a aula de bijuteria da Tia Marli.

Quando olham os chaveiros que vamos fazer, os comentários são sempre os mesmos: “É muito difícil”, “não entra na minha cabeça”, ou “eu não vou conseguir”.

E a aula começa…

A cada pedra colocada, os rostos começam a se modificar. Todos querem mostrar como seu trabalho está ficando lindo.

E, ao final, quando o chaveiro está pronto, vem a recompensa naqueles sorrisos de satisfação de ter vencido o desafio, de observar que “foi fácil”, “entrou na minha cabeça”, “eu consegui!”.

Naquele momento foram vitoriosos. Quando a primeira pessoa sorri, comento que estava esperando por ela. E, como mágica, uma a uma começa a sorrir o mesmo sorriso: o do coração.

Quando terminam estão com outra feição, absolutamente encantados com o resultado de seu trabalho.

Na nossa despedida, no final do dia, levam consigo os chaveiros e pulseiras como um troféu.

Sempre agradecidos, vão embora levando aquele sorriso que compartilharam entre si, de que foram capazes de realizar algo que para eles era quase impossível.

São vencedores de mais uma batalha em suas vidas.

Por Ione Cristina M. Sertori
Voluntária da terça- feira

 

 

Alberto Edmond Dwek

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Alberto Edmond Dwek

Alberto atuou na área bancária, morou dois anos em Nova York e hoje se dedica ao trabalho voluntário.

“Comecei no Projeto através do Rabino Alpern e sua esposa Yael. Fiquei muito interessado e acabei fazendo contato com a Flávia, diretora Geral do Felicidade onde me tornei voluntário há quase dois anos.”

Alberto também é voluntário do Ten Yad, às quartas-feiras, no Breshopping ajudando a triar doações e colocar preços através dos códigos de barra.

“Sempre gostei de me ocupar e realizar muitas coisas. É uma satisfação enorme poder estar ajudando as pessoas.”

Quanto a seus sentimentos em relação a sexta-feira, dia em que é voluntário no Projeto, fala que é marcado pelos últimos momentos destas famílias, após uma semana de felicidade. Alberto diz que normalmente sente uma certa tristeza ao vê-las partir:

“Cada uma tem uma história para contar, só quem passa por isso sabe. Como somos voluntários apenas neste dia, sem ter acompanhado estas pessoas ao longo da semana, como é o caso da Marli, nossa coordenadora, a gente não conhece tão bem cada uma, mas sente algo forte, uma energia positiva, elas voltam renovadas.”

Alberto conta que certa vez, ao sair do Projeto vestindo a camiseta e entrando em um supermercado, uma senhora se dirigiu sorridente ao seu encontro. Queria lhe agradecer pelo Projeto onde já participou com seu filho comentando que ele havia superado a doença e estava bem.

São estes pequenos gestos e encontros que Alberto encerra seu comentário sobre ser voluntário: “É muito gratificante!”

 

 

Aprendizado constante

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Ana Cláudia Mattar

Conheci o Projeto através de uma reportagem em um jornal e imediatamente me “candidatei”, porque trabalhar como voluntária com crianças com câncer era uma forma de agradecimento pela saúde das minhas filhas.

Comecei trabalhando às quartas-feiras. Com o tempo foi fixado o passeio ao Parque da Mônica. Era ótimo, íamos para os hotéis, conversávamos com as famílias enquanto o ônibus não chegava. Criamos vínculos. O grupo de voluntárias do começo é hoje um grupo de amigas, nos entendemos só com o olhar... Quando está difícil para uma, logo vem outra ocupar sua “posição”, mas sempre com atenção e carinho com as famílias.

Após três anos, mudei para quinta-feira, dia de Hopi Hari. Era encantador ver a carinha das crianças diante daquele parque enorme com todas as possibilidades que ele oferecia. Era puro prazer!

No começo desse ano fui chamada pela coordenadora Marli para substituir a voluntária Geórgia que trabalhava na sede com as mães de casas de apoio ensinando artesanato. Hoje às terças e quintas me dedico a esta atividade, recebendo e dando atenção àquelas mães tão carentes de tudo. Deixam suas famílias em suas cidades e vêm acompanhando sozinhas seus filhos no tratamento, sem ter por perto, muitas vezes, ninguém com quem dividir seus medos e suas dores. Estou lá, sempre pronta para um abraço, um colo e principalmente para dar força para que continuem sempre, pois é um caminho muito difícil e longo.

Juntas aprendemos muitas coisas; é uma troca muito rica de experiências. Ensino artesanato e elas me ensinam a ver a vida sob outro ângulo, cheio de dor, mas com muita esperança e força. Só tenho a agradecer, por que essa doença chegou também na minha casa e hoje posso dizer que, com tudo que aprendi aqui, passamos por ela tão fortes e cheios de esperanças quanto aquelas mães.

Muito obrigada!
Ana Cláudia

 

 

Marina: uma semana encantada

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Marina Youko Massaoka

Nasci numa colônia japonesa denominada 1ª Aliança, a 630km de S. Paulo, no município de Mirandópolis.
Acredito que a minha forte vontade de ajudar ao próximo provém das minhas raizes orientais, cuja cultura valoriza muito o respeito e a solidariedade.

Dediquei 10 anos de minha vida como voluntária de crianças carentes da periferia de S. Paulo atuando na área pedagógica.
Acenei para o Projeto Felicidade para trabalhar como voluntária em convocação anunciada no jornal Nippo-Brasil e tive a felicidade de ser aceita. Encaro esta missão com muita seriedade a fim de que as crianças tenham uma semana encantada, e que a lembrança destes momentos mágicos amenizem um pouco as agruras de sua dor.

Palavra de gratidão não é preciso, basta sentir a felicidade irradiada pelas crianças para perceber o quanto isso me faz bem: é a minha recompensa!

 

 

Homenagem a nossa voluntária

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Huguette Miffano

Desde o início, me apaixonei pelo Projeto. O que me motivou foi um sentimento de justiça, eu tinha de dar um pouco do que o Bom D’us, na Sua generosidade, deu-me tanto.

Aprendi como enfrentar momentos difíceis, aprendi o que é apoio, coragem, humildade, aceitação, gratidão, amor e porque não dizer Felicidade. Que bela lição de vida... Como é rico o convívio com minhas companheiras voluntárias. É amizade pura com “A” maiúsculo. Obrigada Projeto, valeu!

Homenagem a nossa voluntária Huguete Miffano, de abençoada memória.

Huga amiga,
Sinônimo de sabedoria, paz interna, felicidade....irradiava LUZ e plenitude!Junto com as crianças, o meu maior presente dentro do Projeto! Foram segundas-feiras inesquecíveis... cheias de alegria, diversão e muito “papinho” como costumávamos nos referir às nossas longas conversas. Lembro-me da alegria das crianças quando a Huga pedia para elas que adivinhassem o que havia dentro da caixa de madeira, das histórias que contava, das brincadeiras carinhosas, e na saída nunca ia embora sem um beijo e um abraço beeemmmm apertado! Sinto muito sua falta!
Fabiola Bacelar Lwow

Vou falar um pouco sobre a Huguete, e não sobre a D. Huguete. Ela sempre reclamava quando alguém a chamava de dona. era simplesmente Huguete. Nas poucas vezes em que tive o privilégio de conversar com ela, foram momentos que ficarão para sempre comigo.Ela trazia muita força e alegria. Sempre dispensava a todos muita atenção. Huguete, com certeza, representou muito bem a essência do Projeto Felicidade.
Eliane Kondi Hamadani

Esta foto, que sem querer encontrei e, quando olhei para ela lembrei-me da gostosa companhia que tínhamos. Huguete era sempre sorriso, disposição e alegria. Parecia uma borboleta que nos encantava com suas cores, leveza e independência. Sempre tinha que enganá-la para poder levá-la em casa. Nunca nos contava sua idade, mas estava sempre pronta a nos acompanhar, não só para alegrar as crianças, mas para nossos cafés e encontros ao final das visitas aos hotéis. Não sei como homenageá-la, pois sinto-me homenageada por tê-la conhecido e podido conviver por alguns anos!
Eliane Streicher Chatah (Lica)

Querida Amiga Huga!
Viver feliz, de bom humor e sem o peso da própria vida é o que mais vou me lembrar quando alguma coisa me perturbar.
E como a Fabíola escreveu quando dei a notícia [de seu falecimento] teremos “um Anjo no Céu a nos proteger”!
Seu riso e humor contagiantes levando a vida e alegrando, não só as crianças, mas a mim, quantas vezes. Obrigada por permitir escrever um pedacinho da minha vida ao seu lado.
Salete Giannella

Estive com a Huguete apenas uma vez, durante uma visita, mas foi uma grande aula de bom humor e de amor pelo Projeto e pelas crianças. Ela tinha o dom de cativar e envolver as pessoas com alegria e otimismo. Sempre me lembrarei dela em cada nova visita de segunda-feira, tentando passar para as famílias pelo menos um pouco do amor à vida que ela transmitia.
Rejane Coimbra

Uma palavra boa, um abraço amigo; isso é a Huguette. Saudades...
Sheila Wajchenberg

 

 

Uma visita especial

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Voluntárias: Maria Lúcia e Adriana

Vitória Carolina tem 8 anos e não participou do Projeto Felicidade, embora tivesse este sonho. Todas as possibilidades dos médicos e equipamentos para salvar sua vida foram esgotadas.

Sua médica, a Dra. Maria Lydia, viu estampada nos pais a dor causada pela notícia e decidiu que o melhor seria o retorno ao lar para a família compartilhar momentos juntos. Aconselhou a mãe a entrar em contato com o Projeto solicitando uma visita. Mesmo debilitada, a alegria de Vitória foi total em seu primeiro dia em casa, após três meses internada no Hospital Darcy Vagas, com leucemia, já em fase terminal. Levamos um kit com bolo e presentinhos para a casa de Vitória para recepcioná-la com um abraço, levar apoio, conforto, força e esperança... tentar provocar sorrisos, por mais difícil que isso fosse.

Encontramos Vitória muito abatida e um pouco deslocada, pois havia ficado longe de seu lar e tudo estava sendo uma redescoberta.

Após dias em dieta especial e muita medicação, ela acordou com vontade de tomar o café da manhã na cozinha, com pão e maionese. O pai, com o olhar triste, mas com um sorriso contido, por poder realizar o desejo singelo da filha, saiu para as compras. Já havia balões na sala para a festa de “Feliz Regresso”. A mãe fez isso durante a noite, pois não havia conseguido dormir. Ajudamos Vitória a explorar o kit de guloseimas e presentinhos. Colocamos um tapetinho no centro da sala e em nossa imaginação era um tapete voador que a levaria por lugares cheios de beleza e magia; ou um trono, onde nossa princesinha se sentou. Nós, seus súditos, a rodeamos e iniciamos nossa animação (neste caso mais comedida), numa atuação cheia de bobagens, apitos, danças, e mímicas. Contamos com grande ajuda de seu irmãozinho, falante e animado pela presença da irmã que retornara após tanto tempo. A mãe colocou um CD de música para animar o ambiente. Vitória acompanhava tudo sorrindo.

Comeu um pouco do apetitoso pão com maionese que seu pai trouxera. Nos pais se estampava um misto de alegria pela volta da menina e imensa tristeza pelo quadro médico conhecido.Chegaram primos e tias e a mãe aproveitou um momento em que se encontrava sozinha conosco e segredou que a menina não conhecia sua real condição e que ela e o marido estavam desolados, não sabendo onde achariam forças para continuar mantendo a esperança na cura da filha. Contou que a leucemia aguda havia aparecido há menos de seis meses, e que no início os sintomas não eram freqüentes, e sim comuns a outras doenças infantis, até que logo depois de já quase ter dominado o organismo da pequena, veio o terrível diagnóstico. Após o breve desabafo logo voltamos para junto de Vitória. Continuamos a brincar na sala, até que a conversa dirigiu-se para uma espécie de promessa de voltarmos à sua casa em dezembro, ocasião de seu 9º aniversário. A menina então, tocou meu braço e fez um sinal de negação com a cabeça. Fingi não entender e perguntei se ela gostaria que voltássemos. Ela então, sem palavras, mas com os olhos tristes, voltando a segurar meu braço, mostrou-me que gostaria de voltar a ver o Projeto, porém, não deixou dúvidas de que sabia que isso não iria acontecer. Percebi que ela não queria que sua família soubesse o que sentia, para poupá-los. Isso me tocou profundamente, embora eu não demonstrasse para os outros que voltavam à sala, e muito menos para a menina.

Nessa altura, percebemos que Vitória já estava muito cansada e deixamos a casa e aquela família com sua dor e convivência íntima. Era um momento deles. Nosso abraço de despedida dos pais foi forte, calmo, cheio de alento, porém silencioso, pois não havia palavras que pudessem abrandar aquele sofrimento.

Foi uma volta muito diferente de nossa rotina barulhenta e repleta de comentários; desta vez viemos caladas e assim permanecemos. Certamente a menina não saiu de nossos pensamentos de esperança em D’us. E nem o sofrimento psicológico dos pais, que nesses casos, assume diversas formas, entre elas a ansiedade, a impotência e a depressão.

Dias depois Vitória faleceu e sua mãe ligou para o Projeto: desta vez para agradecer a visita afirmando que fez bem à toda a família, principalmente à Vitória.

 

 

Vale a pena viver

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Norma – Voluntária das quartas-feiras (Visita aos hotéis)

Muitas vezes lendo os depoimentos ficava imaginando o que escreveria um dia.

Hoje aqui estou eu escrevendo sobre uma experiência única e muito difícil de ser relatada em palavras.

Ser voluntária do Projeto Felicidade é muito mais do que levar alegria para as crianças. Ser voluntária é conhecer um pouco mais sobre mim mesma.

A cada visita um aprendizado, uma lição de superação.

Através destas crianças tive a oportunidades de conhecer mães maravilhosas que foram capazes de encontrar força para transformar com carinho, doçura e confiança o sofrimento em coragem.

Pais, que eram capazes de mover o mundo para acolherem seus filhos em uma segurança permeada de insegurança.

Crianças que transformam a mais profunda dor em alegria.

Crianças que em algum lugar dentro de si próprias conseguem encontrar coragem e garra para se convencerem de que viver vale a pena. Famílias que se unem, outras que se desestruturam, mas ainda assim resistem firmes indo atrás de um único objetivo: A cura.

Aprendi que a cura se apresenta através do verdadeiro amor que brota no coração destes pequenos grandes guerreiros. Agradeço ao Projeto Felicidade pela oportunidade de fazer parte desta causa, porém a minha eterna gratidão será sempre para estes pais, mães e crianças que me ensinam a confiar sempre na VIDA.

 

 

Adriana Azar: Seis anos no Projeto

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Comecei a trabalhar no Projeto logo no início, setembro de 2001. Lembro que procurava um lugar para ser voluntária, quando uma prima me disse: “Tem um projeto que é a sua cara, acho que você deveria tentar ser voluntária lá.” Ela estava certa!

Logo no primeiro dia me senti uma criança, como todas aquelas que lá se encontravam no Parque da Mônica. Corri, brinquei, dei carinho e recebi daquelas famílias algo que não se descreve em palavras. Começou ali meu casamento com o Projeto.

Nestes seis anos muitas coisas aconteceram… O início do Kit Festa, onde voluntárias e eu chorávamos ou ríamos juntas. E o início na quinta-feira: Hopi Hari. Ali no parque me transformo na grande crianca que tem dentro de mim, brincando e sentindo emoções que sempre são diferentes. Um dia nunca é igual ao outro: aprendendo sempre!

No Projeto eu me encontrei como pessoa. Quando acho que estou forte, vejo que elas são mais ainda e me fortifico. Dou um carinho, recebo um maior ainda. No final do dia olhando todos dormindo no ônibus, me sinto grata por terem se divertido muito e penso comigo mesma: acho que consegui cumprir a minha missão.

O meu casamento com o Projeto Felicidade é um caminho de duas mãos: aprendizagem no dia-a-dia, agir quando é preciso, e o mais importante, o amor que dou recebo de todos, inclusive voluntárias, coordenação, diretoria e todos os companheiros do Projeto. O Projeto me fez conhecer um novo EU, onde a palavra Felicidade nunca se apagará e será sempre a mais importante.

 

 

Gente ajudando gente!

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Maria Salete - segunda pessoa da direita para esquerda

“D’us é maior do que tudo que você está vendo e Ele é muito mais do que paredes”. Recebi este recado em um sonho como um chamado e só com o meu trabalho no Projeto Felicidade percebi que somos nós que fazemos “paredes” ao Amor Maior que é tão simples.

Iniciei no Projeto quando ainda trabalhava no Hotel Delphin Guarujá e a Danielle, diretora, me pediu que a ajudasse, pois iríamos receber as crianças às terças- feiras para um passeio na praia, seguido de almoço.

Durante uma reunião no Hilton, ainda no Centro, conheci a Flávia e o Rabino Alpern que apresentaram o que seria o Projeto e a importância das parcerias e dos voluntários.

Na equipe das cartas fiquei poucos meses e com um convite da Flávia há quatro anos sou voluntária das segundas-feiras, nos hotéis, no período da noite.

Carinho, atenção e alegria são o que damos e recebemos com o nosso trabalho. Ao final deste dia as crianças estão muito cansadas porque chegaram de viagem e brincaram durante toda à tarde no Buffet, mas temos uma missão importante: a de recebê-las bem para que tenham uma boa semana.

O serviço nos hotéis, que para muitos de nós é algo comum, para as crianças e familiares requer uma atenção especial, pois nesta nova oportunidade terão de usar a TV, o chuveiro ou banheira, elevador, ar condicionado, fazer os pedidos no restaurante, entre outros.

O mais importante neste meu depoimento é a minha transformação. Quero que todos saibam o quanto mudei neste tempo trabalhando no Projeto e agora sei o que D’us quis me pedir no sonho. Sou hoje uma pessoa que recebeu tanto amor e carinho das crianças e suas famílias que derrubei “tijolo por tijolo das minhas paredes”; perdi preconceitos e intimidação, amadureci e sinto que ganhei muito mais do que já dei. Hoje pretendo com as aulas que estou tendo também poder ajudar as crianças e seus pais a ler. Novo Projeto do Projeto! Quero agradecer a todos que trabalham e fazem possível o Projeto Felicidade!

 

 

Visita aos Hotéis

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Eu estou no Projeto há alguns meses e quando entrei sabia que não seria um trabalho simples, mas também não imaginava que seria tão gratificante.

A primeira visita que fiz foi para uma menina de 15 anos e foi bem rapidinha. A segunda visita já foi mais difícil, pois o menino de 15 anos tinha amputado uma das pernas há pouco tempo. Foi a primeira vez que percebi a dor imensa que existia nos olhos dos pais que o acompanhavam. Aqueles olhos vazios, sofridos e impotentes. Desde então tenho presenciado em cada visita, semana após semana, que os pais tentam aproveitar ao máximo os passeios e tudo de bom que o Projeto lhes proporciona.

Os pais, muitas vezes mais do que os filhos. é que precisam da semana de felicidade para dar-lhes uma injeção de ânimo para poderem aguentar a continuação do processo de reabilitação. Ao verem como o filho se diverte tanto e consegue, mesmo que por alguns momentos, esquecer a dor do tratamento e as internações, ganham forças renovadas para segurar a mão do filho e dizer que tudo vai dar certo e acabar bem.

Quando visito as famílias nos hotéis tento ao máximo acalmar os pais e animá-los para que continuem fortificando os filhos.
Sinto como estão quebrados e extremamente frágeis. Quando nos dedicamos a eles noto como obtemos um resultado muito mais gratificante em relação às crianças, pois é através dos pais, principalmente das mães, que as crianças tiram forças para poder continuar.

Nossas crianças são guerreiras dignas de qualquer troféu porém, são seus pais os treinadores que sempre ao seu lado os mantêm entre os primeiros colocados dentre os vencedores.
Tally Chalom
voluntária das noites de segunda-feira.

 

 

Kit Festa:
Ygor Leonardo Silva - 11 anos
Festa realizada dia 13 de junho

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No centro, Ygor ao lado de Maria Lúcia, voluntária do Kit Festa

Ao chegar ao município de Mauá, em frente à casa do Ygor, vimos sua mãe, Veroni, perto do portão. Ela chegara há pouco para espreitar nossa chegada, pois temia que fôssemos embora; não havia campainha. Ela nos disse que não havia contado ao Ygor sobre nossa visita, pois queria fazer-lhe uma surpresa. Logo gritou o nome do menino, dizendo que o carteiro estava ali trazendo uma carta do Projeto Felicidade. Surgiu um menino muito bonito, todo esbaforido pela pressa. Imaginamos qual seria sua reação se soubesse que em lugar de uma carta, estávamos ali pessoalmente trazendo bolo, refrigerantes, doces e presentes para comemorar seu aniversário...

A casa era muito llimpa e arrumada onde havia um clima de muita união e bom humor. No quarto de Ygor haviam diversos desenhos colados na parede unidos cada um a uma letra colorida, formando a frase: ‘ YGOR O VENCEDOR ‘. Foi sua mãe quem fez esse trabalho para mostrar o quanto o filho já passou por duras batalhas e saiu vitorioso. A história do menino começou há oito anos, com um tumor na órbita, que foi extraído. Após quatro anos a doença voltou e teve que submeter-se a uma segunda cirurgia com um pós-operatório traumático, pois mais velho, já entendia melhor, o que acabou agravando seu estado psicológico., com crises de tremor, e pânico tendo que afastar-se da escola. A doença do Ygor não tem dado trégua. Há pouco tempo apareceu um problema no quadril e o médico pediu um raio-X da bacia, na área esclerótica. Em alguns dias deve sair o resultado do exame, e o menino está apreensivo temendo que seja outro tumor maligno.

Sua mãe agradece a D’us pela parte boa; apesar da doença ter lhe trazido muitas tristezas, o nascimento de seu caçulinha também lhe trouxe muitas bênçãos. Moravam em uma casa pequena e muito afastada, que foi totalmente consumida por um incêndio. Na hora foi um grande golpe, pois não tinham condições de reconstruí-la. Mas o importante é que ninguém se feriu e acabaram construindo uma casa maior ao lado dos avós, com ajuda de alguém que trocou o terreno por material de construção.

A mãe agradece a D’us e às pessoas que os tem ajudado, inclusive ao Projeto Felicidade.

Na festa, o Ygor abriu os presentes, conversou alegremente e foi brincar com os irmãos e primos. A mãe quer muito que o Ygor agende aulas, pois sabe que qualquer terapia ocupacional que ele desenvolva na sede vai lhe fazer muito bem.
Maria Lucia Fonseca Caetano – Voluntária

 

 

Projeto Felicidade:
Lição de vida

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Marta deixa"escorregar" seu lado criança!

Estou no Projeto Felicidade desde o seu início. Fiquei sabendo que estavam convocando voluntários, me interessei e estou nele até hoje. No início fiquei um pouco apreensiva porque não sabia como iria reagir quanto aos meus sentimentos e emoções porque já havia perdido meu pai de câncer.

Mas ao longo destes anos aprendi que meu trabalho como voluntária, atendendo crianças tão carentes e ao mesmo tempo doentes de uma causa tão séria, tornou-me uma pessoa mais forte e mais humilde.

Ao ver famílias que sofrem tanto e precisam de muito apoio e carinho, como mãe comecei a dar mais valor a tudo de bom ou mesmo de ruim que pode me afetar no dia a dia.

O Projeto Felicidade começou pequeno, mas com uma garra tão grande por parte daqueles que o projetaram que hoje, graças a D’us, as parcerias que se foram agregando alcançou a nível nacional uma importância mais que vital a todos que já tiveram a sorte de participar e aos que ainda irão conhecer e se beneficiar desta grande ajuda que significa para as crianças e respectivas famílias.

Tenho enorme gratidão por tudo que este trabalho me trouxe de bom e de exemplos, mas também deixo aqui meu “muito obrigada” a todos que me acolheram desde o início como voluntária e hoje, como líder do meu grupo.

Sou voluntária às terças-feiras e este passou a ser o dia mais importante da semana, principalmente agora que o Projeto, além de ter uma sede própria, ganhou também uma sede campestre em S. Lourenço da Serra onde as crianças podem brincar e se divertir ao ar livre.

As voluntárias não medem esforços para que todos sintam-se bem e felizes.

Espero poder me dedicar ao Projeto por muitos e muitos anos, pois acredito nele com todo meu coração.

Por Marta Enia Schor Fiszman
Voluntária - Líder das Terças-feiras

 

 

Projeto:
Um aprendizado constante

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Clara Teperman Aizemberg

Cheguei ao Projeto através de uma publicação no Estadão. Há mais ou menos uns quatro anos, onde era a responsável pela convocação e em dar as diretrizes do trabalho para as voluntárias de quinta-feira.

Na maioria das vezes, nós levamos as crianças e suas famílias ao Hopi-Hari, que é a diversão máxima da semana para eles. Mesmo quando existe alguma restrição de certos brinquedos para algumas crianças, conseguimos juntos – a equipe e a família – alternativas de diversão. É um dia de euforia e muita alegria!

Considero o Projeto maravilhoso. Sempre foi e continua sendo. Logicamente cresceu muito e tenho a cada semana a sensaçãode ser mais um sonho se tornando realidade. Quando comento com as pessoas com quem me relaciono sobre o Projeto, sempre ouço reações do tipo: “Que coisa maravilhosa, isso acontece mesmo?”

A cada semana vivenciamos experiências diferentes. É um aprendizado para nós, além da alegria de ver a felicidade estampada no rosto das crianças e seus familiares.

Uma imagem que ficou gravada na minha memória e que aconteceu logo nas primeiras semanas do nosso trabalho, foi a de uma família muito, muito simples entrando, se hospedando e sendo bem recebida num hotel 5 estrelas. É algo excepcional para a realidade brasileira.

Isto me emociona até hoje: o respeito e a troca de carinho entre todos os envolvidos no Projeto, as crianças e suas famílias. Sinto muito orgulho da nossa equipe e do nosso trabalho. Quero agradecer à direção e coordenação pelo esforço e dedicação e ao Projeto pela felicidade que me traz!

Clara Teperman Aizemberg

 

 

Voluntária:
Yvonne C. Boschi

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Yvonne C. Boschi

“Eu sentia vontade de poder doar-me em prol de pessoas com câncer. Talvez tenha sido pela minha experiência de convívio com esta doença dentro de casa, que tinha deixado muitas cicatrizes.

No início de 2001, lendo o Estado de S. Paulo, encontrei um anúncio procurando voluntários que pudessem se dedicar a um projeto que atenderia crianças com câncer.

Telefonei e marcaram uma entrevista. No início foram realizadas atividades que buscavam observar o perfil de cada um.
O primeiro hospital a ser atendido foi o Instituto da Criança, hoje Itaci. Todos estavam muito emocionados e eu mais ainda, pois não sabia se conseguiria suprir as expectativas destas crianças.

No começo atendíamos apenas um hospital, hoje são cerca de 30, entre capital, interior e outros estados.

Toda semana há um fato marcante, e se formos relatá-lo teríamos páginas e páginas de casos lindos e às vezes tristes.

Na segunda-feira quando chegamos nos hotéis, o brilho nos olhos das crianças é indescritível, no café da manhã ficam deslumbrados com a variedade de iguarias servidas.

Sinto que cada família que passou por nós sentiu o efeito do amor, carinho, atenção, enfim…da Felicidade.

A semana no Projeto deixa uma marca que nunca mais será esquecida pelas crianças e seus familiares.

Cada semana é uma vitória obtida onde dificuldades foram vencidas e o convívio com as demais voluntárias, que hoje parecem ser de uma única família, aprimoraram cada vez mais o Projeto Felicidade.

Hoje, após cinco anos e meio, tenho um sentimento de realização: consegui sentir-me completa!”

 

 

Huguette Mifano:
paixão pelo Projeto

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Huguette Miffano

Huguette Miffano, voluntária que visita as famílias nos hotéis

“Deste o início, me apaixonei pelo Projeto. O que me motivou foi um sentimento de justiça, eu tinha de dar um pouco do que o Bom D’us, na Sua generosidade, deu-me tanto. Ao longo do caminho, durante esses cinco anos, meu pequeno ‘dar’ se transformou num grande ‘receber’. Aprendi como enfrentar momentos difíceis, aprendi o que é apoio, coragem, humildade, aceitação, gratidão, amor e porque não dizer Felicidade. Que bela lição de vida!

O ápice dos nossos encontros é aquele abraço que peço que seja bem, bem forte, quando me dou por inteira e recebo o melhor de nossas crianças e de suas famílias. É uma via de mão dupla!

Abri para elas o meu nome, usado só pela minha família, e agora que as adotei sou Huga, também para elas. Como é rico o convívio com minhas companheiras voluntárias. É amizade pura com “A” maiúsculo.

Obrigada Projeto! Valeu!”

 

 

O Cantinho da Ieda

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Ieda, segurando o pincel, ladeada pelas voluntárias da sexta-feira,
no Cantinho, que leva seu nome

Ieda Azeredo Noguchi está no Projeto desde o início. Ela logo se prontificou a ficar “onde mais precisavam de gente”.

Ieda, hoje é a líder de seu grupo, o que ela diz não fazer diferença, já que todas sabem o que fazer neste dia e são sempre prestativas como Shirley, Denise, Patrícia, Márcia, Sandra, Ariela, Leny e Sima, que formam a turma de voluntárias da sexta-feira; àquelas que dão o último carinho, fazem o último aceno, e distribuem presentes antes das famílias retornarem aos seus lares, mais felizes e realizadas.

Sexta-feira é dia de recordar os momentos vividos na semana no Projeto, com brincadeiras e representação teatral encenadas pelas palhaças Cláudia e Luciana. Enquanto as crianças utilizam as salas de pintura, brinquedoteca, computação, biblioteca, os adultos fazem porta-retratos e caixas de presente para levarem para casa.

“Os trabalhos manuais têm um reflexo fantástico. Todos se mostram muito entusiasmados quando conseguem fazer as coisas”, diz Ieda, que constatou o fato ao ver uma mãe exclamar, após ter acabado de fazer um porta-retrato: “Até que eu não sou tão burra!”

O Projeto, segundo ela, consegue recuperar a auto-estima deles de uma forma muito natural. Ieda, que já foi voluntária por seis anos na biblioteca da escola de suas filhas, fala que o trabalho voluntário faz muita diferença na vida das pessoas: “Me tornei uma pessoa melhor. A gente aprende a ver as coisas de outra maneira, se torna mais solicita. Aprendi a ser mais humilde e a aceitar as pessoas como elas são.”

Quando desce para a praia, Boracéia (Bertioga), 1:30h de S. Paulo, para passar a semana, Ieda sobe na quinta-feira, comparece ao Projeto na sexta e retorna no dia seguinte para o seu lazer, ao lado da família.

Numa cena fora do script, Ieda chegou certa sexta-feira na sede, pronta para fazer os porta-retratos com os pais, que já a acompanhavam. Passou o maior pito por não achar colas e tesouras, todo o material que tinha sempre bem organizado. Botou todo mundo para correr. Mas a solução logo foi encontrada e o Projeto criou o “Cantinho da Ieda”, onde tudo está guardado em seu devido lugar, do jeitinho que a Ieda gosta.

O que talvez ela não saiba é que ganhou seu espaço, não devido ao pito que passou, mas pelo lugar tão especial que ela ocupa dentro do Projeto.

 

 

Sima, a “Mascote” do Projeto

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O que se faz na Terceira Idade? Busca-se o neto na escola, se torce por ele no jogo de basquete, vai-se às compras, ou ao banco para pagar as contas, tudo isto e mais “um pouco” é o que Sima Sztejnsznajd, uma senhora encantadora de 80 anos, faz ao longo do dia.
A fim de tornar seu dia mais produtivo e gratificante, repleta de bagagem cultural e artesanal, e com quem se pode passar horas a fio sem sentir, Sima resolveu doar seu tempo e repassar sua experiência e conhecimentos tornando-se voluntária do Projeto Felicidade.
Sima já trabalhou como secretária executiva e como tradutora de obras em idish. Fala que seu núcleo familiar é muito pequeno. Filha única de um casal idoso, tem três filhos e cinco netos. Chegou a completar 49 anos de casada, mas ficou viúva.
Dedicou parte de sua energia ao trabalho voluntário na Unibes por 25 anos e também ajudou o Ciam. Foi na Unibes que desenvolveu trabalhos manuais para complementação de renda às pessoas de classes menos favorecidas.

Como chegou ao Projeto
Morando em Higienópolis resolveu doar pessoalmente brinquedos e livros ao Projeto Felicidade. Ao entregá-los resolveu arriscar perguntando se havia alguma vaga para voluntária. Marcou entrevista e acabou se sobressaindo, tornando-se voluntária. “Senti que poderia trabalhar e aqui tem muito espaço”.
Sima se sente privilegiada por ter vivido nas décadas de 40, 50 e 60, anos áureos da cultura brasileira e por ter convivido com pessoas muito queridas. Entre elas, o amigo, escritor e dramaturgo Júlio Gouveia e sua esposa, Tatiana Belinky, célebres pela adaptação das obras de Monteiro Lobato para o programa Sítio do Pica-pau Amarelo. Lembra bem uma das frases do amigo: “Cada idoso que morre é uma enciclopédia que se incendeia”.
Seu conselho para as pessoas que beiram a sua idade é: “Mexa-se! Faça-se necessário em algum canto. Não se incendeiem antes do tempo.”
Quanto ao seu trabalho no Projeto que passa a contribuir três vezes por semana, acrescenta: “Estou me sentindo viva, contente porque o ambiente é bom e me relaciono bem com as pessoas.
Ao mesmo tempo emocionada por ter se tornado centro das atenções e mimos, o que segundo ela: “Me deixa meio vexada…”

 

 

Voluntário da Gol
Charles Ernest Owens
Comissário de bordo da Gol Linhas Aéreas Inteligentes

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Dia de visita na Gol: carinho, festa e diversão

Ontem mais uma vez tive o grande prazer de participar do Projeto Felicidade.

Quando cheguei em casa, à noite, reparei que eu não estava cansado, apesar de ter tido um dia com muita atividade. Lembrei-me que o meu dia havia começado bem cedo. Apesar de termos marcado de nos encontrar às 6:30h na quadra da Gol para arrumarmos tudo para a festa, às 6:05h eu já estava parado na porta da empresa esperando dar a hora para poder entrar.

Aí lembrei que cheguei cedo porque eu havia colocado o despertador para tocar às 5:00h, mas às 4:15h eu já estava acordado, ansioso para começar as atividades desse dia tão especial que é o dia do Projeto Felicidade na Gol.

O Projeto tem acrescentado muito à minha vida. A cada edição em que participo, sinto que ganho muito mais do que consigo dar.

Já tive a oportunidade de ir à festa de encerramento na sede do Projeto Felicidade e ver a alegria das crianças e dos acompanhantes pela semana que tiveram. Ver o sorriso destas crianças e seus acompanhantes é o melhor prêmio que se pode ganhar. Tenho muito orgulho de trabalhar para uma empresa que se preocupa com problemas sociais e faz parceria com uma entidade como o Projeto Felicidade, que tem como objetivo proporcionar uma semana de felicidade para crianças em tratamento médico, que poderá ser o principal motivo da cura dessas crianças, como também ser alguns dos últimos momentos felizes delas. Rezo sempre para que o mundo tenha cada vez mais pessoas como vocês, Voluntários do Projeto Felicidade e Voluntários da Gol.

 

 

Confissão de Voluntária

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Uma carta para
Marli Andrei
(coordenadora)


Por Tatiana Pierri

Há exatamente uma semana, o Projeto Felicidade me ofereceu a grande oportunidade de dar o grande, senão o mais importante, passo da minha vida!

Em uma quarta-feira, junto com a voluntária Adriana, descobri a maior e mais emocionante atitude que qualquer ser humano poderia ter, que é nada mais, nada menos que: dividir! Dividir afeto, carinho, solidariedade, sorriso, abraços apertados, beijos, emoção e por fim felicidade!

Descobri o quanto é fácil dar amor a quem merece, um amor gratuito, sem malícia, sem cobrança… um amor puro, um amor de criança! Estou emocionada até hoje e extremamente comprometida com este Projeto, que se vocês permitirem assim, pelo resto da minha vida quero continuar!

Amei cada segundo que passei com a Adriana, que por sinal é um ser humano excepcional, amei cada segundo que estivemos no hotel, e cada sorriso que recebemos!

Marli, você não imagina o quão emocionada fiquei também em receber sua ligação e escutar suas palavras graciosas e acolhedoras como: “Seja bem vinda ao Projeto Felicidade!”

Sei que demorei para agradecer… mas fiquei ensaiando até hoje em como retribuir tamanha felicidade! Obrigada a todos do Projeto, obrigada a você, obrigada aos “pequenos”

“grandes” seres humanos que proporcionaram a mim o meu grande Projeto Felicidade! Agradeço muito!

Agora sinto um orgulho imenso em dizer à vocês… Sou sua voluntária! Conte comigo sempre! Abraços apertados (com toda emoção que aqui estou)

 

 

De Voluntária à Parceira

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Denise Mirocznik Wladimirski
Engenheira Civil
Diretora Administrativa da Golf & Gym
Academia de Golf e Ginástica Ltda

 

Quando a Golf & Gym passou a fazer parte do Projeto Felicidade e o que a motivou a isto?
Desde o início do Projeto, pois eu já era voluntária.


De que forma se dá a interação entre os funcionários da empresa e as crianças do Projeto?

É muito gratificante dos dois lados. Temos professores que já trabalharam com animação, e mesmo os que nunca o fizeram, não sabiam o que fazer para agradá-los. Outra coisa, o astral de tra-balho aqui, sem parecer demagogia, brilhou. Parecia que todos estavam iluminados.


Há dificuldades observadas durante o jogo destas crianças, ou elas brincam e se divertem como as outras?


Nenhuma, muito pelo contrário, são super educadas e agradecidas. Pedíamos para fazer fila no mini-golfe, onde fizemos um campeonato de brincadeira, e cada um esperava a sua vez de dar as tacadas. E olha que havia em torno de 25 crianças em idades variadas.

Em sua opinião, o que elas mais apreciam durante o tempo que passam na Golf & Gym?

Justamente o golfe, por ser uma atividade totalmente nova para eles. Estavam encantados.

Lembra de alguma cena que a tenha marcado durante a permanência das famílias do Projeto na Golf & Gym?


Não é correto realçar a deficiência, mas foi marcante para todos como um menino se apoiava em sua muleta com uma mão e segurava o taco com a outra. E olha que ele se saiu muito bem!

Quais são suas expectativas da Golf & Gym nesta parceria?


A nossa expectativa é poder continu-ar oferecendo o nosso espaço, seja para as crianças brincarem ou para eventos, e que sempre possamos contribuir para ver um sorriso no rosto destas crianças, que apesar de pequenas já são tão sofridas.

Como o esporte influi no astral des-tas crianças?

Faz com que se sintam mais "saudáveis", mais iguais a outras crianças.

Qual a relevância da participação de sua empresa em um projeto como este?

Mais do que tudo, o bem que fazemos a estas crianças é pouco se comparado ao bem que elas nos fazem. E isto inclui desde os faxineiros que ajudam a limpar as quadras após a saída das crianças, até os professores e recepcionistas. Não sabiam mais o que poderiam fazer para agradá-las. É realmente um trabalho em equipe.

 

 

Um Palhaço chamado Pipoca (in memorian)

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O câncer de Thiago foi diagnosticado há dois anos e três meses. Dormia muito, vomitava e tinha dores de cabeça muito fortes. Uma médica diagnosticou vermes, mas foi levado a outros médicos que o examinaram e constataram um tumor extenso no cérebro disseminado na meninge, o que trouxe o diagnóstico definitivo junto com um constante tratamento à base de rádio e quimioterapia aos quais se submete em curtos intervalos. Para Vilma, a mãe de Pipoca: “ Ele não se abate com a doença ou sofrimento. Acredita que vai ficar bom. Ele às vezes está muito cansado, mas nunca triste.”

Thiago se entusiasmou com a performance de Luciana e Cláudia, as duas palhaças do Projeto que recebem e se despedem das crianças com brincadeiras e lembranças da semana encenadas na sede. Vestiu roupa, nariz e espírito de palhaço: o Palhaço Pipoca. Toda sexta-feira lá está ele divertindo as crianças. Para sua mãe: “Esta atuação do Thiago como palhaço é uma terapia! Ele leva muito a sério seu dever de divertir outras crianças. Não importa seu estado de saúde; ele sempre quer vir.”

Thiago tem um lema que o mantém firme: “Tenho muita fé em D’us.” E acredita que vai ficar curado.

Para a médica que acompanha o caso de Thiago: “Ele é incrível; possui uma tremenda força de vontade e não vi nada igual em meus 20 anos na área oncológica”.

Para as voluntárias e suas colegas de trabalho, as palhaças …: “Ele é incrível; uma lição de vida para todas nós!”

 
 
Confira abaixo as matérias e fotos:
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